Pensamento-em-Processo

Olhares Críticos

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Convidados de diferentes áreas se reúnem após as apresentações para dialogar junto ao público e aos artistas sobre os espetáculos. 

Após a apresentação de História da Violência, das 21h | Teatro Liberdade

COM Thomas Ostermeier e Helena Vieira

Thomas Ostermeier é diretor-residente e membro da direção artística da Schaubühne desde 1999. Formou-se em direção pela Hochschule für Schauspielkunst Ernst Busch e foi diretor artístico da Baracke, no Deutsches Theater de Berlim. Dirigiu produções no Münchner Kammerspiele, no Festival de Edimburgo, no Burgtheater de Viena e na Comédie-Française de Paris. Em 2004, tornou-se artista-associado do Festival d’Avignon, onde apresenta regularmente seus espetáculos. Recebeu o Leão de Ouro da Bienal de Veneza pelo conjunto de sua obra (2011) e diversas honrarias, como a Ordem do Mérito da República Federal da Alemanha e o Prêmio Kythera de Cultura (ambos em 2018).

Helena Vieira é escritora, dramaturga e pesquisadora. No teatro, investiga formas narrativas que ressignificam a história e a experiência de corpos dissidentes, como em Jango Jezebel: Onde Estavam as Travestis na Ditadura. Publicou ensaios em coletâneas como Explosão Feminista (org. Heloísa Buarque de Hollanda) e História do Movimento LGBT no Brasil (org. James Green, Renan Quinalha, Marcio Caetano e Marisa Fernandes). Seu pensamento transita entre a filosofia, os estudos de gênero e a crítica cultural, com contribuições para veículos como Cult, Harper’s Bazaar, Galileu e Folha de S.Paulo.

PP-História da Violência

Após a apresentação de A Carta, das 18h | Teatro do SESI-SP

COM Arne de Tremerie, Olga Mouak e Juliana Pardo

Arne de Tremerie é um versátil ator e músico belga, formado pela KASK Drama em 2020. Colaborador frequente do diretor Milo Rau e do NTGent, vem ganhando reconhecimento internacional por sua performance solo em The Interrogation. Sua trajetória é diversa e inclui trabalhos com o coletivo Camping Sunset, além de papéis em longas-metragens e séries de TV. Além da carreira de ator, segue ativo na cena musical e deve lançar um novo álbum com sua banda, Outer, no fim de 2026.

Olga Mouak se formou na ENSAD Montpellier em 2016. Trabalhou em diversas produções internacionais com diretores como Bob Wilson, Eva Doumbia e Milo Rau. A atriz também atua no cinema com cineastas como Anthony Marciano, Emmanuelle Bercot e Lucien Jean-Baptiste. Atualmente, trabalha na criação de um espetáculo solo.

Juliana Pardo é atriz, diretora e pedagoga, com atuação artefeminista, em práticas inseridas nas tecnologias do corpo e da cena, articulando teatro e dança em diálogo com saberes cênicos populares. Seu trabalho investiga corpo, memória, transnacionalidades e transmissão de saberes junto a comunidades tradicionais. Integra a equipe de mestres da ISTA – International School of Theatre Anthropology. É fundadora da Cia Mundu Rodá e do Grupo Manjarra e é autora dos livros Mestre Inácio Lucindo e Cavalo Marinho – Do Fundo da Roda ao Pé do Banco.

Após a apresentação de Filoctetes em Lemnos, das 17h | TUSP

COM Marina Tranjan, Vinicius Torres Machado e Tatiana Schunck

Marina Tranjan é atriz, dramaturga e diretora, graduada pela ECA/USP. Fez a dramaturgia das peças O Ruído Branco da Palavra Noite (Companhia Auto-Retrato), Sobre Concreto Sonho (Forte Casa Teatro), Aporia 23oS 46oO (dirigida por Vinícius Torres Machado para a Formação 16 da Escola Livre de Teatro de Santo André), Anecdoche e Cantos de um Naufrágio Esquecido — as duas últimas para o Projeto Espetáculo da Fábrica de Cultura Jardim São Luís. Escreveu também as peças Todos os Meus, vencedora do concurso de dramaturgia realizado pelo grupo Folias, e Fuga a Quatro Vozes (em fase de montagem). Integrou a Companhia Auto-Retrato de 2002 a 2012, participando como atriz, diretora e dramaturga do espetáculo O Ruído Branco da Palavra Noite; como diretora do espetáculo Seis da Tarde; e como atriz dos espetáculos Retornarse, Ausência e Origem Destino. Em 2025, dirigiu Filoctetes em Lemnos, com concepção de Vinicius Torres Machado. Foi integrante do núcleo Narrativas de Passagem, da Escola Livre de Teatro de Santo André, orientado por Luís Alberto de Abreu.

