Olhares Críticos

Diálogos Transversais

Quem conta, como conta: teatro e cinema fora do enquadramento

COM Yumo Apurinã e Érica de Freitas

MEDIAÇÃO Helena Vieira

SINOPSE

Yumo Apurinã e Érica de Freitas dialogam sobre modos de contar histórias e representar quando o ponto de vista não é o hegemônico. Partindo de um trabalho de cena que reorganiza o pensamento de Ailton Krenak, a conversa encontra a experiência de Érica em desenvolver e produzir narrativas marcadas por mulheres e pelas questões raciais no audiovisual. O foco é linguagem: como se fabrica ponto de vista, como se evita o lugar “explicativo” (que muitas vezes só reafirma hierarquias) e que soluções formais na cena e na imagem permitem complexidade sem domesticá-la.

SOBRE

Yumo Apurinã é ator, dramaturgo e performer. Iniciou sua trajetória artística no ensino, em Rondônia. Aos 19 anos, mudou-se para o Rio de Janeiro para se dedicar às artes cênicas. Formado pela CAL – Casa das Artes de Laranjeiras, desenvolve um trabalho que transita entre teatro, cinema, televisão e performance, com foco em criações autorais e colaborações que articulam palavra, corpo e ancestralidade como forças de resistência e memória. É protagonista e coautor do espetáculo Ideias para Adiar o Fim do Mundo, inspirado na obra de Ailton Krenak. Entre seus trabalhos recentes como ator estão as peças As Cinzas de Mairu, Karaíba e Voo Livre. No audiovisual, atuou nos filmes Ricos de Amor 2 e O Turista Aprendiz, além de integrar o elenco da série Pablo e Luisão.

 

Érica de Freitas é produtora executiva, roteirista e diretora. À frente da Encantamento Filmes, produziu os curtas Yomared, de Mariana Yomared e Lufe Bollini, e Neguinho, de Marçal Vianna, além dos longas Entre Nós, Um Segredo, de Beatriz Seigner e Toumani Kouyaté, e Ioiô de Iaiá, de Paula Braun. Em 2020, dirigiu programas para a campanha política de Benedita da Silva. Acaba de dirigir a série documental Tem Saída?. Desenvolve ainda seu primeiro longa-metragem de ficção, Dalva-K.


Helena Vieira é escritora, dramaturga e pesquisadora. No teatro, investiga formas narrativas que ressignificam a história e a experiência de corpos dissidentes, como em Jango Jezebel: Onde Estavam as Travestis na Ditadura. Publicou ensaios em coletâneas como Explosão Feminista (org. Heloísa Buarque de Hollanda) e História do Movimento LGBT no Brasil (org. James Green, Renan Quinalha, Marcio Caetano e Marisa Fernandes). Seu pensamento transita entre a filosofia, os estudos de gênero e a crítica cultural, com contribuições para veículos como Cult, Harper’s Bazaar, Galileu e Folha de S.Paulo.