COMPAIXÃO. A HISTÓRIA DA METRALHADORA

TÍTULO ORIGINAL: COMPASSION. THE HISTORY OF THE MACHINE GUN

DIREÇÃO: Milo Rau

Bélgica/Alemanha | 2016 | 1h45min | Classificação indicativa: 16 anos

Compaixão crédito Daniel Seiffert

20/3 às 21h
21/3 às 21h
22/3 às 21h

LOCAL:  Sesc Vila Mariana

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Em Compaixão. A História da Metralhadora, Milo Rau discute a atuação de ONGs europeias em território africano. O espetáculo discorre sobre as contradições e limitações de valores como compadecimento, humanismo e altruísmo, a partir de uma crítica sobre os vestígios de colonialidade nas relações filantrópicas entre Europa e África. A montagem é conduzida pelas atrizes Ursina Lardi, nascida na Suíça, e Consolate Sipérius, de origem burundesa. Durante o processo de criação, foram realizadas entrevistas com funcionários de instituições não governamentais, clérigos e vítimas de guerras dos dois continentes. O espetáculo é o resultado de uma parceria entre o International Institute of Political Murder (IIPM) e o Teatro Schaubühne, de Berlim.

O encenador suíço Milo Rau nasceu em Berna, em 1977. Estudou Sociologia, Alemão e Estudos Romanos, em Zurique, Berlim e Paris. Atuou como jornalista em diversos jornais e revistas. Desde 2003 trabalha como diretor e autor independente. Em 2007, fundou o International Institute of Political Murder (IIPM), baseado na Suíça e na Alemanha, visando à criação e à circulação internacional de suas ações e produções teatrais e cinematográficas. Desde a sua fundação, o IIPM foca em uma abordagem multimídia de conflitos históricos e sociopolíticos reais, encenando temas como a execução de Nicolae e Elena Ceausescu (The Last Days of the Ceausescus), o genocídio em Ruanda (Hate Radio) e o caso do terrorista norueguês Anders B. Breivik (Breivik’s Statement). Já o projeto de performance (City of Change) representou a luta pelo direito dos estrangeiros ao voto em um parlamento na Suíça. Em The Congo Tribunal, Milo Rau utiliza a estrutura de um tribunal judicial para investigar as questões políticas, sociais e econômicas dos conflitos armados na região do Congo. Em 2018, o suíço assumiu a direção artística do NT GENT, um teatro público situado em Ghent, na Bélgica, e publicou o NTGhent Manifesto, documento que propõe dez diretrizes referentes às futuras produções da instituição.

Ficha Técnica

Direção: Milo Rau
Elenco: Ursina Lardi e Consolate Sipérius
Dramaturgia: Florian Borchmeyer
Pesquisa e colaboração na dramaturgia: Mirjam Knapp e Stefan Bläske
Cenário e figurinos: Anton Lukas
Design de som e vídeo: Marc Stephan
Iluminação: Erich Schneider
Em cooperação com a Rede de Teatro Europeu PROSPERO (Schaubühne Berlin, Théâtre National de Bretagne/Rennes, Théâtre de Liège, Emilia Romagna Teatro Fondazione, Göteborgs Stadstheater, Croatian National Theatre/World Theatre Festival Zagreb e Athens & Epidaurus Festival)

Este espetáculo é apoiado pelo Consulado Geral da República Federal da Alemanha em São Paulo/ Goethe-Institut e pelo programa «COINCIDÊNCIA» da Fundação suíça para a cultura Pro Helvetia
ENTREVISTA
Críticas
2019-03-21T13:38:57-03:00