Prática da Crítica
COBERTURA CRÍTICA
COORDENAÇÃO Daniel Guerra
PARTICIPANTES Artur Kon, Amilton de Azevedo e Malu Barsanelli
SINOPSE
Durante o período da MITsp, integrantes da AICT-Brasil realizam uma cobertura crítica do festival. A ação contempla a produção de críticas textuais sobre os espetáculos, disponibilizadas no site da MITsp, e a realização de pílulas críticas, breves análises, comentários e apontamentos disponibilizados em vídeos no Instagram da MITsp e da AICT-Brasil.
SOBRE
Daniel Guerra é crítico de arte, editor da Revista Barril, escritor e diretor. Autor de O acontecimento cênico: ensaios de uma linguagem e Fléti e Míris.
Artur Kon é ator e dramaturgo na Cia de Teatro Acidental, mestre e doutor em Filosofia pela USP. Autor de Da teatrocracia: estética e política do teatro paulistano contemporâneo, entre outros.
Amilton de Azevedo é pesquisador e crítico das artes vivas. criador da plataforma ruína acesa, é doutorando em artes cênicas na ECA/USP e membro da AICT Brasil.
Malu Barsanelli é jornalista especializada em artes da cena. Integrou o júri do Prêmio Shell e a curadoria do festival Miacena. Coordena a comunicação do escritório sul-americano da Pro Helvetia.

Manifestar o (in)visível dos tempos
Crítica sobre as obras da PERFORMA12h. Por Amilton de Azevedo. Anunciado como desejo antigo para a programação, a 11ª MITsp realizou pela primeira vez a PERFORMA12h. O Instituto Brasileiro de Teatro (iBT) recebeu cinco obras de coletivos e artistas pretos entre quinta e sexta-feira. A ação integra a MITbr –

Resgatar o Irretornável
Crítica sobre Quem matou meu pai, de Édouard Louis, com direção de Thomas Ostermeier | Schaubühne. Por Amilton de Azevedo. Édouard Louis começa Quem matou meu pai, o livro, com uma rubrica que aponta como seria seu início caso este fosse um texto teatral: “Um pai e um filho estão

Arte Novo Éden
Crítica sobre Epílogo, da companhia chameckilerner. Por Daniel Guerra. A diversidade, antes de virar discurso progressista e abstração da cultura empresarial, é dimensão concreta da vida biológica. De fato, em nenhum dos oito corpos nus expostos na arena de Epílogo, criação da companhia chameckilerner, encontramos quaisquer traços iguais entre si,

Metastaseando o Pensamento
Crítica sobre galhada, em tempos de fissura, do Teatro do Instante. Artur Kon. A palestra-performance virou uma moda do contemporâneo, quase um produto de linha de montagem. Multiplicam-se peças no formato, e há até oficinas prometendo a cada participante sair com a sua em poucas semanas (por um preço módico).

A quadratura do círculo, o lado que falta
Crítica sobreTA | Sobre ser grande, do Corpo de Dança do Amazonas. Por Artur Kon. Os bailarinos descem as escadas da plateia e sobem ao palco, onde se dispõem em três fileiras, no fundo e nas laterais, num quadrado a que falta um lado: o do proscênio. Somos nós que

Dançar o Inenarrável
Crítica sobre Cavucada – A Festa Não Será Amanhã, da Cia Dançurbana. Por Malu Barsanelli. A campo-grandense Cia Dançurbana carrega algumas décadas de história. Nasceu em 2002 como um ponto de encontro para jovens participantes de projetos sociais, um espaço de preparação profissional focado em vivências das danças urbanas. Aos

Elogio à Insubordinação
Crítica sobre Vogue Funk, de Patfudyda | Quafá Produções. Por Malu Barsanelli. Patfudyda, nome artístico da performer, coreógrafa e artista visual Wallace Ferreira, conta que seu trabalho se apoia numa estratégia de hackeamento: infiltrar o sistema e a engrenagem do mercado artístico não pelo confronto direto, mas pelo desvio, pela

A pistola de Tchekhov não hesita em disparar Crítica sobre A Carta, de Milo Rau
Por Amilton de Azevedo. Em 2024, o Teatro do SESI-SP, na Avenida Paulista, celebrou suas seis décadas de existência completadas no ano anterior, tendo como referência a fundação do Teatro Popular do SESI, sob direção de Osmar Rodrigues Cruz, em 1963. A inspiração foi o Teatro Nacional Popular da França,

LIDA COM O MALCrítica sobre História da Violência, de Thomas Ostermeier
Por Daniel Guerra. Um estupro é um estupro é um estupro. Deve ser mais ou menos assim a história de uma violência. Evento que, abrindo um vórtice ainda no instante do primeiro sobressalto, traga a história, passada e futura, para dentro de si. Porém, ainda que seja uma história sem