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Repertório N. 3
ARTISTA: Davi Pontes e Wallace Ferreira
45 min | Classificação indicativa 18 anos
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19 E 20/3, QUARTA E QUINTA, 21H
LOCAL: Centro Cultural São Paulo – CCSP
Sinopse
O espetáculo é a última parte de uma trilogia de práticas coreográficas iniciada em 2018 pelos artistas cariocas Davi Pontes e Wallace Ferreira. A partir de estudos pós-coloniais de gênero e raça, a dupla questiona como criar uma dança de autodefesa, compreendida como uma elaboração tática para confrontar violências físicas, imaginárias e epistemológicas. A ideia é coreografar resistências singulares para corpos dissidentes e proporcionar seus modos de permanência no mundo. Para isso, o trabalho utiliza estratégias como a mimese e a pose, criando um jogo de significados que sobrepõe tempos e imagens.
Histórico
Davi Pontes é artista, coreógrafo e pesquisador. Bacharel e mestre em artes pela Universidade Federal Fluminense (UFF), recebeu em 2022 os prêmios ImPulsTanz – Prêmio Jovens Coreógrafos (2022) e Artlink – 100 artistas de todo o mundo. Participou como um dos artistas da 35ª Bienal de São Paulo – Coreografias do Impossível e coreografou a obra Variação, para o Balé da Cidade de São Paulo. Atualmente faz parte dos artistas do 38º Panorama da Arte Brasileira do Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM/SP).
Wallace Ferreira, também conhecida como Patfudyda, é coreógrafa, performer e artista visual. Formada pela Escola Livre de Artes da Maré e pela EAV Parque Lage, venceu os prêmios ImPulsTanz – Prêmio Jovens Coreógrafos (2022) e FOCO ArtRio (2024). Com Davi Pontes, desenvolve a trilogia Repertório, que investe na dança como um treinamento de autodefesa. É diretora dos espetáculos ATRAQUE e Vogue Funk, nos quais aciona o corpo como agente da história, reposicionando códigos naturalizados nas esferas sociais e articulando formas de trair as linguagens. Na cultura ballroom, é Legendary Imperatriz da House of Mamba Negra.
FORTUNA CRÍTICA
“Se o corpo negro em repouso é suspeito e, em movimento, uma ameaça, Pontes e Ferreira encontram nesse fazer coreográfico estratégias possíveis para reelaborar imaginários, propondo alterações nos significados simbólicos da presença negra em um mundo que ainda não é capaz de garantir a existência e a dignidade a essas vidas.”
Maria Luiza Meneses, em texto publicado no catálogo da 35ª Bienal de São Paulo – Coreografias do Impossível
“[A trilogia] trata da criação de um repertório corporal, como um banco de dados de movimentos, que olha para a história da coreografia, que se desenvolveu com a modernidade, e tenta desconstrui-la, criando uma espécie de anticoreografia (…) Davi e Wallace sugerem pensar a racialidade como dimensão e não como identidade, uma dimensão difícil de traduzir em palavras. Talvez por isso seja preciso dançar.” Beta Germano, Vogue
Ficha Técnica
Coreografia e performance: Davi Pontes e Wallace Ferreira
Produção executiva: Netto
Coordenação de produção: Rafael Fernandes – Quafá Produções
Distribuição internacional: Something Great
Coprodução: 35ª Bienal de São Paulo – Coreografias do Impossível, Arsenic – Centro de Arte Cênica Contemporânea
Residências artísticas: Festival ImPulsTanz – Festival Internacional de Dança de Viena, Arsenic – Centro de Arte Cênica Contemporânea, Lausanne, tanzhaus nrw, festival Kondenz e La Becque