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	<title>Não categorizado &#8211; MITsp2018</title>
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	<description>Mostra Internacional de Teatro de São Paulo 2018</description>
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		<title>O Brasil visto através do teatro, com André Dahmer</title>
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		<dc:creator><![CDATA[maducato_admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Mar 2018 07:09:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Não categorizado]]></category>
		<category><![CDATA[André Dahmer]]></category>
		<category><![CDATA[Diálogos Transversais País Clandestino]]></category>
		<category><![CDATA[Laboratório de Jornalismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por João Martins A tendência cíclica da história é um assunto já amplamente explorado. A invariabilidade e a rigidez deste fenômeno, porém, continuam discutíveis. Para André Dahmer, que não se considera um pessimista, “a humanidade parece um cachorro amarrado correndo atrás do próprio rabo”. Na última seção de Diálogos Transversais da 5ª MITsp – Mostra [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Por João Martins</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-2043" src="https://mitsp.org/2018/wp-content/uploads/2018/03/selo-MIT-PUC-1-e1520361584572.jpg" alt="" width="250" height="167" /></p>
<p>A tendência cíclica da história é um assunto já amplamente explorado. A invariabilidade e a rigidez deste fenômeno, porém, continuam discutíveis. Para André Dahmer, que não se considera um pessimista, “a humanidade parece um cachorro amarrado correndo atrás do próprio rabo”.</p>
<p>Na última seção de Diálogos Transversais da 5ª MITsp – Mostra Internacional de Teatro de São Paulo, o quadrinista abordou, além desse, temas como privilégios e consciência de classe, o caminho dos movimentos populares e o estado de coisas no Brasil.</p>
<p>A estranheza e as contradições da realidade brasileira — assim como as de mais quatro países — são os temas nos quais se fundamenta a peça que antecedeu o debate, <em>País Clandestino</em>. Concebida após o encontro de cinco estrangeiros em Nova York, “solo neutro”, o espetáculo aborda questões político-sociais contemporâneas das terras natais de seus idealizadores através de uma ótica pessoal e documental. “São cinco jovens se deparando com o presente a partir de uma herança de vivência em outros países e de relações entre si”, disse Dahmer. “É um espetáculo no qual o passado e o futuro se encontram”.</p>
<p>Para o quadrinista, as origens da crise pela qual o Brasil atravessa se encontram na política de conciliação de classes, que foi incapaz de reduzir a desigualdade social ao mesmo tempo em que ampliou o consumo. Após a perda de fôlego da economia, “situações que eram inimagináveis cinco anos atrás se tornaram possíveis”.</p>
<p>André, que aponta paras as urnas como a única alternativa possível para o impasse atual, lamenta o país ter se tornado “uma ditadura da ignorância, do ódio e da burrice”.</p>
<p>Um paralelo entre as vidas dos personagens, europeus e latino-americanos com o poder de arcar financeiramente com estudos no exterior, e a do própria convidado também foi feito. André, oriundo de uma família de professores, ressaltou o papel que a educação formal tem na redução da desigualdade.</p>
<p>Ao final do diálogo, houve uma intervenção da curadora Daniele Avila, que concluiu que “o teatro demora um pouco pra acompanhar as questões sociais que são mais urgentes” ao mesmo tempo em que apontava, ironicamente, que a última fala na 5ª MITsp coube a um homem branco, hétero e cis.</p>
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		<title>Esquizofrenia brasileira deseja e massacra o diferente ao mesmo tempo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[maducato_admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Mar 2018 06:14:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Não categorizado]]></category>
		<category><![CDATA[Laboratório de Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Mesa-redonda: Amor e ódio ao corpo no Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Olhares Críticos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Isabella Marzolla  Amor e Ódio ao corpo no Brasil foi tema de debate na tarde ensolarada do último domingo (11), em plena esquina da avenida Paulista com a rua Teixeira da Silva, encerrando a programação de Olhares Críticos da 5ª MITsp, Mostra Internacional de Teatro de São Paulo. Com uma plateia eclética, que reunia [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Isabella Marzolla</em></p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-2043" src="https://mitsp.org/2018/wp-content/uploads/2018/03/selo-MIT-PUC-1-e1520361584572.jpg" alt="" width="250" height="167" /></p>
<p><em> </em><em>Amor e Ódio ao corpo no Brasil</em> foi tema de debate na tarde ensolarada do último domingo (11), em plena esquina da avenida Paulista com a rua Teixeira da Silva, encerrando a programação de <em>Olhares Críticos</em> da 5ª MITsp, Mostra Internacional de Teatro de São Paulo.</p>
<p>Com uma plateia eclética, que reunia desde crianças e seus pais a intelectuais do meio cultural e moradores de rua, questões polêmicas como o corpo e suas concepções errôneas, a sexualidade sem pudor, o repúdio à norma e concepções enraizadas na sociedade brasileira dominaram a cena.</p>
