ESPETÁCULO INTERNACIONAL
Mostra de Espetáculo
Vigiada e Punida
Surveillée et Punie
ARTISTA: Safia Nolin e Philippe Cyr | Théâtre Prospero
80 min | Classificação indicativa 16 anos
- 13, 14 e 15/3, sexta, 21h, e sábado e domingo, 20h
- Teatro do Sesi-SP - Centro Cultural Fiesp | Av. Paulista, 1313, Bela Vista
- A sessão do dia 15/3 conta com interpretação em Libras e audiodescrição
- O espetáculo se baseia em linguagem odiosa, incluindo misoginia, gordofobia, racismo, homofobia, incitação ao suicídio, referências à morte e assédio.
SINOPSE
Sublimar o ódio: foi com este objetivo que a cantora e compositora Safia Nolin e o diretor Philippe Cyr criaram esta obra musical, que parte dos milhares de insultos reais dirigidos à artista. Questionando que significado damos à liberdade de expressão quando ela irrompe em violência, Safia se coloca no centro da cena, encarando um coro que despeja sobre ela uma série de ofensas. Irmandade e solidariedade são fundamentais para essa celebração dramática, que também serve como apelo à ação coletiva. Em resposta à punição infligida pelo discurso público, a intérprete se arma com seu violão e reconquista o espaço do qual foi expulsa.
HISTÓRICO
Safia Nolin é uma cantora e compositora canadense que se reconhece como um sujeito político em si, por meio das batalhas que trava, dos temas que aborda e de sua própria aparência. Vista como “deformada” por sua condição de mulher racializada e artista abertamente lésbica, que não se encaixa nos chamados padrões femininos impostos por séculos, ela prefere abraçar essa imagem dissonante a reagir ao que não é. Lançou álbuns como Limoilou, Reprises vol. 1, Reprises vol. 2, Dans le Noir e SEUM, além de miniálbuns e singles, incluindo o dueto Mélancolie, com Patrick Watson, e sua recente balada em inglês, Carrie.
Philippe Cyr é um diretor de teatro canadense. Nos últimos anos, criou cerca de 25 espetáculos. A partir de uma diversidade de materiais, ele traça um percurso marcado por questionamentos formais e lança um olhar incisivo sobre as zonas cinzentas da existência. Seu trabalho tem sido bem recebido por públicos e pela crítica, rendendo a ele e a seus colaboradores inúmeras indicações. As obras das quais participa circulam em turnês por Quebec, no Canadá, América do Sul e Europa. Entre elas estão Le iShow (2013), J’aime Hydro (2016), Le poids des fourmis (2019), Corps titan (titre de survie) (2021), Insoutenables longues étreintes (2023) e Ces regards amoureux de garçons altérés (2025). Em agosto de 2021, tornou-se diretor artístico e co-diretor executivo do Théâtre Prospero. Sob sua liderança, em colaboração com o codiretor executivo Vincent de Repentigny, o Prospero aprofunda a investigação de questões relacionadas a limites e abordagens transgressoras, o que se traduz em criações vibrantes, comoventes e humanistas.
FORTUNA CRÍTICA
“Um espetáculo comovente, de grande beleza apesar da feiura das palavras. Um soco no plexo solar que me abalou como raramente antes.”
Stéphanie Morin, La Presse
“É uma ilustração espetacular do veneno que o ódio, o assédio e a violência online representam.”
Katerine Verebely, ICI Radio-Canada Première
FICHA TÉCNICA
Libreto: Safia Nolin, Jean-Philippe Baril Guérard
Música: Safia Nolin, Vincent Legault
Criação e direção: Philippe Cyr
Orientação dramatúrgica: Anne-Marie Voisard
Com: Safia Nolin, Katia Lévesque
Direção do coro local: Tiago Pinheiro
Coro: Mathieu Abel, Cristine Cimon Fortier, David Cronkite, Ryan Doyle Valdés, Étienne Guertin, Claudine Ledoux, Kimberly Lynch, Florence Tremblay e artistas do coro local
Cenografia: Odile Gamache
Design de iluminação: Cédric Delorme-Bouchard
Diretor assistente: Andrée-Anne Garneau
Direção de palco: Félix-Antoine Gauthier
Vídeo: Zachary Noël-Ferland
Luz: Joëlle LeBlanc
Som: Jules Potier
Pesquisa: Ariane Thibault-Vanasse
Direção de produção: Catherine Comeau
Direção técnica: Ariane Roy
Uma criação do Prospero, em coprodução com a l’Homme allumette, o Théâtre Français du Centre National des Arts (Ottawa) e o Les Plateaux Sauvages (Paris), em colaboração com o Théâtre du Trident (Quebec). Desenvolvido com o apoio do Fundo Nacional de Criação do National Arts Centre.
Vigiada e Punida foi criado no âmbito do Festival TransAmériques (FTA), em 2024.