Olhares Críticos

Diálogos Transversais

Quando a obra muda o espaço: imagem, presença e intervenção

COM Lilly Baniwa e Rafael Bacelar

MEDIAÇÃO Tetembua Dandara

SINOPSE

Lilly Baniwa e Rafael Bacelar dialogam sobre criação como intervenção: quando a obra não “representa” um tema, mas altera o espaço e reposiciona quem assiste. Partindo de procedimentos das artes visuais e da cena, a conversa aproxima imagem, corpo e gesto para pensar como símbolos são deslocados, de que forma a presença produz leitura e como um trabalho pode “hackear” o modo de ver sem virar explicação ou ilustração.

SOBRE

Lilly Baniwa é atriz, performer e mestranda em artes da cena pela Unicamp, com uma pesquisa sobre teatro indígena na contemporaneidade. Bacharel em artes cênicas também pela Unicamp, a artista indígena do povo Baniwa articula corpo, memória e território, entendendo o corpo como arquivo vivo. Atravessa performance, artes visuais e criações autorais, atuando em festivais e residências no Brasil e no exterior.

 

Rafael Bacelar é ator, diretor e performer com formação pela UFMG. Seus trabalhos tem circulado por todo o Brasil e em festivais internacionais. Em 2025, foi indicado aos principais prêmios nacionais de melhor ator (Shell, APTR, Bibi Ferreira e APCA).


Tetembua Dandara é performer, produtora cultural e fotógrafa. Bacharel em artes cênicas pela Unicamp e especialista em gestão cultural contemporânea pelo Instituto Singularidades e pelo Itaú Cultural, atua nas áreas do teatro e da dança contemporânea. Dedicada à produção em formatos horizontalizados, está envolvida nas criações artísticas dos coletivos ciadasatrizes, Cia LCT, Pérfida Iguana e Grupo do Trecho. Com Dirce Poli, Neuza Poli e Mafoane Odara, criou o livro fotográfico e a performance Eu Tenho uma História que Se Parece com a Minha.