<p>Participaram do debate a atriz e dramaturga de Curitiba, Leonarda Glück, a atriz Laís Machado e o curador Gaudêncio Fidelis, com mediação do crítico teatral Patrick Pessoa.</p>
<p>Machado apontou que grande parte dos problemas e preconceitos que as minorias sociais sofrem decorre de “todo controle moral exercido através do corpo”. Para ela, a resistência e militância presente em suas peças se dá porque “eu faço isso para sobreviver, para continuar querendo viver”. A atriz relembrou os diferentes preconceitos presentes em sua vida, como por exemplo na Escola de Teatro da UFBA (Universidade Federal da Bahia), por parte de colegas e professores, que “duvidam da sua capacidade intelectual ao julgar sua pele negra, afinal o espaço acadêmico é majoritariamente branco”. A partir dessas experiências tornou-se recorrente em suas peças a nudez, para a cor e o corpo ficarem em evidência e permitirem o debate sobre o preconceito, a aceitação e o respeito.</p>
<p>Já o curador Gaudêncio Fidélis, que se tornou nacionalmente conhecido por ter organizado a mostra <em>Queer Museu</em>, censurada no Santander Cultural de Porto Alegre, no ano passado, chamou atenção em suas falas para “o cerceamento de obras, quadros e performances que são tiradas de museus com justificativas antiquadas e com uma justiça fundamentalista”.</p>
<p>Finalmente, Leonarda Glück, em uma concepção mais ampla, afimou que “a solução para acabar com os preconceitos e os obstáculos enfrentados tanto pelos transexuais, como eu, quanto para toda a comunidade LGBT e os negros, é a educação social”. Para ela, “depois que os portões foram abertos, nós não vamos voltar nem pra senzala e nem pro armário”. “</p>
<p>A participação de Leonarda foi contundente: “Eu falo da questão trans mas isso não me restringe. Na arte o que tem se visto é uma tentativa de alargar esse ponto de vista, pois falta a educação do que é o corpo na sociedade.” Ela lembrou que o Brasil é o maior consumidor do mundo de pornografia transexual, mas que também é o país que mais mata transexuais. E concluiu: “Nós somos um povo esquizofrênico, que deseja e massacra as trans e os trans ao mesmo tempo”.</p>
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		<title>A fantasia é necessária, mesmo ao tratar do real</title>
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		<dc:creator><![CDATA[maducato_admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Mar 2018 05:00:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Não categorizado]]></category>
		<category><![CDATA[Cena Contemporânea: Panoramas Críticos]]></category>
		<category><![CDATA[Laboratório de Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Olhares Críticos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Victor Henrique A importância da crítica e a relação com o público dos espetáculo foram os principais assuntos tratados na mesa-redonda Cena Contemporânea: Panoramas Críticos, parte da programação de Olhares Críticos da 5ª MITsp - Mostra Internacional de Teatro de São Paulo, no último sábado (10), no Itaú Cultural. O debate teve a presença [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em><img class="size-full wp-image-2043 alignleft" src="https://mitsp.org/2018/wp-content/uploads/2018/03/selo-MIT-PUC-1-e1520361584572.jpg" alt="" width="250" height="167" />Por Victor Henrique</em></p>
<p>A importância da crítica e a relação com o público dos espetáculo foram os principais assuntos tratados na mesa-redonda <em>Cena Contemporânea: Panoramas Críticos</em>, parte da programação de Olhares Críticos da 5ª MITsp &#8211; Mostra Internacional de Teatro de São Paulo, no último sábado (10), no Itaú Cultural. O debate teve a presença dos sete críticos que, diariamente, produziram textos sobre os espetáculos apresentados na 5ª MITsp.</p>
<p>Três eixos marcaram as discussões: a crise da ficção, o lugar do espectador e o diálogo com a curadoria. Para o crítico Juliano Gomes “o teatro tem uma obrigação com a fantasia”, referindo-se ao caráter fictício que as peças têm mesmo ao retratar de questões concretas do cotidiano e da sociedade.</p>
<p>Também foi ressaltada no debate a importância do corpo e da identidade. Na peça s<em>al.</em>, por exemplo, “o personagem não poderia ser representado por outro corpo”, afirmou Michele Rolim, pois “caso isso acontecesse toda a ideia em torno da trama da peça perderia boa parte da sua força, principalmente de sua crítica”.</p>
<p>Clóvis Domingos, crítico que teve grande participação no debate, usou o espetáculo <em>Campo Minado</em> como exemplo para explicar as tensões entre os atores envolvidos e como isso era representado para o público para “apresentar a questão da produção e da tradução da mensagem para o público”, segundo o próprio Clóvis.</p>
<p>A crítica Julia Guimarães expôs sua opinião sobre a relação da crítica após espetáculo: “A crítica gera um debate na esfera pública, algo muito importante que pode ajudar os espectadores a entenderem melhor qual a mensagem da peça e a reflexão que ela gostaria de provocar”.</p>
<p>Michele Rolim seguiu na defesa da crítica no teatro, afirmando que “a crítica é um documento vivo, um arquivo histórico”. Para ela, o papel da crítica ultrapassa o presente, ressaltando ainda mais sua importância não só para as gerações  atuais, mas para toda uma geração futura de apreciadores do teatro.</p>
