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Axexê da Negra ou o Descanso das Mulheres que Mereciam Ser Amadas

ARTISTA: Renata Felinto

75 min | Classificação indicativa 16 anos

SINOPSE

Acionando a ideia de axexê – rito de despedida e passagem – como linguagem poética e política, a performance da artista visual Renata Felinto estabelece um diálogo crítico com A Negra, pintura de Tarsila do Amaral, tensionando a tradição de hipervisibilidade e objetificação do corpo negro no Brasil. Entre gesto, tempo e materialidade, a obra elabora luto, reparação e cuidado como formas de restituição simbólica. Ao reivindicar o descanso como direito e urgência ética, a cena cria um campo de travessia que convoca memória e dignidade para mulheres negras historicamente impedidas de serem amadas.

HISTÓRICO

Renata Felinto é uma artista visual, pesquisadora e professora que vive entre o Crato (CE) e São Paulo (SP). Mulher afro-diaspórica, mãe de Benedita Nzinga e de Francisco Madiba, é bacharela, mestra e doutora em artes visuais (IA/Unesp) e especialista em curadoria e educação em museus de arte (MAC/USP). Em 2023, concluiu estágio pós-doutoral em sociologia da arte e foi artista residente na Universidade da Pensilvânia (EUA). É professora adjunta da Urca (CE) e lidera o grupo de pesquisa NZINGA (CNPq). Foi coordenadora do Núcleo de Educação do Museu Afro Brasil e curadora da 15ª Bienal Naïfs do Brasil, além de ter realizado uma série de exposições individuais e coletivas.

FICHA TÉCNICA

Artista e diretora: Renata Felinto

Produção: Victor Hugo Felinto

Paisagem sonora: Marcos Felinto

Figurino: Andrea Sobreira, Renata Felinto

SITE E REDES SOCIAIS

renatafelinto.art

@renata_felinto_