{"id":10341,"date":"2020-06-03T18:06:49","date_gmt":"2020-06-03T21:06:49","guid":{"rendered":"https:\/\/mitsp.org\/2020\/?p=10341"},"modified":"2020-06-03T18:08:21","modified_gmt":"2020-06-03T21:08:21","slug":"escuta-das-historias-vozes-silencios-e-lutas-em-paisagens-sonoras-por-wellington-junior","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mitsp.org\/2020\/escuta-das-historias-vozes-silencios-e-lutas-em-paisagens-sonoras-por-wellington-junior\/","title":{"rendered":"A escuta das hist\u00f3rias: vozes, sil\u00eancios e lutas em paisagens sonoras  <h6>por Wellington J\u00fanior<\/h6>"},"content":{"rendered":"<h3>A escuta das hist\u00f3rias: vozes, sil\u00eancios e lutas em paisagens sonoras<\/h3>\n<h6>por Wellington J\u00fanior<\/h6>\n<p><img class=\"alignnone size-large wp-image-9608\" src=\"https:\/\/mitsp.org\/2020\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/49628571918_8386e0ec86_o-1024x717.jpg\" alt=\"S\u00e1bado Descontra\u00eddo @Guto Muniz\" width=\"1024\" height=\"717\" srcset=\"https:\/\/mitsp.org\/2020\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/49628571918_8386e0ec86_o-200x140.jpg 200w, https:\/\/mitsp.org\/2020\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/49628571918_8386e0ec86_o-300x210.jpg 300w, https:\/\/mitsp.org\/2020\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/49628571918_8386e0ec86_o-400x280.jpg 400w, https:\/\/mitsp.org\/2020\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/49628571918_8386e0ec86_o-600x420.jpg 600w, https:\/\/mitsp.org\/2020\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/49628571918_8386e0ec86_o-768x538.jpg 768w, https:\/\/mitsp.org\/2020\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/49628571918_8386e0ec86_o-800x560.jpg 800w, https:\/\/mitsp.org\/2020\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/49628571918_8386e0ec86_o-1024x717.jpg 1024w, https:\/\/mitsp.org\/2020\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/49628571918_8386e0ec86_o-1200x840.jpg 1200w, https:\/\/mitsp.org\/2020\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/49628571918_8386e0ec86_o-1536x1075.jpg 1536w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/p>\n<blockquote><p><i>A pol\u00edtica \u00e9 uma techn\u00e9, pertence \u00e0s artes e pode ser equiparada a atividades como a medicina (healing) ou a navega\u00e7\u00e3o, onde, tal como na performance do dan\u00e7arino ou do ator, o \u2018produto\u2019 final \u00e9 id\u00eantico \u00e0 pr\u00f3pria performance.\u00a0<\/i><\/p>\n<p><strong>Hannah Arendt<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na maior parte das artes modernas, o som \u00e9 o \u00fanico elemento constituinte da linguagem art\u00edstica que se projeta facilmente al\u00e9m da quarta parede \u2013 em um palco ou uma tela \u2013 e mergulha no p\u00fablico. Seja pelo uso dos canais da parte de tr\u00e1s das plateias em uma configura\u00e7\u00e3o cinematogr\u00e1fica de \u00e1udio 5.1, seja pelo uso estrat\u00e9gico de alto-falantes colocados em um cinema, o som pode atrair nossa aten\u00e7\u00e3o ou girar escondido em torno de n\u00f3s.<\/p>\n<p>Com que finalidade essa sonoridade media nosso envolvimento com o ambiente espetacular e a sociedade como um todo? J\u00e1 houve no teatro v\u00e1rias experi\u00eancias com a sonoridade, seja atrav\u00e9s de fones de ouvido, da experi\u00eancia do sil\u00eancio ou das disposi\u00e7\u00f5es espaciais\/edi\u00e7\u00f5es do material sonoro na cena. Cada pe\u00e7a tem uma abordagem sonora diferente, mas todas nos for\u00e7am a filtrar nossos pontos de vista para ver\/ouvir o que muitas vezes se esconde \u201c\u00e0 vista\u201d de todos. Aqui nesse texto vou analisar os espet\u00e1culos <a href=\"https:\/\/mitsp.org\/2020\/sabado-descontraido\/\"><i>S\u00e1bado Descontra\u00eddo<\/i><\/a> e <a href=\"https:\/\/mitsp.org\/2020\/contos-imorais-parte-1-casa-mae\/\"><i>Contos Imorais \u2013 Parte 1: Casa M\u00e3e<\/i><\/a> por seus atravessamentos com suas paisagens sonoras e lutas hist\u00f3ricas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>As vozes do grito\u00a0<\/b><\/p>\n<p>O espet\u00e1culo <a href=\"https:\/\/mitsp.org\/2020\/sabado-descontraido\/\"><i>S\u00e1bado Descontra\u00eddo<\/i><\/a>, da atriz Doroth\u00e9e Munyaneza, tensiona palavras, dan\u00e7a e m\u00fasica para desvelar a hist\u00f3ria do genoc\u00eddio de Ruanda que for\u00e7ou a atriz a sair de sua casa em Kigali aos 12 anos. Ela descreve como 800.000 pessoas morreram em apenas 100 dias; como ela perdeu amigos e familiares; como ela, o pai e o irm\u00e3o escaparam para o campo, vestindo roupas cheias de piolhos e dormindo ao ar livre em uma lona.