<p>As críticas tomaram outro rumo quando Laís Machado ampliou o debate para fora do Brasil.  “Não conhecemos a produção do nosso país”, fazendo referência assim aos lugares que ficam fora do eixo Rio-São Paulo, onde existe um investimento muito maior do que em praticamente qualquer outro estado do Brasil.</p>
<p>Ela ainda criticou a falta de atenção de patrocinadores e dos órgãos públicos em relação a produções e produtores de outros estados. Clóvis Domingos foi igualmente enfático nessa questão, levando para um lado mais artístico e igualmente social do assunto. Ele indagou: “Até que ponto os eventos artísticos dialogam com a cidade”, criticando a falta de identificação que a cidade-sede do evento pode ter em relação as diversas apresentações. Em São Paulo, por exemplo, uma das cidades mais cosmopolitas do mundo, recheada das mais variadas culturas e com uma imensa diversidade étnicas, durante a 5ª MITsp o público paulista pode ter se sentido mal representado, pois a diversidade étnica era majoritariamente branca. Portanto, a diversidade do público fica como uma questão a ser pensada para as próximas edições.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Impossibilidades movem Krystian Lupa</title>
		<link>https://mitsp.org/2018/impossibilidades-movem-krystian-lupa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[maducato_admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Mar 2018 04:56:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Não categorizado]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista Pública com Krystian Lupa]]></category>
		<category><![CDATA[Laboratório de Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Olhares Críticos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Letícia Manso "Eu sou obcecado pelas coisas impossíveis no teatro", afirma Krystian Lupa, um dos maiores nomes das artes cênicas contemporâneas. "Sempre estou interessado em superar as capacidades humanas, fazer algo maravilhoso, levitar", completou. O diretor polonês participou de uma entrevista pública realizada pela 5ª MITsp - Mostra Internacional de Teatro de São Paulo, [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img class="size-full wp-image-2043 alignleft" src="https://mitsp.org/2018/wp-content/uploads/2018/03/selo-MIT-PUC-1-e1520361584572.jpg" alt="" width="250" height="167" /><em>Por Letícia Manso</em></p>
<p>&#8220;Eu sou obcecado pelas coisas impossíveis no teatro&#8221;, afirma Krystian Lupa, um dos maiores nomes das artes cênicas contemporâneas. &#8220;Sempre estou interessado em superar as capacidades humanas, fazer algo maravilhoso, levitar&#8221;, completou.</p>
<p>O diretor polonês participou de uma entrevista pública realizada pela 5ª MITsp &#8211; Mostra Internacional de Teatro de São Paulo, na qual revelou detalhes de seu processo criativo e de sua personalidade. O evento ocorreu no último sábado (10), no Sesc Pinheiros, e atraiu fãs do artista, que escutavam atentamente à tradução simultânea de suas respostas.</p>
<p>O espetáculo <em>Árvores Abatidas</em>, dirigido e roteirizado por Lupa com base no romance homônimo de Thomas Bernhard, estava em cartaz na mostra e foi extremamente elogiado durante a entrevista. &#8220;O livro foi transferido por ele para o teatro da forma mais completa. Ele conseguiu mudar a linguagem sem perdas, pelo contrário&#8221;, afirmou Denise Stoklos, atriz, diretora e dramaturga brasileira.</p>
<p>Na verdade, essa é uma das especialidades do diretor. Grande parte de seu trabalho se dá a partir da adaptação de romances, muitos deles escritos por Bernhard.</p>
<p>Uma das questões ao polonês foi o motivo de optar por adaptar textos e não trabalhar com dramaturgias prontas. “Tenho problemas ao ler textos dramatúrgicos, pois os diálogos não são muito reveladores e lineares. As conversas verdadeiras são muito mais bizarras&#8221;, afirmou, despertando o riso do público.</p>
<p>Sua fixação pelo autor também foi abordada e, novamente, ele respondeu com bom humor: &#8220;Já cheguei a pensar que Bernhard era um assunto esgotado para mim. Pensei que ia terminar com ele. Mas os textos continuavam chegando. Infelizmente, ele escreveu muitas coisas&#8221;, brincou.</p>
<p>De acordo com Lupa, a conexão entre os dois vem do fato de Bernhard expor os pensamentos que as pessoas não tem coragem de dizer, com pensamentos vergonhosos que todos secretamente têm. &#8220;Nossa cultura, e consequentemente nós mesmos, somos muito mentirosos. Mas ele odeia isso.&#8221;</p>
<p>A respeito do processo criativo dessa peça, o diretor relatou o contato estabelecido entre o elenco e as pessoas reais retratadas no livro <em>Árvores Abatidas </em>para a confecção dos personagens, o que deixou os atores fascinados pela história. &#8220;A fascinação é o melhor método para um trabalho intenso&#8221;, assegurou.</p>
<p>Além da fascinação, seu método também inclui a liberdade de criação do elenco. Foi dito e repetido que ele nunca espera a obediência total dos atores em relação a seus pedidos. Porém, defende a necessidade de reflexão solitária após o ensaio, para que a criação do dia não seja perdida.</p>
