violento.

CONCEPÇÃO: Preto Amparo, Alexandre de Sena, Grazi Medrado, Pablo Bernardo

BELO HORIZONTE/MG, 2017 | 60min | Classificação indicativa: 16 anos

Violento ©Pablo Bernardo
©Pablo Bernardo

12/3, às 18h
13/3, às 21h

LOCAL: Centro Cultural da Diversidade

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PENSAMENTO EM PROCESSO
DIÁLOGO ENTRE MILO RAU E WAGNER SCHWARTZ

Sinopse

O solo de Preto Amparo propõe a descolonização do olhar sobre corpo negro – isto é, uma mudança sobre essa leitura que, historicamente, ratifica violências. O espetáculo se apropria dessas violências como artifício estético e criativo para rasurá-las, perfurá-las e reconfigurá-las. Utilizando elementos como uma viatura policial de brinquedo, um saco de café e um pacote de pipoca, as cenas se desenham pelo percurso de um jovem negro na sociedade, atingido por abordagens policiais, pelo genocídio em curso e pela hipersexualização de seu corpo. Isso acrescido de elementos urbanos e ritos de passagens contemporâneos. Propondo um diálogo entre a ancestralidade e a vida do jovem negro urbano, o  performer produz uma experiência que busca novas possibilidades de se pensar a estética negra no âmbito cênico, artístico e cultural.

Histórico

Os artistas Preto Amparo, Alexandre de Sena, Grazi Medrado e Pablo Bernardo não se definem como um grupo ou uma companhia, mas como um aquilombamento que visa fortalecer nacionalmente redes pretas, como segundaPRETA (MG), Segunda Crespa (SP) e Segunda Black (RJ). A pesquisa que deu origem a violento. foi iniciada por Preto Amparo em uma cena curta apresentada na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), durante uma ocupação artística. Após alguns disparos, Alexandre de Sena assumiu a direção, Grazi Medrado se aproximou para a produção e Pablo Bernardo chegou para os registros. A peça foi apresentada em festivais de teatro e de dança em Minas Gerais, Bahia, São Paulo e Piauí. Em 2019, o solo foi contemplado pelo Prêmio Leda Maria Martins de Artes Cênicas Negras de Belo Horizonte como melhor peça de longa duração. 

CRÍTICAS

violento. é silenciosamente sinestésico… A gente sente fisicamente a presença daquele corpo negro nu. E aqui não estou falando desse olhar do fetiche, que só consegue ver e interpretar o corpo preto no lugar do desejo. Não estou falando do corpo masculino da negrura que só faz “oferecer” medo ou violência. Não. Pelo menos, não para mim. Estou falando de um corpo negro que refuta a história oficial e a hierarquização dos saberes, consequente da hierarquia social. De um corpo mapeado por práticas de identidade individual e coletiva racializadas e marcado pelo gênero. E, principalmente ali, de um corpo adornado, em performance e que é performance que resguarda, nutre e cria uma estética violenta e docemente contestatória.

SORAYA MARTINS, Horizonte da Cena

A peça vai no caminho inverso à verborragia dos “textões” das pautas identitárias nos últimos tempos, apostando na sutileza para um tema espinhento e, como diz seu título, violento: o racismo estrutural brasileiro.

MIGUEL ARCANJO PRADO, UOL

Ficha Técnica

ATUAÇÃO: Preto Amparo
DIREÇÃO: Alexandre De Sena
DRAMATURGIA: Alexandre de Sena e Preto Amparo
PRODUÇÃO: Grazi Medrado
REGISTRO EM FOTO E VÍDEO: Pablo Bernardo
ILUMINAÇÃO: Preto Amparo
PREPARAÇÃO CORPORAL: Wallison Culu/Cia Fusion De Danças Urbanas
ASSESSORIA DE TRILHA SONORA: Barulhista

ENTREVISTA
Críticas