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Cabeça de Toco, Aqui Tudo É Mato
ARTISTA: Febraro de Oliveira, Marcos Mattos, Marcus Perez e Renata Leoni | Arado Cultural
50 min | Classificação indicativa 16 anos
- 14 e 15/3, sábado e domingo, 18h
- Itaú Cultural Avenida Paulista, 149, Bela Vista
- Local acessível
- Há momentos pontuais de som em volume alto
SINOPSE
No limiar entre corpo, matéria e memória, a obra investiga o impacto da ação humana sobre a natureza e os territórios simbólicos do Centro-Oeste. No espetáculo dirigido por Eduardo Fukushima, árvores viram pedaços de madeira, tensionando destruição e renascimento em uma narrativa aberta e poética que, por meio dos movimentos dos intérpretes-criadores, evoca bichos, rios, vegetações e pessoas. A madeira se torna uma protagonista que dança e conta histórias, dialogando com as questões ambientais e culturais do Mato Grosso do Sul, um lugar, ao mesmo tempo, brasileiro e paraguaio. Com referências à obra de Conceição dos Bugres e à música de Tetê Espíndola – duas artistas sul-mato-grossenses –, o trabalho convida a refletir sobre novas formas de pensar o corpo da terra.
HISTÓRICO
Arado Cultural, responsável pelos principais festivais do MS, como o Cerrado Abierto e o Dancidades, produz o espetáculo Cabeça de Toco, Aqui Tudo É Mato, dirigida por Eduardo Fukushima. A obra promove um encontro entre gerações de artistas de Campo Grande: Renata Leoni, referência na dança e gestão pública; Marcos Mattos, gestor cultural e diretor de festivais com 25 anos de carreira; Marcus Perez, pesquisador de danças populares e práticas somáticas; e Febraro de Oliveira, premiado escritor e ator. O trabalho articula dança e palavra como um tecido em comum de pesquisa, encruzilhando e afirmando a criação sul-mato-grossense no circuito nacional.
FORTUNA CRÍTICA
“Cabeça de Toco não se propõe a dar respostas. Ao contrário, abre fendas. É um espetáculo que opera como escuta radical. Em tempos de destruição ambiental, apagamento cultural e hiperaceleração, o trabalho propõe outra velocidade: a do toque, do tato, da reverência. Reivindica, com delicadeza e força, a importância de escutar o que foi cortado, o que insiste, o que dança mesmo quando tudo parece devastado. É possível, aliás, pensar no espetáculo como uma obra de imaginação radical.”
Pedro Martins
FICHA TÉCNICA
Concepção: Renata Leoni
Direção, coreografia e trilha sonora: Eduardo Fukushima
Desenho e operação de luz: Hedra Rockenbach
Intérpretes-criadores: Febraro de Oliveira, Marcos Mattos, Marcus Perez, Renata Leoni
Design gráfico: Felipe Leoni
Registros fotográficos e audiovisuais: Franciella Cavalheri e Vaca Azul (Helton Pérez e Hanna Chaves)
Direção de produção: Roberta Siqueira (Arado Cultural)