<p>Ao final da entrevista, Lupa comentou o momento político-social polonês. Está no poder um governo conservador e autoritário que dificulta a realização de <em>Árvores Abatidas.</em> Ao mesmo tempo, os jovens têm recorrido ao teatro com mais frequência, em busca &#8220;do alimento desconhecido, do motivo de ser humano&#8221;, segundo ele.</p>
<p>Sobre o Brasil, o diretor teve uma visão positiva: &#8220;Não acredito em crise cultural num país com esse público que me recebeu. Foi uma recepção intensa, inteligente e bem-humorada que me comoveu muito&#8221;.</p>
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		<title>Melhoria nas mediações é tema de mesa-redonda</title>
		<link>https://mitsp.org/2018/melhoria-nas-mediacoes-e-tema-de-mesa-redonda/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[maducato_admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Mar 2018 04:46:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Não categorizado]]></category>
		<category><![CDATA[Laboratório de Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Mesa-redonda: O mal estar das mediações e o isolamento da arte]]></category>
		<category><![CDATA[Olhares Críticos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Gabriela Testa “Eu sou uma dessas pessoas que vocês falam tanto e não dão nomes, é o momento em que as artistas trans estão lutando por representatividade trans, nós estamos lutando para não sermos apagadas novamente", disse Renata Carvalho, de forma contundente durante a mesa-redonda O mal estar das mediações e o isolamento da arte na [...]</p>
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<p>“Eu sou uma dessas pessoas que vocês falam tanto e não dão nomes, é o momento em que as artistas trans estão lutando por representatividade trans, nós estamos lutando para não sermos apagadas novamente&#8221;, disse Renata Carvalho, de forma contundente durante a mesa-redonda <em>O mal estar das mediações e o isolamento da arte </em>na 5ª MITsp &#8211; Mostra Internacional de Teatro,<em> </em>na última quinta-feira (7).</p>
<p>A mesa contou com a participação de Marcos Alexandre, Renan Marcondes, Rita Aquino e Wagner Shwartz , que buscaram responder três questões centrais programadas pelas curadoras Daniele Avila Small e Luciana Eastwood Romagnoll, entre elas “Onde a cadeia artística se rompe?”.</p>
<p>&#8220;Eu não acho que a cadeia se rompa nesse contexto, eu penso que esse momento evidencia o problema e emoldura a gravidade de violências físicas e simbólicas que aí se inscrevem, mas é um problema histórico&#8221;, disse Aquino.</p>
<p>Já Marcondes dividiu o rompimento da cadeia em dois momentos: o primeiro, &#8220;quando nós pensamos no nosso público como consumidores do nosso trabalho&#8221;. Ele retomou o surgimento do museu MOMA, em Nova York, em 1930, onde o idealizador buscou transformar o seu público em um &#8220;consumidor educado&#8221;. Segundo ele hoje &#8220;há todo um aparato que interrompe e impossibilita qualquer experiência mais alongada com a obra&#8221;.</p>
<p>O segundo momento, para Marcondes, é “quando pensamos que temos algo a dizer a um público que não sabe muito bem o que está rolando”. Conforme sua fala, há uma necessidade em recusar a ideia de que há um público que não sabe algo que o artista sabe e que, portanto, precisa de explicações sobre a obra.</p>
<p>A segunda questão proposta pelas curadoras foi “Como artistas, críticos, pensadores e curadores podem trabalhar juntos para diminuir a distância entre produção artística e a recepção não especializada?”</p>
<p>Para Aquino é necessário que haja um trabalho em conjunto, &#8220;fazer com, não fazer para ou em nome dele&#8221;.  &#8220;Se a mediação não busca esta relação efetiva de encontro e diálogo com os lugares de fala do outro, sempre estaremos no meio do caminho&#8221;, disse ainda Alexandre. De acordo com ele, antes de pensar em como diminuir essa distância, é essencial pensar em falar sobre o outro.</p>
<p>Com sua primeira fala pública depois da polêmica exposição no MAM em 2017, Shwartz leu um texto de sua autoria. &#8220;Para ter a experiência de uma obra de arte é preciso se deslocar, e quanto mais o deslocamento mais a sensação de isolamento das demandas que autorizam a circulação sem risco dos espaços públicos&#8221;, disse. O artista apontou para a necessidade de que a mediação ocorra através de um distanciamento entre o eu e o outro.</p>
<p>Já no final da mesa-redonda a fala de Renata Carvalho gerou inquietação. &#8220;Representatividade é o ato de estarmos presentes&#8221; disse a atriz. Ela trouxe para o debate o que significa o mal-estar das mediações estando no papel do &#8220;outro&#8221;. A falha das mediações está na dificuldade de enxergar o outro. &#8220;Violento é o silêncio, é o apagamento da minha história&#8221;. Para Carvalho, a resposta para o aperfeiçoamento das mediações está em enxergar o outro.</p>
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		<title>Espaço “mais democrático do mundo”, teatro deve ouvir o outro</title>
		<link>https://mitsp.org/2018/espaco-mais-democratico-do-mundo-teatro-deve-ouvir-o-outro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[maducato_admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Mar 2018 04:33:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Não categorizado]]></category>
