ESPETÁCULO INTERNACIONAL
Mostra de Espetáculo
Quem Matou Meu Pai
Qui a Tué Mon Père
ARTISTA: De Édouard Louis, com direção de Thomas Ostermeier | Schaubühne
90 min | Classificação indicativa 12 anos
- 11, 12 e 13/3, quarta, quinta e sexta, 20h
- Sesc Pinheiros - Teatro Paulo Autran | Rua Pais Leme, 195, Pinheiros
- A sessão do dia 13/3 conta com interpretação em Libras e audiodescrição
SINOPSE
O desgosto com que o escritor francês Édouard Louis olha para o pai – violento, alcoólatra, conservador e responsável por explosões homofóbicas que o traumatizaram – está profundamente enraizado em sua história de vida. No entanto, ao confrontar o genitor doente em seu livro homônimo, agora levado à cena e interpretado pelo próprio autor nesta peça dirigida pelo encenador alemão Thomas Ostermeier, essa raiva se desloca e se transforma em compaixão. Partindo do corpo quebrado do pai, Édouard propõe uma reescrita contundente da história política e social recente da França. Em cena, ele constrói um manifesto polêmico e rebelde contra o esquecimento, a exclusão e a violência física de uma sociedade atravessada por divisões de classe e, ao mesmo tempo, elabora uma declaração íntima de amor dirigida a alguém que se torna quase impossível amar.
HISTÓRICO
Édouard Louis é um escritor francês. Nascido como Eddy Bellegueule, estudou sociologia com Didier Éribon na École Normale Supérieure, em Paris, cidade onde vive. Seu romance autobiográfico de estreia, O Fim de Eddy (2014), tornou-se o best-seller número um na França e foi traduzido para 18 idiomas. No livro, ele narra a história pessoal de sua juventude como homossexual em um meio operário nas províncias francesas. Seu segundo romance, também autobiográfico, História da Violência, foi publicado em 2017, seguido pelo estudo social Quem Matou Meu Pai. O autor recebeu o Prêmio Pierre Guénin por seu engajamento contra a homofobia.
Thomas Ostermeier é diretor residente e membro da direção artística da Schaubühne desde 1999. Formou-se em direção pela Hochschule für Schauspielkunst Ernst Busch e foi diretor artístico da Baracke, no Deutsches Theater de Berlim. Dirigiu produções no Münchner Kammerspiele, no Festival de Edimburgo, no Burgtheater de Viena e na Comédie-Française de Paris. Em 2004, tornou-se artista-associado do Festival d’Avignon, onde apresenta regularmente seus espetáculos. Recebeu o Leão de Ouro da Bienal de Veneza pelo conjunto de sua obra (2011) e diversas honrarias, como a Ordem do Mérito da República Federal da Alemanha e o Prêmio Kythera de Cultura (ambos em 2018).
A Schaubühne é um dos teatros mais importantes de língua alemã e referência internacional na criação contemporânea. Fundado em 1962, em Berlim, e sediado desde 1981 na Schaubühne am Lehniner Platz, mantém no centro de seu trabalho um elenco fixo de cerca de 30 atores. Seu repertório reúne clássicos do teatro mundial e obras de autores contemporâneos, com mais de cem estreias mundiais e alemãs nas últimas décadas. Sob direção artística de Thomas Ostermeier desde 2009, o teatro realiza extensas turnês internacionais e organiza o festival FIND, dedicado às novas dramaturgias e ao intercâmbio entre diferentes tradições cênicas.
FORTUNA CRÍTICA
“A peça avança lentamente e culmina em uma condenação de políticos franceses, como Nicolas Sarkozy e Emmanuel Macron, cujas medidas de austeridade ajudaram a destruir o corpo do pai de Édouard, assim como seu espírito. É um bom lembrete de que não é apenas o seu pai, mas a sua pátria – o seu país – que pode bloquear o seu futuro.”
Vinson Cunningham, The New Yorker
“É uma atuação impressionante, realizada com muita inteligência em sua simplicidade, extraordinariamente comovente.
Gabi Hilf, Nachtkritik
FICHA TÉCNICA
De Édouard Louis
Direção: Thomas Ostermeier
Com: Édouard Louis
Vídeo: Sébastien Dupouey, Marie Sanchez
Cenografia: Nina Wetzel
Figurino: Caroline Tavernier
Composição: Sylvain Jacques
Dramaturgismo: Florian Borchmeyer, Elisa Leroy
Produção: Anne Arnz, Elisa Leroy
Iluminação: Erich Schneider
Assistência de direção: Elisa Leroy, Amalia Starikow
Assistência de cenografia: Felix Remme
Gerente de palco: Roman Balko
Quem Matou Meu Pai é uma produção da Schaubühne Berlin e do Théâtre de la Ville Paris.
Apoiado pelo Departamento do Senado para Cultura e Europa (Berlim, Alemanha)