La Lettre_Foto de Christophe Raynaud de Lage-Festival d'Avignon
© Christophe Raynaud de Lage

ESPETÁCULO INTERNACIONAL

Mostra de Espetáculo

A Carta

La Lettre

ARTISTA: Milo Rau

80 min | Classificação indicativa 14 anos

SINOPSE

Brincando com a premissa de que um jovem artista é moldado tanto pelos papéis que interpreta quanto pelo seu histórico familiar, o encenador suíço Milo Rau explora em cena os acontecimentos que, de forma imperceptível, alteram o curso da vida de qualquer um: conflitos geracionais, história política, amor e morte. Bem-humorada, a obra é um manifesto sobre o que o teatro popular pode ser hoje. Da história da heroína francesa Joana d’Arc à peça A Gaivota, do dramaturgo russo Anton Tchekhov, o espetáculo se desdobra em diversos planos, em um constante vaivém entre arte e vida – no qual até mesmo os mortos retornam ao palco com a ajuda de vozes gravadas.

HISTÓRICO

Milo Rau, nascido em Berna, na Suíça, é diretor, dramaturgo, ensaísta e cineasta. Seu trabalho se inscreve no chamado “teatro do real”, que dialoga diretamente com as inquietações contemporâneas. O autor investiga a violência na sociedade em peças frequentemente apresentadas em diversos países e festivais, como The Last Days of the Ceaușescus e Hate Radio. Ele costuma partir da intimidade da vida cotidiana para, aos poucos, revelar a violência e a grandiosidade de uma tragédia. Desde 2002, criou cerca de 50 espetáculos e, em 2017, foi nomeado diretor artístico do teatro belga NTGent. Atualmente, é diretor do Wiener Festwochen. Em 2019, foi o Artista em Foco da 6ª MITsp, na qual apresentou três obras, A Repetição. História(s) do Teatro (I), Cinco Peças Fáceis e Compaixão. A História da Metralhadora.

FORTUNA CRÍTICA

“Com A Carta, Milo Rau é levado a uma forma teatral de pequenas dimensões, que se revela aqui uma verdadeira pequena lição de teatro, tão comovente quanto prazerosa, entrelaçando real e imaginário com simplicidade e maestria.”
Fabienne Darge, Le Monde

“Rau busca a catarse da tragédia antiga. E, ainda que esta peça seja leve e engraçada, ela não escapa ao ditado que o autor se impõe há anos: ‘Não basta representar o mundo. É preciso mudá-lo’. Cabe a nós ousar encarar a dor. Representá-la. Oferecê-la. Como Arne e Olga fazem diante do público. Uma espécie de dom místico.”

Fabienne Pascaud, Télérama

FICHA TÉCNICA

Direção: Milo Rau

Texto: Milo Rau e equipe

Com: Arne de Tremerie, Olga Mouak

Vozes: Anne Alvaro, Isabelle Huppert, Jocelyne Monier, Marijke Pinoy

Dramaturgia: Giacomo Bisordi

Assistentes artísticos: Giacomo Bisordi, Edward Fortes

Cenografia, concepção sonora, concepção de luz, figurinos e adereços: Milo Rau, Giacomo Bisordi

Assistente de figurinos e adereços: Julie Louvain

Direção técnica: Laurent Berger

Responsável pelo som: Nadal Marchal

Produção: Festival d’Avignon

Coprodução: Éclat – Centre National des Arts de la Rue et de l’Espace Public (Aurillac), Théâtre de la Manufacture – Centre Dramatique National Nancy Lorraine, Théâtre Silvia Monfort (Paris), Théâtre Public de Montreuil – Centre Dramatique National, Théâtre du Champ au Roy – Scène Conventionnée d’Intérêt National Art & Création (Guingamp), Le Canal Théâtre de Redon – Agglomération Scène Conventionnée d’Intérêt National, CCAS Activités Sociales de l’Énergie, Scène 55 – Scène Conventionnée d’Intérêt National Art & Création (Mougins), Théâtre Durance – Scène Nationale (Château-Arnoux-Saint-Auban), La Soufflerie – Scène Conventionnée de Rezé

Com apoio de: Fondation d’Entreprise AG2R LA MONDIALE pour la Vitalité Artistique

Agradecimentos: Odéon Théâtre de l’Europe (Paris), Stéphane Braunschweig e o time do La

Mouette, Les Plateaux Sauvages (Paris), La Commune – Centre Dramatique National d’Aubervilliers