Olhares Críticos
Reflexões Estético-Políticas
Teatro Experimental do Negro: memória, transmissão, permanência
COM Gizelly de Paula e Eugênio Lima
MEDIAÇÃO William Santana
- 10 de março, terça, das 16h às 18h
- iBT – Instituto Brasileiro de Teatro | Palco Praça
- A programação conta com interpretação em Libras
- Grátis | Reserva de ingresso pela Sympla
SINOPSE
Esta mesa parte do Teatro Experimental do Negro não como “marco histórico”, mas como uma força que ainda atua no presente. A conversa propõe olhar para o TEN como um campo de disputas: aquilo que foi lembrado e aquilo que foi apagado; o que se registrou como documento e o que permaneceu como prática, corpo e oralidade. Entre pesquisa, formação e trabalho de preservação de legado, Gizelly e Eugênio discutem como se transmite um repertório sem museificar, como se mantém vivo um pensamento de cena sem reduzir sua complexidade, e como a permanência do TEN se mede menos pela celebração do passado do que pela capacidade de reorganizar linguagem, público e instituições hoje.
SOBRE
Gizelly de Paula é artista da cena e professora na Faculdade CAL de Artes Cênicas. Pesquisadora em Teatros Negros, com ênfase no legado do Teatro Experimental do Negro e em suas potências pedagógicas e estéticas. Idealizou o curso Atuando Teatros Negros, voltado a práticas de atuação afrorreferenciadas, e é mestranda em Arte e Cultura Contemporânea (UERJ), bolsista CAPES.
Eugênio Lima é DJ, ator-MC, diretor e pesquisador da cultura afro diaspórica. É membro fundador dos grupos Núcleo Bartolomeu de Depoimentos, da Frente 3 de Fevereiro e do Coletivo Legítima Defesa. Recebeu honrarias como o Prêmio Shell de Teatro de melhor música por Terror e Miséria no Terceiro Milênio (2020) e por Frátria Amada Brasil: Pequeno Compêndio de Lendas Urbanas (2006).
William Santana Santos nasceu na Bahia e é pesquisador, curador e produtor cultural. Possui graduação em ciências sociais e mestrado em sociologia pela USP. É doutorando em sociologia na FFLCH-USP, desenvolvendo a pesquisa Raça e Teatro Moderno: a trajetória do Teatro Experimental do Negro de São Paulo, o TENSP (1945–1966). É membro do Núcleo de Sociologia da Cultura da USP.