		<category><![CDATA[Laboratório de Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Mesa-redonda: Crítica não é censura: de quem é a arte que pode tudo?]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Melissa Yabuki  “Nós estamos querendo que vocês parem de nos chamar de violentas, bélicas e imbecis”, afirmou Renata Carvalho, atriz, produtora e diretora, atualmente em cartaz com o espetáculo O Evangelho Segundo Jesus, Rainha do Céu. Transexual desde 2007, ela abriu a primeira parte da mesa-redonda Crítica não é censura: de quem é a [...]</p>
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<p>“Nós estamos querendo que vocês parem de nos chamar de violentas, bélicas e imbecis”, afirmou Renata Carvalho, atriz, produtora e diretora, atualmente em cartaz com o espetáculo O <em>Evangelho Segundo Jesus, Rainha do C</em><em>é</em><em>u. </em><em>T</em>ransexual desde 2007, ela <em>a</em>briu a primeira parte da mesa-redonda <em>Crítica não é censura: de quem é a arte que pode tudo?, </em> na seção Olhares Críticos, na última sexta-feira (9).</p>
<p>Em uma fala que contrapunha muitos “a gente” contra “vocês”<em>, </em>Renata representava a MONART (Movimento Nacional de Artistas Trans), e defendeu que “a nossa presença precisa ser naturalizada e humanizada com representatividade”. Incisiva, conclamou: “estudem mais a transexualidade e travestilidade”.</p>
<p>Para Renata, isso é uma exigência no teatro, afinal ele seria o “o lugar mais democrático do mundo”. Sempre em uma posição com “tom militante”, como ela mesmo define seu teatro e sua identidade, Renata afirma que para acabar a transfobia, <em>“a gente” e </em>o cisgênero precisam estar aliados.</p>
<p>Por outro lado, a atriz Georgette Fadel, atualmente em cartaz com espetáculo <em>Afinação, </em>chegou a ser motivo de polêmica nas redes sociais com o espetáculo <em>Entrevista com Stela do Patrocínio,</em> por interpretar uma personagem negra e chegou a interromper a peça após os comentários.</p>
<p>“Sou a favor da liberdade irrestrita no campo da cultura, o espetáculo pode continuar mesmo que haja manifestação, já que os povos oprimidos têm todo o direito de se expressar e isso tem que fazer parte da obra”, defendeu.</p>
<p>Para ela, “no teatro a experiência deve vir junta, aliar, lutar, ouvir, e abrir mão da própria particularidade é importante, apesar do medo que ela pode proporcionar ao artista”.</p>
<p>“As questões são complexas, mas de certa forma simples. A complexidade se dá porque é muito favorável para instâncias de poder, porém na razão as coisas são muito claras em cada situação”, afirmou Georgette.</p>
<p>Segundo ela, a escolha pelo teatro se deu por conta da liberdade e consciência dessa linguagem. “A liberdade não é só do artista, mas sim a liberdade pelo outro”, disse. A atriz também defende que a luta do momento é outra: “Há uma distorção grave da função artística, apesar de defender a liberdade dos companheiros artistas”.</p>
<p>Para o jornalista Kil Abreu, outro participante da mesa, critico e atual curador de teatro do Centro Cultural São Paulo (CCSP), “a questão não é um tema docinho de coco e tem muita implicação”.</p>
<p>Para ele, temas como representatividade negra e a questão de gênero não surgiram agora, mas o aparato tecnológico atual proporcionou amplificar a importância social. “Algo se quebrou, ou algo está quebrando”, parafraseou os versos de Caetano Veloso.</p>
<p>Ele observa formas de convenção, de politica, de estética e de paroxismo que tornam a questão muitas vezes de “abafar conflitos pela amizade e alteridade”.</p>
<p>A solução que Abreu propõe é começar pelo “elementar”: “Estudar, formar consciência e começar a ouvir, permitir que o outro critique e se posicione tornando uma abertura maior da discussão.”</p>
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		<title>Debate traz reflexões sobre o papel da crítica e da linguagem no teatro</title>
		<link>https://mitsp.org/2018/debate-traz-reflexoes-sobre-o-papel-da-critica-e-da-linguagem-no-teatro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[maducato_admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Mar 2018 04:28:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Não categorizado]]></category>
		<category><![CDATA[Laboratório de Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Mesa-redonda: Crítica não é censura: de quem é a arte que pode tudo?]]></category>
		<category><![CDATA[Olhares Críticos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por João Martins A ideia de arte como uma esfera social distinta e acrítica, pela qual não atravessam questões de políticas, de gênero e raça, está morta. Ela é indissociável do processo sócio-histórico e mantém uma relação dialética com ele. Restam então as seguintes questões: para quem serve a liberdade artística quando toda crítica é [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em><img class="size-full wp-image-2043 alignleft" src="https://mitsp.org/2018/wp-content/uploads/2018/03/selo-MIT-PUC-1-e1520361584572.jpg" alt="" width="250" height="167" />Por João Martins</em></p>
<p>A ideia de arte como uma esfera social distinta e acrítica, pela qual não atravessam questões de políticas, de gênero e raça, está morta. Ela é indissociável do processo sócio-histórico e mantém uma relação dialética com ele.</p>