Vinicius Torres Machado é diretor, performer e dramaturgo. Professor do Instituto de Artes da Unesp, é graduado em interpretação teatral, com mestrado e doutorado em artes cênicas pela ECA/USP. Suas principais áreas de pesquisa envolvem teoria teatral e estética. Publicou os livros: A Máscara no Teatro Moderno: Do Avesso da Tradição à Contemporaneidade; A Cena em Devir: Um Instante para que Algo Inexista; e Em Tempo, Introdução à Performatividade na Grécia Antiga, este em parceria com João Pedro Ribeiro. Dentre as criações de Machado destacam-se os espetáculos A Porta, Aporia 23oS 46oO, Com os Bolsos Cheios de Pão, Revoltar e Filoctetes em Lemmos.

Tatiana Schunck é artista, escritora e pesquisadora em artes da cena. Pós-doutoranda no LUME/Unicamp com bolsa FAPESP, é doutora em artes da cena pela Unicamp, mestre em artes pela Unesp e graduada em artes cênicas pela USP. Conduz laboratórios de investigação-criação, escrita e práticas performativas no Brasil e no exterior, realiza ações artísticas como Performance de uma Pessoa Escrita e Corpo Geo Grafia, e é autora dos livros Performance de uma Pessoa Escrita (Telha) e O Mundo do Lado de Casa (Patuá).

Após a apresentação de galhada, em tempos de fissura, das 19h | Itaú Cultural

COM Alice Stefânia e Cecília Salles

Alice Stefânia é artista-docente, professora titular do departamento de artes cênicas e do programa de pós-graduação em artes cênicas na Universidade de Brasília. Desde 2010, coordena o grupo de pesquisa Poéticas do Corpo e é artista-pesquisadora no coletivo Teatro do Instante. Fez doutorado em artes cênicas na UFBA (2007) e mestrado em artes na UnB (2000). No contexto de um pós-doutorado pela USP em 2025, criou o espetáculo galhada, em tempos de fissura. É atriz-criadora há cerca de 35 anos e, ao longo desse tempo, pariu várias cenas, performances e espetáculos, além de um músico e de uma fotógrafa, hoje com 28 e 24 anos, respectivamente.

Cecília Almeida Salles é doutora em linguística aplicada e estudos da linguagem pela PUC/SP e pós-doutora pelo departamento de cinema, rádio e televisão da Escola de Comunicações e Artes da USP. É professora titular dos programas de pós-graduação em comunicação e  semiótica e de literatura e crítica literária da PUC/SP. Também é professora do mestrado em processo de criação da Universidade do Algarve, em Portugal. Coordena o grupo de pesquisa em processos de criação. Salles é autora dos livros Gesto Inacabado: Processo de Criação Artística, Redes da Criação: Construção da Obra de Arte, Arquivos de Criação: Arte e Curadoria e Processos de Criação em Grupo: Diálogos.

PP-galhada, em tempos de fissura

Após a apresentação de Vigiada e Punida, das 20h | Teatro do SESI-SP

COM Safia Nolin, Philippe Cyr e Camila Rocha

Safia Nolin é uma cantora e compositora canadense que se reconhece como um sujeito político em si, por meio das batalhas que trava, dos temas que aborda e de sua própria aparência. Vista como “deformada” por sua condição de mulher racializada e artista abertamente lésbica, que não se encaixa nos chamados padrões femininos impostos por séculos, ela prefere abraçar essa imagem dissonante a reagir ao que não é. Lançou álbuns como Limoilou, Reprises vol. 1, Reprises vol. 2, Dans le Noir e SEUM, além de miniálbuns e singles, incluindo o dueto Mélancolie, com Patrick Watson, e sua recente balada em inglês, Carrie.

