ESPETÁCULO INTERNACIONAL
Abertura de Processo
Três Estações e um Corpo | Trois Saisons et un Corp
ARTISTA: Mohammed Al Qudwa e Martha Kiss Perrone
50 min | Classificação indicativa 12 anos
- 10/3, terça, 15h e 18h
- iBT - Instituto Brasileiro de Teatro | Avenida Brigadeiro Luís Antônio, 277, Bela Vista
SINOPSE
Cinco guerras atravessam a vida de Mohammed Al Qudwa em Gaza – e a última ainda não terminou. Quando a primeira irrompe, o jovem palestino tem cinco anos. E, depois, doze, quinze e dezoito anos. O estudante aplicado daquela época se tornará um exímio praticante de caratê e um poeta que coloca palavras no indizível de um cotidiano atingido por bombas, de um corredor humanitário que não tem nada de humano, de uma esperança cujas fundações ainda precisam ser reconstruídas. Nesta abertura de processo de seu primeiro espetáculo, com direção da brasileira Martha Kiss Perrone, por meio das palavras e gestos que combinam teatro, dança e caratê, Mohammed questiona os significados de identidade e memória coletiva de uma terra e de um povo que vivem um século de massacres ininterruptos. Seu trabalho explora as tensões entre esperança e genocídio por meio de uma poesia enraizada na experiência cotidiana dos palestinos.
HISTÓRICO
Mohammed Al Qudwa é artista e escritor palestino de Gaza, além de carateca e estudante de engenharia da computação. Em 2022, publicou sua primeira novela em árabe, Last Destination, e poemas posteriormente traduzidos para o inglês. Em 2024, foi convidado a participar do PalFest – Festival de Literatura Palestina, que divulgou o poema Longing for Haifa em campanha que possibilitou sua evacuação para o Egito e, depois, para o Chipre, onde segue os estudos com bolsa especial. No mesmo ano, foi selecionado para residência artística na França pelo programa Sawa Sawa. Trois Saisons et un Corp integra o projeto de pesquisa e ações The Humanitarian Corridor, que documenta violações sofridas por palestinos ao atravessarem corredores humanitários no Sul de Gaza.
Martha Kiss Perrone é diretora, performer e dramaturga, formada em artes visuais e artes dramáticas. Integra a coletivA ocupação, com a qual dirigiu e escreveu os espetáculos Quando Quebra Queima e Erupção, premiado como melhor direção no The Stage Debut Awards, em Londres. Assina também Rózà, Revolta Lilith, e o filme-instalação Leste e a dramaturgia de Antígona na Amazônia, do diretor suíço Milo Rau. Em Berlim, no CTM Festival, criou a dramaturgia da instalação sonora O que Não Está, em colaboração com o duo Fronte Violeta e Juçara Marçal. No cinema, colaborou com filmes como Elena e Olmo e a Gaivota, ambos de Petra Costa. Atualmente dirige o artista palestino Mohammed Al Qudwa, no projeto The Humanitarian Corridor.
FICHA TÉCNICA
Performance, dramaturgia e concepção: Mohammed Al Qudwa
Direção: Martha Kiss Perrone
Colaboração dramatúrgica: Maëlle Poésy
Colaboração na dança (na França): Aurore Giaccio
Música e operação de som: Anelena Toku, Wasim Al Sisi, Martha Kiss Perrone
Iluminação: Nara Zocher
Direção de produção e assistência de direção: Georgia Kirilov
Tradução e operação de legenda na MITsp: Rawa Alsagheer
Operação de legenda (na França): Saba Aboubaker
Tradução simultânea durante os ensaios: Uli Dias
Direção de palco: Alicia Esteves
Colaboração na direção de arte: Frederico Ravioli
Produção: Théâtre Dijon Bourgogne
Coprodução: Nouveau Théâtre Besançon, Passage Transfestival, NEST – CDN transfronteiriço de Thionville-Grand Est, MA Scène nationale
Com o apoio de: Paris L’été, Transversales | Scène Conventionnée Cirque à Verdun, Festival d’Automne, Espace des Arts, Scène nationale Chalon-sur-Saône, la Vapeur
O Théâtre Dijon Bourgogne conta com o apoio do PAUSE, programa nacional de acolhimento de emergência de cientistas e artistas no exílio, promovido pelo Collège de France.