Olhares Críticos

Reflexões Estético-Políticas

Dramaturgias do presente: memória, versão e os limites de representar a violência

COM Maria Isabel Iorio e Sílvia Gomez

MEDIAÇÃO Lucas Moura

SINOPSE

Maria Isabel Iorio e Sílvia Gomez falam sobre dramaturgias contemporâneas que trabalham a memória não como nostalgia, mas como método de escrita: o que se lembra, o que se inventa, o que se recalca, o que vira versão pública. A conversa se organiza a partir de decisões de escrita, voz, ponto de vista, estrutura e tempo de cena. A mesa investiga como a cena reconta histórias sem pacificar o conflito ou fechar sentidos, especialmente quando a matéria encosta em violência, perda e desigualdade. Entre construção de personagem, ritmo do relato e escolha do que fica fora, o encontro enfrenta um desafio central: como narrar sem capturar, sugerir sem explicar demais, e como fazer o teatro sustentar aquilo que a linguagem não repara.

SOBRE

​​​​Maria Isabel Iorio é poeta, escritora e roteirista. Publicou Tubarão (Diadorim, 2024), Não Pisar Descalça em Tapete (7Letras, 2022), Dia Sim Dia Não Fazer Chantagem (Quelônio, 2021), Aos Outros Só Atiro o Meu Corpo (Urutau, 2019). Como roteirista, fez a série Tremembé (Prime Video) e o documentário Se Eu Botar o Skate na Cabeça Eu Viro o Chão, o clipe Insista em Mim, de Ana Frango Elétrico, e como roteirista assistente realizou Amar É para os Fortes (Prime Video). Seus últimos trabalhos são a performance de Tubarão, com Barulhista e Dadado de Freitas; a direção da performance de Mrs. Dalloway, com Linn da Quebrada, Dandá Costa e Juliana Perdigão; a composição e a voz de Você Vai Perguntar Quem Eu Sou, faixa do disco de Mahmundi.

Sílvia Gomez atua como dramaturga, roteirista e jornalista. Tem mestrado em artes pela ECA/USP e é autora de peças como O Céu Cinco Minutos Antes da Tempestade, Mantenha Fora do Alcance do Bebê e Lady Tempestade. Seus espetáculos foram traduzidos para o alemão, o espanhol, o francês, o inglês, o italiano, o mandarim e o sueco, tendo sido encenados e lidos em países como Argentina, Bolívia, Colômbia, Escócia, Espanha, Inglaterra, México e Portugal.

Lucas Moura é formado em dramaturgia pela SP Escola de Teatro. Foi professor de dramaturgia nas Fábricas de Cultura entre 2019-2022 e na SP Escola de Teatro de 2023 a 2024. É autor de peças como Desfazenda, indicada ao Prêmio Shell de dramaturgia e vencedora do APCA de melhor espetáculo, Jogo de Imaginar, vencedora do APCA de direção, e Magnólia, indicada ao Prêmio Shell de direção musical. Trabalha atualmente como formador de dramaturgia na Escola Livre de Teatro e assina a dramaturgia do musical Jeca – Um Povo Ainda Há de Vingar.