Philippe Cyr é um diretor de teatro canadense. Nos últimos anos, criou cerca de 25 espetáculos. A partir de uma diversidade de materiais, ele traça um percurso marcado por questionamentos formais e lança um olhar incisivo sobre as zonas cinzentas da existência. Seu trabalho tem sido bem recebido por públicos e pela crítica, rendendo a ele e a seus colaboradores inúmeras indicações. As obras das quais participa circulam em turnês por Quebec, no Canadá, América do Sul e Europa. Entre elas estão Le iShow (2013), J’Aime Hydro (2016), Le Poids des Fourmis (2019), Corps Titan (Titre de Survie) (2021), Insoutenables Longues Étreintes (2023) e Ces Regards Amoureux de Garçons Altérés (2025). Em agosto de 2021, tornou-se diretor artístico e codiretor executivo do Théâtre Prospero. Sob sua liderança, em colaboração com o codiretor executivo Vincent de Repentigny, o Prospero aprofunda a investigação de questões relacionadas a limites e abordagens transgressoras, o que se traduz em criações vibrantes, comoventes e humanistas.

Camila Rocha é diretora científica do Centro para Imaginação Crítica do Cebrap. Doutora em ciência política pela Universidade de São Paulo, ganhou os prêmios Tese Destaque USP e melhor tese de doutorado da Associação Brasileira de Ciência Política. Foi finalista do 64º Prêmio Jabuti com o livro Menos Marx Mais Mises: O Liberalismo e a Nova Direita no Brasil. Rocha foi ainda colunista da Folha de S.Paulo e atua como global advisor da Our Common Home e integra o conselho do Instituto Democracia em Xeque.

PP- Vigiada e Punida

Após a apresentação de Republikkk ou Encruzilhada Não É Beco, das 16h | CCSP

COM Hercules Morais e Jaqueline Moraes Teixeira

Hercules Morais é artista, filósofo e pesquisador multidisciplinar, com investigação sobre a arte como tecnologia de presença e sentido. Teve passagem pelo Centro de Pesquisa Teatral (CPT), sob a direção de Antunes Filho. Soma 15 espetáculos como ator e seis como codiretor. Recebeu prêmios da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) e do Prêmio Aplauso Brasil, como melhor autor e melhor ator. É cofundador e diretor de formação do Núcleo de Artes Cênicas (NAC), referência nacional em formação autoral. Dirige o Instituto REC – Construção Estética da Realidade, dedicado à articulação entre artes, saúde e sentido de vida. Seu projeto em desenvolvimento, Os Brasis de Darcy – Biografias de um Brasil em Extinção, realiza expedições artístico-documentais pelos biomas brasileiros ameaçados — Cerrado, Pantanal, Mata Atlântica e Pampa — articulando escuta de campo e criação de dispositivos cênico-sensoriais. Desdobra-se em espetáculo, documentário e instalação imersiva, transformando território e memória em matéria artística. A primeira etapa originou Republikkk ou Encruzilhada Não É Beco, obra que combina teatro ritual, dramaturgia documental e linguagem sensorial para refletir sobre o colapso ecológico e imaginário simbólico no Brasil contemporâneo.

Jaqueline Moraes Teixeira é professora doutora no departamento de saúde e sociedade da Faculdade de Saúde Pública da USP. Foi professora adjunta no departamento de sociologia da UnB (SOL/UNB). É doutora em antropologia social pela Universidade de São Paulo (USP), onde também obteve o título de mestre. Possui graduação em ciências sociais pela USP e graduação em teologia pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Teixeira é  pesquisadora do Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento) realizando pesquisas nas áreas de gênero, raça, sexualidade e religião. Também é pesquisadora colaboradora do ISER (Instituto de Estudos da Religião) e coordenadora do CRESPO (Cultura, Religião, Sujeitos e Políticas). Atualmente, é tesoureira adjunta da Associação Brasileira de Antropologia e membro do comitê editorial da Cadernos Pagu. Além de atuar como orientadora plena no programa de pós-graduação em sociologia da UnB, segue como professora colaboradora na área de educação e ciências sociais (desigualdades e diferenças) do programa de pós-graduação em educação da USP. Suas áreas de pesquisa são religião e marcadores sociais da diferença, educação e direitos humanos, sujeitos e produção de políticas públicas em saúde.

PP-Republikkk ou Encruzilhada Não É Beco,