<\/p>\n<p>A encena\u00e7\u00e3o traz para o centro do debate as narrativas sonoras que em cada cena v\u00e3o amplificando a trag\u00e9dia pessoal de v\u00e1rias fam\u00edlias. Um r\u00e1dio \u00e9 o foco das tens\u00f5es sociais a partir de suas not\u00edcias e de suas m\u00fasicas. Em cena, Doroth\u00e9e Munyaneza e Nadia Beugr\u00e9 evocam testemunhos dessas narrativas de resist\u00eancia enquanto o m\u00fasico Kamal Hamadache cria sons que tensionam as vozes das atrizes.<\/p>\n<p>Assistindo ao espet\u00e1culo, notamos a atual import\u00e2ncia de obras que transitam entre imagem e som. Instala\u00e7\u00f5es sonoras, objetos musicais, som 3D, ru\u00eddos auto gerados e jogos s\u00f4nicos interativos constituem um grupo heterog\u00eaneo de obras que passaram, nas \u00faltimas d\u00e9cadas, a atingir um alcance maior. S\u00e3o obras que exploram as adjac\u00eancias conceituais da escuta. A instala\u00e7\u00e3o sonora proposta pela encena\u00e7\u00e3o de <a href=\"https:\/\/mitsp.org\/2020\/sabado-descontraido\/\"><i>S\u00e1bado Descontra\u00eddo<\/i><\/a> nos desloca constantemente entre as imagens corporais que produzem sons\/palavras e o dispositivo sonoro utilizado pelo m\u00fasico.<\/p>\n<p>Esse ir e vir entre sonoridades \u00e9 tamb\u00e9m o processo de montagem das narrativas na dramaturgia. S\u00e3o os gritos dessas fam\u00edlias que explodem como fantasmas da hist\u00f3ria de Ruanda. O dispositivo sonoro altera os objetos de cena (facas, peda\u00e7os de pau) e inventa uma nova pol\u00edtica de uso desses instrumentos do cotidiano. O som do espet\u00e1culo \u00e9 um ouvido das hist\u00f3rias, seja por suas vozes, gritos de resist\u00eancia, seja pelos instrumentos de lutas (facas, peda\u00e7os de pau).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Paisagens sonoras\u00a0<\/b><\/p>\n<p>O espet\u00e1culo <a href=\"https:\/\/mitsp.org\/2020\/contos-imorais-parte-1-casa-mae\/\"><i>Contos Imorais \u2013 Parte 1: Casa M\u00e3e<\/i><\/a> foi criado no ano de 2017 na Documenta 14 de Kassel e \u00e9 a primeira parte de uma trilogia. Phia M\u00e9nard segue os caminhos de uma super-mulher-punk que objetiva construir uma casa e ao final perceber suas ru\u00ednas. A personagem vai montando por etapas essa casa de papel\u00e3o. Na medida em que constr\u00f3i, vamos observando as fragilidades do material e de sua estrutura de sustenta\u00e7\u00e3o, at\u00e9 que tudo se rompe. Essa \u00e9 a composi\u00e7\u00e3o da imagem da cena \u2013 a constru\u00e7\u00e3o e a destrui\u00e7\u00e3o dessa casa de papel\u00e3o que em um determinado momento perceberemos que \u00e9 o Partenon grego.<\/p>\n<p><img class=\"alignnone size-large wp-image-6021\" src=\"https:\/\/mitsp.org\/2020\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/Maison-Mere\u00a9\ufe0fJean-Luc-Beaujault-1024x597.jpg\" alt=\"Maison Mere \u00a9\ufe0fJean Luc Beaujault\" width=\"1024\" height=\"597\" srcset=\"https:\/\/mitsp.org\/2020\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/Maison-Mere\u00a9\ufe0fJean-Luc-Beaujault-200x117.jpg 200w, https:\/\/mitsp.org\/2020\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/Maison-Mere\u00a9\ufe0fJean-Luc-Beaujault-300x175.jpg 300w, https:\/\/mitsp.org\/2020\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/Maison-Mere\u00a9\ufe0fJean-Luc-Beaujault-400x233.jpg 400w, https:\/\/mitsp.org\/2020\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/Maison-Mere\u00a9\ufe0fJean-Luc-Beaujault-600x350.jpg 600w, https:\/\/mitsp.org\/2020\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/Maison-Mere\u00a9\ufe0fJean-Luc-Beaujault-768x448.jpg 768w, https:\/\/mitsp.org\/2020\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/Maison-Mere\u00a9\ufe0fJean-Luc-Beaujault-800x467.jpg 800w, https:\/\/mitsp.org\/2020\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/Maison-Mere\u00a9\ufe0fJean-Luc-Beaujault-1024x597.jpg 1024w, https:\/\/mitsp.org\/2020\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/Maison-Mere\u00a9\ufe0fJean-Luc-Beaujault.