<p>Restam então as seguintes questões: para quem serve a liberdade artística quando toda crítica é invalidada em nome dela? De que adiantam peças socialmente engajadas se esse teor não ultrapassa as portas do teatro? Essas foram algumas das questões levantadas na segunda parte da mesa <em>Crítica não é censura: de quem é a arte que pode tudo?</em>, na seção Olhares Críticos da 5ª MITsp – Mostra Internacional de Teatro de São Paulo, na última sexta-feira (9).</p>
<p>“A liberdade como conceito abstrato serve apenas para beneficiar grupos socialmente privilegiados”, defendeu Juliano Gomes, referindo-se à primeira questão. Em sua fala, o crítico de cinema carioca defendeu que a prática da crítica deve fundamentar-se na alteridade, “tomando suas posições, porém compartilhando seus porquês, expondo seus horizontes”.</p>
<p>A produtora mineira Aline Vila Real retomou o exemplo do espetáculo <em>Palavra de Stela</em>, dado por Georgette Fadel. A plateia que assistiu à peça baseada na vida e obra da poetisa Stela do Patrocínio era esmagadoramente composta por pessoas brancas, pertencentes a um grupo socioeconômico privilegiado, enquanto mulheres negras e periféricas como Stela, pelos mais diversos motivos, eram impossibilitadas de assistir à apresentação. Em um país cujas raízes indígenas e africanas são inegáveis, disse Aline “a questão é a representatividade, porque a visibilidade já está aí&#8221;.</p>
<p>Ao final da mesa, todos os seus participantes ressaltaram a importância da linguagem, tanto como ferramenta de empoderamento quanto de manutenção da ordem social.</p>
<p>É assim que se explica a necessidade do uso dos termos “transiarcado”, “ovolação”, “transpofagia” apresentados pela atriz Renata Carvalho, que interpreta Cristo em <em>O Evangelho Segundo Jesus, Rainha do Céu</em>, e também na Carta aberta do Movimento Nacional de Artistas Trans para todos os artistas cisgêneros, do qual Renata faz parte. “É essencial que o movimento artístico proponha uma nova linguagem junto com a emergência de uma ação política”, disse Juliano.</p>
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		<title>Tribunal do Congo retrata massacre de seis milhões de pessoas</title>
		<link>https://mitsp.org/2018/tribunal-do-congo-retrata-massacre-de-seis-milhoes-de-pessoas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[maducato_admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Mar 2018 04:18:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Não categorizado]]></category>
		<category><![CDATA[Laboratório de Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Milo Rau]]></category>
		<category><![CDATA[Olhares Críticos]]></category>
		<category><![CDATA[Tribunal Congo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Melissa Yabuki Um tribunal. Uma igreja destruída com objetos sujos de sangue. Corpos de adultos e criança cobertos no meio do que era um vilarejo, agora destruído. São os primeiros minutos das cenas do filme Tribunal Congo, projeto do encenador suíço Milo Rau. Inédita no Brasil, a produção foi exibida na programação da 5ª [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img class="size-full wp-image-2043 alignleft" src="https://mitsp.org/2018/wp-content/uploads/2018/03/selo-MIT-PUC-1-e1520361584572.jpg" alt="" width="250" height="167" /></p>
<p><em>Por Melissa Yabuki</em></p>
<p>Um tribunal. Uma igreja destruída com objetos sujos de sangue. Corpos de adultos e criança cobertos no meio do que era um vilarejo, agora destruído. São os primeiros minutos das cenas do filme <em>Tribunal Congo</em>, projeto do encenador suíço Milo Rau. Inédita no Brasil, a produção foi exibida na programação da 5ª MITsp &#8211; Mostra Internacional de Teatro de São Paulo, no espaço Anexo do Espaço Itaú, na última quinta-feira (8).</p>
<p>Rau, fundador da companhia de produção  <em>International</em> <em>Institute of Political murder (IIPM,)</em> criou o projeto <em>Tribunal Congo</em> após quatro meses de pesquisa e preparação. O tribunal fictício realizado em um colégio de <em>Bukavu</em>, no Congo, é protagonizado por figuras reais como o advogado Sylvestre Bisimwa<em>, </em>que investiga o estupro em massa na cidade de Minova, além de juízes, ativistas, testemunhas e vítimas. O próprio diretor abre a tribuna para o auditório lotado com a população e autoridades locais para um “espaço aberto a todos para serem ouvidos e ouvirem as histórias”.</p>
<p>A guerra civil, que ocorre na região dos Grandes Lagos, no Congo, já matou mais de seis milhões de civis, desde 1996, num complexo jogo de poder politico entre estado, exército nacional, empresas mineradoras estrangeiras e grupos armados.</p>
<p>Entre várias testemunhas presentes no tribunal e depoimento gravados, um padre questiona a “proteção recebida” pelas tropas das Nação Unidas diante do ataque sofrido pelas milícias ao vilarejo <em>Mutarule</em>.  O conselheiro local da ONU rebate: “ As tropas da ONU não estão autorizados a combater grupos armados”, deixando ainda mais perturbador o cenário atual local do Leste congolês.</p>
<p>Um dos pontos mais inquietantes no tribunal foi apresentado pela testemunha anônima J, ex- minerador, vestido numa roupa similar de proteção radioativa. Ele conta que, com a chegada da empresa multinacional, foi expulso, perdendo emprego e condições de vida, o que o levou a entrar para um grupo armado em busca de justiça e recurso. Ao ser indagado sobre a situação, J culpa autoridades locais pela fragilidade e impotência para controlar o comércio internacional. Ao ser questionado se o grupo admite o estupro em massa, ele afirma: “da mesma forma como o Exército Nacional faz”.</p>
