BURGERZ

TÍTULO ORIGINAL: BURGERZ

CONCEPÇÃO: Travis Alabanza

REINO UNIDO, 2018 | 1h10min | Classificação indicativa: 14 anos

Burgerz ©Elise Rose
©Elise Rose

13/3, às 19h
14/3, às 19h
15/3, às 19h

LOCAL: Centro Cultural São Paulo – sala Jardel Filho

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Pensamento em processo

Sinopse

Depois que alguém jogou um hambúrguer e gritou uma ofensa transfóbica para Travis Alabanza em plena luz do dia na Ponte de Waterloo, em Londres, e nenhum dos transeuntes se manifestou, ile*, que se define como uma pessoa não binária, começou uma obsessão por hambúrgueres: como são feitos, qual a sua textura e seu cheiro e como eles viajam pelo ar. Este solo interativo é o clímax de sua compulsão. Nele, Alabanza, uma das vozes trans de destaque no Reino Unido, utiliza a plateia para explorar de forma pungente e bem-humorada como os corpos trans sobrevivem e como, ao se recuperarem de um ato de violência, podem conquistar sua própria cumplicidade.

* Os pronomes não binários “ile(s)” (em inglês “they”) substituem os pronomes pessoais “ela(s)” ou “ele(s)”. São termos que não demarcam o gênero, já que pessoas não binárias não se identificam como femininas ou masculinas.

HistóricoTravis Alabanza atua, escreve e realiza filmes em Londres. Como uma das vozes artísticas trans mais proeminentes do Reino Unido, nos últimos quatro anos Alabanza iniciou grande parte das conversas públicas sobre as interseções entre negritude, gênero, visibilidade trans e classe. Seu trabalho cruza meios e formas, incluindo performances realizadas em espaços como Tate, Victoria and Albert Museum, Southbank Center, ICA, Lyric Hammersmith, Transmission Gallery e Royal Exchange Theatre, e apresentações em festivais como o Hamburg International Feminist Festival. The Guardian, Buzzfeed e Independent são alguns dos veículos que publicaram seus escritos. Entre 2017 e 2018, estrelou a adaptação de Chris Goode de Jubileu, lançou seu primeiro livro de poesia, Before I Step Outside (You Love Me) e foi artista residente na Tate Galleries. Atuou recentemente em Ridiculous of Darkness (Gate Theatre) e I Wanted to Fuck up the System But None of My Friends Texted Back (Wellcome Collection/The Sick of the Fringe).

CRÍTICAS

Embora frágil, Alabanza é atrevidx e espirituosx, alimentando o público como uma estrela de cabaré experiente e dominando a imprevisibilidade do formato interativo. Ile* gera urros de riso, mas o roteiro raivoso e inteligente também é ressaltado com a verdadeira dor da exclusão, de ser encaixotado, de estar preso em um mundo onde a violência sexual e racial é predominante e, com muita frequência, tolerada.

MARK FISHER, The Guardian

Uma das coisas que o espetáculo faz de maneira inteligente é usar a ideia de teatro como uma comunidade para questionar a facilidade com que nos tornamos cúmplices das estruturas de opressão. Não podemos sucumbir à mentalidade de espectador – devemos agir, não apenas observar passivamente. Como Alabanza coloca: “o silêncio queima”.

LYN GARDNER, Edinburgh Festivals Magazine

Ficha Técnica

CRIAÇÃO E PERFORMANCE: Travis Alabanza
DIREÇÃO: Sam Curtis Lindsay
DESIGN DE CENÁRIO E FIGURINO: Soutra Gilmour
DESIGNER ASSOCIADA: Isabella van Braeckel
DESIGN DE LUZ: Lee Curran & Lauren Woodhead
DESIGN DE SOM: XANA
MOVIMENTO: Nando Messias

ENTREVISTA
Críticas