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/p>\n<p>Enquanto essa composi\u00e7\u00e3o vai se estabelecendo, temos o sil\u00eancio e alguns sons que explodem como a queda de um muro sonoro que, ao cair, nos liberta das certezas das imagens. A contempla\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es de Phia M\u00e9nard \u00e9 acompanhada tamb\u00e9m de uma paisagem sonora.<\/p>\n<p>A paisagem sonora (<i>soundscape<\/i>) \u00e9 um conceito forjado no contexto dos estudos de ecologia ac\u00fastica pelo musicista e ambientalista canadense Murray Schafer. O termo se refere tanto ao ambiente natural ac\u00fastico, sons geof\u00edsicos, org\u00e2nicos, como aos sons de animais, al\u00e9m dos sons de espa\u00e7os p\u00fablicos urbanos, conversas humanas, composi\u00e7\u00f5es musicais, m\u00e1quinas e aparelhos em funcionamento. Circunscreve todas as manifesta\u00e7\u00f5es de som, suas combina\u00e7\u00f5es e as camadas que se sobrep\u00f5em em sincronicidade num mesmo ambiente. Esta \u201cearcology\u201d procura estudar as rela\u00e7\u00f5es complexas entre ambientes sociais, sonoros e est\u00e9ticos (SCHAFER:1968).<\/p>\n<p>No contexto da arte, as paisagens sonoras s\u00e3o muitas vezes mistos de sons naturais, processados e artificiais. S\u00e3o obras que criam sensa\u00e7\u00f5es de ambientes ac\u00fasticos particulares, ambientes imersivos. Obras de paisagem sonora se relacionam diretamente com a arte da instala\u00e7\u00e3o e muitas vezes s\u00e3o constru\u00eddas para o lugar (<i>site specific<\/i>). No trabalho de\u00a0 Phia M\u00e9nard, observamos esse car\u00e1ter imersivo quando identificamos (ou quando a obra cria) dist\u00farbios na contempla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Neste espet\u00e1culo, o espa\u00e7o passa por um processo de ressignifica\u00e7\u00e3o, pois ele se faz e se desfaz revelando sua materialidade perec\u00edvel. H\u00e1 um tensionamento no espa\u00e7o ac\u00fastico da encena\u00e7\u00e3o a partir dos embates entre sil\u00eancio e ru\u00eddo (entre o vazio do sil\u00eancio e o imperme\u00e1vel do muro sonoro do ru\u00eddo). Os dados f\u00edsicos do espa\u00e7o (a partir da instala\u00e7\u00e3o das caixas de som no teatro) passam a fazer parte da teia conceitual do processo art\u00edstico, mostrando como a imers\u00e3o na paisagem sonora se apresenta para o espectador. Somos fisgados e ao mesmo tempo detidos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>A luta da escuta<\/b><\/p>\n<p>A escuta pensada como um lugar de atravessamento pelo \u00e2mbito do mundo que rodeia as pessoas: pela hist\u00f3ria do mundo ocidental e pela mem\u00f3ria dos sujeitos. O fora da cena (o entorno) se apresenta na espessura interna dessas paisagens sonoras. Os espet\u00e1culos <a href=\"https:\/\/mitsp.org\/2020\/sabado-descontraido\/\"><i>S\u00e1bado Descontra\u00eddo<\/i><\/a> e <a href=\"https:\/\/mitsp.org\/2020\/contos-imorais-parte-1-casa-mae\/\"><i>Contos Imorais \u2013 Parte: Casa M\u00e3e<\/i><\/a> s\u00e3o atravessados pelas imagens da localidade e pelas quest\u00f5es sociais, pol\u00edticas e econ\u00f4micas que o horizonte de seus dispositivos sonoros colocam em jogo.<\/p>\n<p>Estes dispositivos sonoros produzem e reproduzem o real fraturado pelos corpos, pelas hist\u00f3rias. Eles recortam as imagens sonoras da realidade natural, urbana, dos corpos, para organiz\u00e1-las e distribu\u00ed-las aos espectadores. No mais puro dos postulados fenomenol\u00f3gicos, o trabalho sobre a percep\u00e7\u00e3o engaja um trabalho sobre a concep\u00e7\u00e3o: ele demanda uma elabora\u00e7\u00e3o ou uma reelabora\u00e7\u00e3o das maneiras de compreender sons e imagens.