<p>“O tribunal deixou de ser uma criação nossa, mas passou a ser do público”, conta a dramaturga e pesquisadora Eva-Maria Bertschy, assistente do diretor, que participou da conversa após a exibição ser finalizada sob aplausos eloquentes.</p>
<p>Durante a conversa, um congolês presente na plateia perguntou o motivo de não ter sido concedido espaço às autoridades do governo local, presente na tribuna, para se manifestar no final da audiência, “já que eles teriam todas as informações nas mãos”.</p>
<p>Segundo Bertschy, o Governo apesar de ter tido o espaço da fala, teve um discurso politizado demais e “não conseguimos encaixar suas palavras no contexto”.</p>
<p>Ela ainda destacou que, para ao lançamento do filme em 2017, a equipe voltou ao local das filmagens e o exibiu para mais de 300 civis congoleses de uma igreja local. “Muitos se apoderaram do filme como sendo o filme deles, pois ele não só deixou de promover a experiência de muitos presentes, mas deixou pública a situação”.</p>
<p>A equipe de Rau continua engajada no projeto e segue na divulgação do filme e no apoio financeiro e logístico das áreas locais da filmagem. Promoção para o apoio para outros tribunais em outros países e uma discussão de uma criação de um parlamento global diante da ONU e da União Europeia também estão sendo levados em consideração.</p>
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		<title>Tom político domina debate sobre curta estrangeiro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[maducato_admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 12 Mar 2018 17:52:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Não categorizado]]></category>
		<category><![CDATA[Assembleia Geral: Democracia e representação no mundo contemporâneo]]></category>
		<category><![CDATA[Laboratório de Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Milo Rau]]></category>
		<category><![CDATA[Olhares Críticos]]></category>
		<category><![CDATA[Tribunal Congo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Matheus Lopes Quirino “Em Assembleia Geral as pessoas seguem o ritmo de funcionamento de um parlamento clássico; suas discussões são respaldadas pela ideia de trazer bom conteúdo e criar reflexões sem precisar, obstinadamente, pensar em ‘novas estruturas’”, sintetiza Eva-Maria Berstchy no debate sobre o projeto-documentário do diretor suíço Milo Rau. Assembleia Geral: Democracia e representação [...]</p>
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<p><em>Matheus Lopes Quirino </em></p>
<p>“Em <em>Assembleia Geral</em> as pessoas seguem o ritmo de funcionamento de um parlamento clássico; suas discussões são respaldadas pela ideia de trazer bom conteúdo e criar reflexões sem precisar, obstinadamente, pensar em ‘novas estruturas’”, sintetiza Eva-Maria Berstchy no debate sobre o projeto-documentário do diretor suíço Milo Rau. A<em>ssembleia Geral: Democracia e representação no mundo contemporâneo</em>, realizado em conjunto com o International Institute of Political Murder, foi debatido no Goethe-Institut São Paulo, na última quinta-feira (8).</p>
<p>Pontos de vista distintos acerca de política como forma de manifestação nas artes se chocaram no evento. Sob mediação do curador Benjamin Seroussi, o debate contou com a pesquisadora Eva-Maria Berstchy, da Universidade de Belas Artes de Berna, Lucio Bellentani, militante e ex-metalúrgico, e Diego Costa, presidente do Instituto Ordem Livre.</p>
<p>Segundo Berstchy, a proposta de Rau abrange outras formas de pensar a democracia representativa. Na <em>Assembleia Geral</em> realiza-se um grande encontro com delegados de sessenta países com o objetivo de dar espaço de fala para quem quisesse questionar a forma de conduta da estrutura política global. Questões sociais, raciais e LGBTS apresentadas por personagens bastante heterogêneos derem diversidade ao documentáro.</p>
<p>Bellentani, que também participou das filmagens de <em>Assembleia Geral</em>, criticou a fragilidade da ideia de “democracia do Estado em ditaduras”. Ao fazer um paralelo com o período no Brasil ele deu aos espectadores uma indagação a respeito dos valores democráticos atuais.</p>
<p>Da plateia, Amílcar Packer discorreu uma fervorosa análise sobre o poderio pernóstico das estruturas das multinacionais e seus impactos quando as democracias são frágeis.</p>
<p>Já Diego Costa, sob uma ótica menos radical, provocou, com exemplos brasileiros, sobre como funciona a dependência da política ao teatro.  “A política real, sem maquiagem, apresenta lances de ‘dor e sofrimento’, sendo que o papel dos políticos é atuar em tempo integral, a não ser quando estão fora do Congresso”. Costa, que se diz um liberal convicto, também criticou a atual postura do Movimento Brasil Livre (MBL) classificando o marketing político do grupo como “uma manipulação simbólica”.</p>
<p><strong>Contrapontos estéticos</strong></p>
