A Missão em Fragmentos: 12 cenas de descolonização em legítima defesa

DIREÇÃO - Eugênio Lima

-, Espetáculos Nacionais-A Missão em Fragmentos: 12 cenas de descolonização em legítima defesa

Pensamento-em-Processo

com o diretor Eugênio Lima. Mediação José Fernando Azevedo (USP)
18/03, de 10h às 11h | Local: Itaú Cultural

Diálogos Transversais

com Silvio Luiz de Almeida
19/03 , ao final da apresentação | Local: Auditório Ibirapuera – Oscar Niemeyer

Sinopse

O grupo Legítima Defesa, criado na MITsp 2016, decidiu enveredar pelo texto A Missão – lembranças de uma revolução, de Heiner Müller, assumindo a premissa de que não trair o autor seriao mesmo que negá-lo. Três emissários da Convenção Francesa – Debuisson, filho de senhor de escravos, Galloudec, um “quase-branco”, e Sasportas, um negro – vão à Jamaica, colônia inglesa, para organizar uma revolta dos escravos no inverno de 1798/1799. Assim que estabelecem as primeiras conexões, foram alcançados pela notícia de que Napoleão havia tomado o poder no dia 9 de novembro de 1799. Debuisson então interrompe os preparativos:acreditando não tero apoio do novo regime, trai seus companheiros Sasportase Galloudec, entregando-os à coroa Britânica. Em A Missão em Fragmentos: 12 cenas de descolonização em legítima defesa, 15 performers negros, atores, atrizes, músico, DJ e diretor, estão em cena. Diferentes autores são utilizados no espetáculo, no intuito de confrontar, articular e reafirmar outras visões e paradigmas. O grupo propõe a necessidade de alterar o narrador e também a narrativa, assim como a maneira de contá-la. Defende a descolonização e a voz dos mortos, já que as causas que os mataram estão vivas.

Histórico

O Legítima Defesa é um grupo de artistas, atores e atrizes de ação poética e política,que discutem a imagem da negritude, seus desdobramentos sociais históricos e reflexos na construção da “persona negra” no âmbito das linguagens artísticas. O grupo foi formado a princípio por atrizes e atores negros que faziam parte do elenco de Exhibit B, do sul-africano Brett Bailey, que investigava a exploração na África colonial e pós-colonial, e foi contestado por movimentos negros do Brasil. Depois que o espetáculo foi cancelado por razões orçamentárias, os envolvidos decidiram, sob a direção de Eugênio Lima, idealizar a performance poético-política Em Legítima Defesa, apresentada na MITsp 2016.

Ficha Técnica

Diretor: Eugênio Lima
Elenco: Eugênio Lima, Walter Bathazar, Gilberto Costa, Luz Ribeiro, Junior Cabral, Mawusi Tulani, Jhonas Araújo, Renato Caetano, Palomaris Mathias, Tatiana Rodrigues Ribeiro, Nádia Bittencourt, Thereza Morena, Fernando Lufer, Luiz Felipe Lucas e Luan Charles
Produção: Maia Gongora
Dramaturgia: Claudia Schapira
Preparação Corporal e Coreografia: Luaa Gabanini
Preparação Vocal e Spoken Word: Roberta Estrela D’Alva
Direção Musical: Eugênio Lima e Neo Muyanga
Música: Eugênio Lima, Neo Muyanga, Roberta Estrela D’Alva, Luan Charles e Renato Caetano
Consultoria Artística: Daniel Lima
Cenário: Arianne Vitale
Fotografia e arte: Cristina Maranhão
Vj/ Audiovisual: Astronauta Mecânico
Animação: Beto Bassi
Luz: LabLUXZ_por Paulinho Fluxus e Diogo Terra
Figurino: Claudia Schapira
Desenho em cena: Renato Caetano
Operador de som: Doutor Aeilton