<\/p>\n<p>Essa reelabora\u00e7\u00e3o das paisagens sonoras nos faz refletir de que modo podemos repensar a pol\u00edtica hoje; requer uma reformula\u00e7\u00e3o radical das rela\u00e7\u00f5es quase ontol\u00f3gicas no imagin\u00e1rio pol\u00edtico ocidental entre movimento e cidade. Nossas rela\u00e7\u00f5es de conv\u00edvio nas cidades est\u00e3o retratadas nas cenas desses dois trabalhos apresentados na MIT-SP a partir das percep\u00e7\u00f5es sonoras e ativando novas experi\u00eancias de escuta \u2013 uma escuta com o outro, uma escuta compartilhada como uma experi\u00eancia democr\u00e1tica \u2013, um movimento de ir e vir na escuta. .<\/p>\n<p>Nos espet\u00e1culos\u00a0 <a href=\"https:\/\/mitsp.org\/2020\/sabado-descontraido\/\"><i>S\u00e1bado Descontra\u00eddo<\/i><\/a> e <a href=\"https:\/\/mitsp.org\/2020\/contos-imorais-parte-1-casa-mae\/\"><i>Contos Imorais \u2013 Parte: Casa M\u00e3e<\/i><\/a><i>, <\/i>vemos essas paisagens sonoras serem constru\u00eddas a partir de instala\u00e7\u00f5es sonoras e seus dispositivos espaciais \u2013 uma arquitetura de sonoridades da cidade, da p\u00f3lis. As hist\u00f3rias s\u00e3o escutadas a partir de outras percep\u00e7\u00f5es da cidade e da cidadania. Ent\u00e3o podemos, nessa pol\u00edtica da escuta, trazer uma paisagem sonora das vozes e silenciamentos esquecidos nas hist\u00f3rias oficiais. Ouvir tamb\u00e9m pode nos permitir criar mundos completamente diferentes em nossas cabe\u00e7as.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas<\/b><\/p>\n<h6>ARENDT, Hannah. <i>The Human Condition<\/i>. 2. ed. Chicago: University of Chicago Press, 1998.<\/h6>\n<h6>CAGE, John. <i>De Segunda a Um Ano<\/i>. Trad. Rog\u00e9rio Duprat. SP, Ed. Hucitec, 1985.<\/h6>\n<h6>CAMPOS, Augusto de. <i>M\u00fasica de Inven\u00e7\u00e3o<\/i>, Editora Perspectiva, S\u00e3o Paulo, Brasil, 1998.<\/h6>\n<h6>CAMPESATO, L\u00edlian. <i>Arte Sonora: Uma Metamorfose das Musas<\/i>. CMU. S\u00e3o Paulo: USP, 2007.<\/h6>\n<h6>SCHAFER, R. Murray. <i>O Ouvido Pensante<\/i>. S\u00e3o Paulo: Unesp, 1997.<\/h6>\n<h6>SCHAFER, R. Murray. <i>A Afina\u00e7\u00e3o do Mundo<\/i>. Uma explora\u00e7\u00e3o pioneira pela hist\u00f3ria passada e pelo atual estado do mais negligenciado aspecto do nosso ambiente: a paisagem sonora. S\u00e3o Paulo: Editora UNESP, 2001.<\/h6>\n<h6>WISHART, Trevor. <i>On Sonic Art<\/i>. New York, USA: Routledge, 1996.<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A escuta das hist\u00f3rias: vozes, sil\u00eancios e lutas em paisagens sonoras por Wellington J\u00fanior A [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":9608,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[8],"tags":[99,105],"yst_prominent_words":[],"acf":{"synopsis":"","age_restriction":"0","duration":"","director":"","teaser_url":"","payment_type":"free","purchase_url":"","places":false,"activities":"","payment_info":"","live":false},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/mitsp.org\/2020\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10341"}],"collection":[{"href":"https:\/\/mitsp.org\/2020\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/mitsp.org\/2020\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mitsp.org\/2020\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mitsp.org\/2020\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10341"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/mitsp.org\/2020\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10341\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mitsp.org\/2020\/wp-json\/wp\/v2\/media\/9608"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/mitsp.org\/2020\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10341"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/mitsp.org\/2020\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10341"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/mitsp.org\/2020\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10341"},{"taxonomy":"yst_prominent_words","embeddable":true,"href":"https:\/\/mitsp.org\/2020\/wp-json\/wp\/v2\/yst_prominent_words?post=10341"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}