ESPETÁCULO INTERNACIONAL
Mostra de Espetáculo
História da Violência
Im Herzen der Gewalt
ARTISTA: De Édouard Louis, com direção de Thomas Ostermeier | Schaubühne
120 min | Classificação indicativa 16 anos
- 6/3, sexta, 19h30 [para convidados]
- 7 e 8/3, sábado, 21h, e domingo, 20h
- Teatro Liberdade | Rua São Joaquim, 129, Liberdade
- A sessão do dia 8/3 conta com interpretação em Libras e audiodescrição
- Há representação de violência sexual, fumaça de cigarro e luzes estroboscópicas.
SINOPSE
Baseado no romance autobiográfico homônimo de Édouard Louis, o espetáculo, com direção de Thomas Ostermeier é, ao mesmo tempo, um relato pessoal e uma contundente análise social sobre amadurecimento, desejo e migração. A obra reconstrói a noite em que o jovem Édouard conhece Reda, um homem de origem argelina, e o leva para seu apartamento em Paris. O encontro, inicialmente marcado pela intimidade e pelo afeto, se transforma em uma experiência de extrema violência. A partir do trauma, a peça acompanha o percurso do protagonista entre a polícia, o sistema médico e o refúgio na casa da irmã, no interior do Norte da França, revelando como as reações institucionais e pessoais expõem o racismo, a homofobia e as estruturas obscuras de poder enraizadas na sociedade.
HISTÓRICO
Édouard Louis é um escritor francês. Nascido como Eddy Bellegueule, estudou sociologia com Didier Éribon na École Normale Supérieure, em Paris, cidade onde vive. Seu romance autobiográfico de estreia, O Fim de Eddy (2014), tornou-se o best-seller número um na França e foi traduzido para 18 idiomas. No livro, ele narra a história pessoal de sua juventude como homossexual em um meio operário nas províncias francesas. Seu segundo romance, também autobiográfico, História da Violência, foi publicado em 2017, seguido pelo estudo social Quem Matou Meu Pai. O autor recebeu o Prêmio Pierre Guénin por seu engajamento contra a homofobia.
Thomas Ostermeier é diretor-residente e membro da direção artística da Schaubühne desde 1999. Formou-se em direção pela Hochschule für Schauspielkunst Ernst Busch e foi diretor artístico da Baracke, no Deutsches Theater de Berlim. Dirigiu produções no Münchner Kammerspiele, no Festival de Edimburgo, no Burgtheater de Viena e na Comédie-Française de Paris. Em 2004, tornou-se artista-associado do Festival d’Avignon, onde apresenta regularmente seus espetáculos. Recebeu o Leão de Ouro da Bienal de Veneza pelo conjunto de sua obra (2011) e diversas honrarias, como a Ordem do Mérito da República Federal da Alemanha e o Prêmio Kythera de Cultura (ambos em 2018).
A Schaubühne é um dos teatros mais importantes de língua alemã e referência internacional na criação contemporânea. Fundado em 1962, em Berlim, e sediado desde 1981 na Schaubühne am Lehniner Platz, mantém no centro de seu trabalho um elenco fixo de cerca de 30 atores. Seu repertório reúne clássicos do teatro mundial e obras de autores contemporâneos, com mais de cem estreias mundiais e alemãs nas últimas décadas. Sob direção artística de Thomas Ostermeier desde 2009, o teatro realiza extensas turnês internacionais e organiza o festival FIND, dedicado às novas dramaturgias e ao intercâmbio entre diferentes tradições cênicas.
FORTUNA CRÍTICA
“História da Violência se concentra nas pessoas e em sua existência confinada, determinada por códigos de honra, ambição e desejo irresistível. Algo assim raramente é visto no teatro.”
“Luta de classe, homofobia, xenofobia e autodesprezo – fenômenos que parecem definir o noticiário cotidiano – constituem as camadas da violência desencadeada quando dois solitários se aproximam, alheios ao ódio presente no ar que respiram. Ao tentar encontrar sentido em uma experiência tão infernal, a obra disseca os ódios que estão remodelando o mundo contemporâneo – e que, se ignorados, ameaçam envenenar a todos nós. É uma obra teatral difícil, exigente e extraordinária.”
FICHA TÉCNICA
Baseado no romance de Édouard Louis. Tradução do francês por Hinrich Schmidt-Henkel. Adaptação de Thomas Ostermeier, Florian Borchmeyer e Édouard Louis
Elenco: Christoph Gawenda, Laurenz Laufenberg, Renato Schuch, Alina Stiegler
Músico: Thomas Witte
Direção: Thomas Ostermeier
Assistente de direção: David Stöhr
Cenografia e figurino: Nina Wetzel
Vídeo: Sébastien Dupouey
Música: Nils Ostendorf
Dramaturgia: Florian Borchmeyer
Iluminação: Michael Wetzel
Assistência de coreografia: Johanna Lemke
Assistente de cenografia: Krystyna Granitza
Assistência de figurino: Christin Noel, Mailys Leung Cheng Soo, Carlotta Zeitelhack
Assistência de vídeo: Marie Sanchez
Direção de palco: Marija Vahldiek
Ponto: Heike Kroemer
Som: Maxime Hladiy, Sebastian Melichar
Operadores de vídeo: Farah Cherkit, Tom Czapka
Adereços: Soraya Shili, Anais Laskus
Treinamento de coreografia: Yeri Anarika Vargas Sánchez
Coprodução com o Théâtre de la Ville Paris, o Théâtre National Wallonie-Bruxelles e o St. Ann’s Warehouse Brooklyn. Com o apoio da LOTTO-Stiftung Berlin