<p>Após os depoimentos e perguntas, as críticas teatrais Luciana Ramagnolli e Daniele Small indagaram sobre o ponto de convergência do debate &#8211; até então em essencialmente político &#8211; com questões de condução da <em>Assembleia </em>de Milo Rau sob uma visão especificamente teatral. A reposta foi perpassada pela ótica geral de “o homem é um animal político” e, portanto, ele atua em busca de seus interesses; houve um consenso dos debatedores sobre a impossibilidade de separar forma e conteúdo. Ainda segundo Small: “o tom político tomou conta das questões formais do debate, pois quando estes debates artísticos tocam em temas tão pungentes é impossível estas questões não virem à tona”.</p>
<p>Para Berstchy, comparando esteticamente as propostas de <em>Assembleia Geral</em> com <em>Tribunal do Congo, </em>que também é objeto de crítica da 5ªMITsp, “esta é uma forma que a gente já fez em 2017, antes de <em>Assembleia Geral, </em>que foi o <em>Tribunal do Congo. </em>Nós copiamos a forma de um tribunal e, agora, ampliamos sobre o funcionamento de um parlamento, é muito interessante observar esta estrutura”.</p>
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		<title>Novo livro de Achille Mbembe é tema de mesa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[maducato_admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 12 Mar 2018 17:51:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Não categorizado]]></category>
		<category><![CDATA[Achille Mbembe]]></category>
		<category><![CDATA[José Fernando Azevedo]]></category>
		<category><![CDATA[Mesa-redonda: O devir negro do mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Necropolítica]]></category>
		<category><![CDATA[Peter Pál Pelbart]]></category>
		<category><![CDATA[Rosane Borges]]></category>
		<category><![CDATA[Tatiana Roque]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Wesley Ribeiro A consciência do corpo negro no mundo, suas liberdades e a conscientização de uma esquerda unificada com uma nova noção identitária de classes foram os pontos principais da mesa redonda O Devir Negro no Mundo, que compõe a programação da 5ª MITsp - Mostra Internacional de Teatro de São Paulo, e ocorreu [...]</p>
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<p><em>Por Wesley Ribeiro</em></p>
<p>A consciência do corpo negro no mundo, suas liberdades e a conscientização de uma esquerda unificada com uma nova noção identitária de classes foram os pontos principais da mesa redonda <em>O Devir Negro no Mundo, </em>que compõe a programação da 5ª MITsp &#8211; Mostra Internacional de Teatro de São Paulo, e ocorreu na tarde da última quarta-feira (7), no Itaú Cultural.</p>
<p>José Fernando Azevedo, Rosane Borges e Tatiana Roque discutiram os temas abordados da obra do camaroense Achille Mbembe, <em>Necropolítica</em>, que trata do conceito de negro e do homem mercadoria. A conversa foi mediada pelo filósofo</p>
<p>.</p>
<p>A primeira a falar na mesa foi a jornalista e professora de comunicação Rosane Borges, que abordou o livro para se referir às relações perigosas do neoliberalismo no momento atual e a nova colocação dos corpos e do corpo negro em um sistema onde todo corpo vale como moeda de troca. “Aqueles não negros começarão a sentir agora uma condição universal da negritude. Tudo que o povo negro sentiu durante a sociedade moderna, toda subalternização que sofreu este corpo, encarado como aquele com o qual se pode fazer tudo, sem pedir perdão”, afirmou a jornalista, ao falar sobre a condição humana dentro do capitalismo em sua forma bruta.</p>
<p>Borges também criticou a falta de responsabilidade ética do estado brasileiro com os seus civis, denunciando o genocídio negro ocasionado pelo sistema militarizado de segurança pública para uma plateia que esgotou os ingressos com bastante antecedência e que assistia atentamente e com sinais de êxtase toda a sua fala.</p>
<p>Em seguida, a filósofa e professora Tatiana Roque fez sua intervenção respeitando o local de fala. Ela fez uma ligação entre a ideia do devir negro no mundo e o devir das minorias dentro do contexto do mundo atual.</p>
<p>Para Roque, a ideia universal da luta de classes está em conflito com as novas lutas identitárias, o que prejudica muito a esquerda. “Nós vemos militantes da esquerda se referindo aos militantes lgbt, negros e feministas como indivíduos que estão fragmentando a esquerda e suas lutas”, criticou Roque.</p>
<p>Na última fala da mesa, o filósofo e professor de dramaturgia José Fernando Azevedo falou sobre o reconhecimento de si como um corpo negro e como se pode perceber a diferença nos olhares dos corpos, ao ponto em que “se possa reconhecer os que nos veem como um corpo inimigo”.</p>
<p>Emocionado, o dramaturgo contou histórias sobre sua experiência no teatro e na filosofia, entre elas, ao ir a um terreiro de candomblé. Neto de mãe de santo, Azevedo nunca havia ido a uma cerimônia, e sua ida ocorreu para estudos antropológicos. Fazendo brincadeiras entre o místico e o fato dele ser um filósofo de escola alemã, contou como foi a sua experiência com o transe, e como este estado é um convívio entre aqueles que estão aqui e os que já se foram. “Essas vozes voltam e voltam porque reclamam justiça”, disse.</p>
<p>Na conclusão da sua fala e da mesa, Azevedo chamou atenção para a consciência escravocrata que existe no pensamento do brasileiro: “Nos defrontamos todo o tempo com sintomas desse fantasma, que convive e define a forma de convívio e sociabilidade no nosso país, onde não somos a minoria, somos quase todos negros.”</p>
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