Ação Pedagógica
Roda de Conversa
Culturas Cênicas: negra, indígena, popular e brasileira
COM Juão Nyn e Helder Vasconcelos
MEDIAÇÃO Renato Ihu
- 11 de março, quarta, das 18h às 20h
- iBT – Instituto Brasileiro de Teatro | 1º andar
- A programação conta com interpretação em Libras
- Grátis | Reserva de ingresso pela Sympla
SINOPSE
Grande parte das culturas populares brasileiras possui matrizes negras e indígenas. Suas gestualidades, musicalidades e visualidades são, muitas vezes, geradas em ritos da existência cotidiana e festiva e, sobretudo, em enfrentamentos a processos permanentes de dominação. Ao serem alçadas à condição de “nacionais” ou “brasileiras”, suas referências de origem são apagadas. A mesa discute temas como racismos epistêmico e cênico, apropriação cultural, apagamento, invisibilização e a própria noção de universalização do teatro diante da diversidade das culturas cênicas.
SOBRE
Juão Nyn é multiartista potyguara, militante do movimento indígena do Rio Grande do Norte, integrante do Coletivo Estopô Balaio, além de vocalista e compositor da banda Androyde Sem Par. Com licenciatura em teatro pela UFRN, transita entre o Rio Grande do Norte e São Paulo. Em 2020, publicou o livro TYBYRA: Uma Tragédia Indígena Brasileira (Teatro de Retomada) e, em 2024, lançou o primeiro álbum-solo, todo em tupi, chamado NHE’ETIMBÓ.
Helder Vasconcelos é músico, ator e dançarino. Cocriador do grupo pernambucano Mestre Ambrósio, com quem trabalhou de 1992 a 2003. Credita sua formação ao aprendizado das brincadeiras de cavalo-marinho e maracatu rural e ao estudo da arte do ator com o grupo Lume. Em carreira solo, criou espetáculos como Espiral Brinquedo Meu e Por Si Só. Fundou e coordena o grupo Boi Marinho, que sai no Carnaval de Pernambuco desde 2000. Desenvolve um trabalho de formação por meio de oficinas, cursos e vivências desde 1998. Atua também na criação de trilhas sonoras e como consultor, preparador e diretor.
Renato Ihu é pesquisador, percussionista, editor de vídeo e arte-educador com mais de 30 anos de trajetória dedicada à salvaguarda e difusão de culturas de matriz africana, com ênfase no Sudeste brasileiro (jongo, batuque de umbigada e congada). Possui experiência em projetos de registro documental e formação de educadores em relações raciais.