Thomas Ostermeier, Édouard Louis e Luis Felipe Reis

Olhares Críticos

Especial

DIÁLOGO ENTRE THOMAS OSTERMEIER

E ÉDOUARD LOUIS

COM Thomas Ostermeier e Édouard Louis

MEDIAÇÃO Luiz Felipe Reis

SINOPSE

O encenador alemão Thomas Ostermeier e o escritor francês Édouard Louis refletem, com mediação de Luis Felipe Reis, sobre as escolhas estéticas e dramatúrgicas e os atravessamentos políticos e autobiográficos que permeiam sua colaboração teatral. Os dois trabalharam juntos nos espetáculos História da Violência e Quem Matou Meu Pai, ambos apresentados nesta edição da MITsp.

SOBRE

Thomas Ostermeier é diretor-residente e membro da direção artística da Schaubühne desde 1999. Formou-se em direção pela Hochschule für Schauspielkunst Ernst Busch e foi diretor artístico da Baracke, no Deutsches Theater de Berlim. Dirigiu produções no Münchner Kammerspiele, no Festival de Edimburgo, no Burgtheater de Viena e na Comédie-Française de Paris. Em 2004, tornou-se artista-associado do Festival d’Avignon, onde apresenta regularmente seus espetáculos. Recebeu o Leão de Ouro da Bienal de Veneza pelo conjunto de sua obra (2011) e diversas honrarias, como a Ordem do Mérito da República Federal da Alemanha e o Prêmio Kythera de Cultura (ambos em 2018).

Édouard Louis é um escritor francês. Nascido como Eddy Bellegueule, estudou sociologia com Didier Éribon na École Normale Supérieure, em Paris, cidade onde vive. Seu romance autobiográfico de estreia, O Fim de Eddy (2014), tornou-se o best-seller número um na França e foi traduzido para 18 idiomas. Seu segundo romance, História da Violência, foi publicado em 2017, seguido pelo estudo social Quem Matou Meu Pai. O autor recebeu o Prêmio Pierre Guénin por seu engajamento contra a homofobia.

Luiz Felipe Reis é diretor, dramaturgo, curador, jornalista e mestre em Letras (PUC-RJ). Cofundador da Polifônica, investiga procedimentos de encenação a partir das noções de Polifonia Cênica e de Contra-cenas ao Antropoceno, tendo assinado as peças Estamos indo embora (2015), Amor em dois atos (2016), GALÁXIAS (2018), Tudo que brilha no escuro (2020), VISTA (2023), DESERTO (2024) e EDDY – violência & metamorfose (2025), criada a partir da obra de Édouard Louis.