TU AMARÁS

TÍTULO ORIGINAL: TÚ AMARÁS

DIREÇÃO: Bonobo

CHILE, 2018 | 1h15min  | Classificação indicativa: 16 anos

Tu Amarás ©Marcus Xaverius
©Marcus Xaverius

7/3, às 21h
8/3, às 20h

LOCAL: Teatro Porto Seguro

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Oficina: Autoria em Jogo: Do Hegemônico ao Particular:

Sinopse

Com o espetáculo Tu Amarás, o grupo chileno Bonobo dá continuidade a sua pesquisa sobre a violência cometida contra os “outros” em uma sociedade democrática – o título alude aos mandamentos cristãos. Nesta comédia irônica, um grupo de médicos chilenos se prepara para uma conferência internacional sobre o preconceito na medicina. O debate, permeado por questionamentos como quem é o inimigo e como ele se constrói, se torna mais complexo devido à recente chegada dos Amenitas, extraterrestres que se estabeleceram na Terra. Incompreendidos, marginalizados e temidos, esses seres oferecem a oportunidade para que o grupo reflita sobre o amor, a violência e o ódio implícitos na relação com os “forasteiros”. A peça, que recebeu prêmios no Chile e no Japão, foi desenvolvida em residências no Espacio Checoeslovaquia, em Santiago, e no Baryshnikov Arts Center, em Nova York.

Histórico

Bonobo é uma companhia de teatro fundada em 2012 pelos artistas Pablo Manzi e Andreina Olivari com o objetivo de levar ao palco novas obras que estimulem a reflexão crítica do espectador. Através de uma metodologia de criação coletiva com ênfase em pesquisa e improvisação, eles se tornaram um dos mais conceituados grupos jovens do teatro chileno. Integram seu repertório os espetáculos Amansadura (2012), Donde Viven los Bárbaros (2015) e Tu Amarás (2018), que participaram de festivais em países como Alemanha, Bélgica, Holanda, Espanha, Itália, Suécia, Japão, México, Brasil, Peru e Chile.

CRÍTICAS

O maior acerto de Tu Amarás, além de seu bem pensado título de contornos bíblicos, é que deixa em uma zona incômoda e cinza nossa ideia de progresso, democracia e evolução. As pulsões mais baixas em relação aos outros (ódio, intolerância, medo) parecem ser assumidos como parte de nosso cotidiano e da ideia progressista de nos vermos como iguais. A obra desmonta essa noção e a expõe em uma dialética entre as esferas pública e privada em tempos em que o discurso oficial impõe uma visão monolítica do bem.

JORGE LETELIER, Culturizarte

Esta montagem é uma obra cuja densidade do conteúdo poderia ser sufocante, porém, a comicidade de seus diálogos inteligentes introduz o espectador pouco a pouco na reflexão crítica sobre os temas que o título coloca: a violência cotidiana sorrateira, os preconceitos que moldam nosso comportamento e nossas decisões, a incoerência entre ser e dever ser, as consequências não intencionais de nossas ações, entre outros assuntos. São falas ágeis, feitas por um elenco de atores bem dirigidos e cuja corporalidade complementa os pensamentos (des)velados nas palavras que usam.

JESSENIA CHAMORRO SALAS, Cine y Literatura

Ficha Técnica

DRAMATURGIA: Pablo Manzi
DIREÇÃO: Andreina Olivari e Pablo Manzi
ELENCO: Gabriel Cañas, Carlos Donoso, Paulina Giglio, Guilherme Sepúlveda e Gabriel Urzúa
DESIGN DE CENÁRIO, LUZ E FIGURINO: Felipe Olivares e Juan Andrés Rivera
MÚSICA ORIGINAL: Camilo Catepillán
COORDENAÇÃO TÉCNICA: Raúl Donoso
PRODUÇÃO: Horacio Pérez

ENTREVISTA
Críticas