Olhares Críticos
Reflexões Estético-Políticas
Cena, memória e recontar o irreparável
COM Renata Tavares e Janaína Leite
MEDIAÇÃO Naloana Lima
- 7 de março, sábado, das 16h às 18h
- iBT – Instituto Brasileiro de Teatro | Palco Praça
- A programação conta com interpretação em Libras
- Grátis | Reserva de ingresso pela Sympla
SINOPSE
Renata Tavares e Janaína Leite se encontram para pensar a capacidade do teatro de recontar histórias não como ilustração do passado, mas como reorganização da memória no presente. A mesa discute como a cena constrói versões, ativa arquivos íntimos e coletivos e transforma lembrança em experiência compartilhada. Nesse processo, surge o ponto mais difícil: como representar a violência sem produzir nova violência ou transformar dor em consumo. A conversa atravessa escolhas de linguagem e de endereçamento: o que a cena expõe, o que ela protege, o que ela devolve ao público como responsabilidade de escuta e onde começam os limites éticos do recontar.
SOBRE
Renata Tavares é encenadora e multiartista premiada com o Shell e o APTR de melhor direção. Com 26 anos de trajetória, é formada pela UNIRIO e pela ETET Martins Penna. Mulher preta e moradora de Bangu, sua poética multidisciplinar funde atuação, direção musical e dramaturgia em obras como Nem Todo Filho Vinga e Das Dores – Opereta Favelada. Referência na arte-educação e na preparação de elenco, é docente no Entre Lugares Maré, reafirmando o palco como espaço de resistência e formação.
Janaína Leite é atriz, diretora, dramaturga e pós-doutora pela ECA/USP. Em trabalhos como Stabat Mater, Camming: 101 Noites e História do Olho, investiga as relações entre teatro, pornografia e linguagens híbridas, a partir da perspectiva de uma ob-cena. Desenvolveu projetos com interesse em performance digital e realidade virtual, como Deeper e O Corpo Material e Imaterial em Suas Borderlines, apresentados no Brasil, Chile e Portugal. Atua internacionalmente e desenvolve atualmente o projeto A Caixa Preta ou How to Hide the Turtle.
Naloana Lima é atriz de teatro e cinema, cantora, compositora, diretora teatral e arte-educadora. Mestra em humanidades, direitos e outras legitimidades pela USP, é cofundadora do Grupo Clariô de Teatro e do grupo musical Clarianas. Atua há mais de 20 anos na periferia de São Paulo, articulando teatro, música e educação a partir de perspectivas de(s)coloniais e afroameríndias, com trabalhos premiados no teatro, na música e no audiovisual, no Brasil e no exterior.