Olhares Críticos
Reflexões Estético-Políticas
Palavra que age: slam, participação e teatro político no presente
COM Julian Boal e Roberta Estrela D´Alva
MEDIAÇÃO Lucas Miyazaki
- 11 de março, quarta, das 16h às 18h
- iBT – Instituto Brasileiro de Teatro | 1º andar
- A programação conta com interpretação em Libras
- Grátis | Reserva de ingresso pela Sympla
SINOPSE
A partir de dois campos em que a palavra é prática pública – o Teatro do Oprimido e o slam –, Julian Boal e Roberta Estrela D’alva conversam sobre como a cena pode produzir consciência, escuta e ação sem se reduzir a “mensagem”. Roberta traz a experiência de ter sido pioneira dos poetry slams no Brasil, idealizadora do ZAP! e fundadora do Núcleo Bartolomeu de Depoimentos, em que oralidade e ritmo organizam uma linguagem cênica própria. Julian parte do trabalho de transmissão e atualização das ferramentas do Teatro do Oprimido como prática viva de formação, mediação e participação para discutir o que a cena ganha (e o que ela arrisca) quando convoca o público: como evitar tanto o didatismo quanto o esvaziamento ritual da “participação”.
SOBRE
Julian Boal é um pedagogo e pesquisador, dedicado à difusão do Teatro do Oprimido. Ele é cofundador da Escola de Teatro Popular (ETP), no Rio de Janeiro, e do Instituto Augusto Boal. Com atuação internacional, Julian ministra oficinas e palestras sobre a função política do teatro. É autor do livro Teatro do Oprimido: Raízes e Asas e colaborou com diversas frentes de movimentos sociais ao redor do mundo.
Roberta Estrela D´Alva é atriz, MC, diretora, pesquisadora e slammer. Doutora em comunicação e semiótica pela PUC/SP, é membro-fundadora do Núcleo Bartolomeu de Depoimentos – Teatro Hip-Hop e do coletivo transdisciplinar Frente 3 de Fevereiro. É idealizadora e slammaster do ZAP! Zona Autônoma da Palavra, primeiro poetry slam brasileiro. Em 2014, publicou seu primeiro livro, Teatro Hip-Hop – A Performance Poética do Ator-MC. De 2016 a 2018, apresentou o programa Manos e Minas, na TV Cultura. Com Tatiana Lohmann, dirigiu o documentário SLAM – Voz de Levante (2018), vencedor do prêmio especial do júri e do prêmio de melhor direção no 19º Festival do Rio.
Lucas Miyazaki é escritor e performer que atua na intersecção entre literatura e artes cênicas. É cofundador do grupo teatral Dispêndio, por onde cria a maioria das suas peças de cunho documental e performático. Autor dos livros Catálise e Elefantes, é mestre em estudos comparados pela USP, com pesquisa que investiga a narrativa literária como campos de experimentação na arte contemporânea.