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PERFORMA12h

Transcrições Consanguíneas

ARTISTA: Panamby

105 min | Classificação indicativa 16 anos

SINOPSE

Uma aparição de corpo sonoro. Na obra, Panamby faz uma leitura ao microfone – são textos autorais, histórias silenciadas que latejam – enquanto Filipe Espindola transcreve fragmentos dessa fala em suas costas com uma máquina de tatuar sem tinta. No processo de escarificar, as palavras brotam sanguíneas no tecido vivo e geram um novo texto a partir do exercício da escuta em meio à verborragia e à cacofonia. Simultaneamente, Panamby produz camadas e texturas sonoras a partir da voz, do looping, de objetos sônicos e de áudios de parentes. Como um importante aspecto de presença, o som é fio condutor de toda a ação.

HISTÓRICO

Panamby é artista que cria a partir de limites psicofísicos, práticas corporais, sonoras e oníricas em experiências rituais, aparições, vultos e visagens. Sua prática poética é instigada por processos de vida-morte-vida, gestação, gestos, partos e partidas como tentativa de tanger o invisível, evocar e comunicar em outras linguagens. No campo das sonoridades, seu trabalho passa pela voz e pela confecção de instrumentos eletroacústicos utilizados em composições, trilhas sonoras e aparições sônicas. Nos últimos anos, circulou com obras autorais e coletivas em mostras e espaços no Brasil, na América Latina e na Europa.

FICHA TÉCNICA

Aparição, criação, texto e som: Panamby

Aparição e escarificação: Filipe Espindola

Operação de vídeo: Paulo Costa

Captação de imagem ao vivo: Feliz

Administração: Gabi Correia

Produção executiva: Veni Barbosa

Direção de produção: Dani Correia

Gestão e produção: Associação SÙ de Cultura e Educação