{"id":10161,"date":"2020-03-25T15:20:30","date_gmt":"2020-03-25T18:20:30","guid":{"rendered":"https:\/\/mitsp.org\/2020\/?p=10161"},"modified":"2020-03-25T20:07:21","modified_gmt":"2020-03-25T23:07:21","slug":"stabat-absentia-por-clovis-domingos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mitsp.org\/2020\/stabat-absentia-por-clovis-domingos\/","title":{"rendered":"<em>Stabat Absentia<\/em> <h6>por Cl\u00f3vis Domingos<\/h6>"},"content":{"rendered":"<h3><em>Stabat Absentia<\/em><\/h3>\n<h6>por Cl\u00f3vis Domingos<\/h6>\n<p><img class=\"alignnone wp-image-10159 size-large\" src=\"https:\/\/mitsp.org\/2020\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/49657920326_eeee4d583d_o-1024x717.jpg\" alt=\"Desmontagem de Stabat Mater @Guto Muniz\" width=\"1024\" height=\"717\" srcset=\"https:\/\/mitsp.org\/2020\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/49657920326_eeee4d583d_o-200x140.jpg 200w, https:\/\/mitsp.org\/2020\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/49657920326_eeee4d583d_o-300x210.jpg 300w, https:\/\/mitsp.org\/2020\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/49657920326_eeee4d583d_o-400x280.jpg 400w, https:\/\/mitsp.org\/2020\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/49657920326_eeee4d583d_o-600x420.jpg 600w, https:\/\/mitsp.org\/2020\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/49657920326_eeee4d583d_o-768x538.jpg 768w, https:\/\/mitsp.org\/2020\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/49657920326_eeee4d583d_o-800x560.jpg 800w, https:\/\/mitsp.org\/2020\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/49657920326_eeee4d583d_o-1024x717.jpg 1024w, https:\/\/mitsp.org\/2020\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/49657920326_eeee4d583d_o-1200x840.jpg 1200w, https:\/\/mitsp.org\/2020\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/49657920326_eeee4d583d_o-1536x1075.jpg 1536w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/p>\n<p>Dentro da vasta programa\u00e7\u00e3o oferecida na MITsp, o eixo <a href=\"https:\/\/mitsp.org\/2020\/olhares-criticos\/\">Olhares Cr\u00edticos<\/a> merece um destaque especial por estar sempre aproximando e instigando o contato entre artistas, obras, espectadores e renomados pensadores e ativistas, atrav\u00e9s do desafiante exerc\u00edcio de se pensar os caminhos da cena contempor\u00e2nea. A realiza\u00e7\u00e3o de debates, as conversas p\u00fablicas, a produ\u00e7\u00e3o de cr\u00edticas di\u00e1rias, o lan\u00e7amento de livros, entre outras a\u00e7\u00f5es, s\u00e3o gestos que expandem o fazer teatral e suas poss\u00edveis reverbera\u00e7\u00f5es para al\u00e9m dos espet\u00e1culos apresentados. Nesses Olhares Cr\u00edticos, cujas implica\u00e7\u00f5es art\u00edsticas, pol\u00edticas e sociais s\u00e3o postas em relevo e interlocu\u00e7\u00e3o, s\u00e3o propostos cruzamentos te\u00f3ricos e di\u00e1logos transversais que acarretam deslocamentos, geram aprendizagens, ampliam discursividades, permitem a irrup\u00e7\u00e3o de conflitos e reafirmam o teatro como l\u00f3cus privilegiado para a produ\u00e7\u00e3o de pensamento.<\/p>\n<p>Na atual edi\u00e7\u00e3o, que contou mais uma vez com a curadoria de Daniele Avila Small e Luciana Eastwood Romagnolli, a pesquisadora em foco foi a atriz, diretora e dramaturga Janaina Leite, que atrav\u00e9s de seu trabalho <a href=\"https:\/\/mitsp.org\/2020\/stabat-mater\/\"><i>Stabat Mater<\/i><\/a> (em latim,<i> \u201c<\/i>estava a m\u00e3e\u201d<i>) <\/i>aborda quest\u00f5es sobre a sexualidade feminina, o poder patriarcal, a idealiza\u00e7\u00e3o do amor materno no seio da sociedade, as rela\u00e7\u00f5es entre sagrado e profano, os tabus sexuais, al\u00e9m de outras tem\u00e1ticas que articulam cria\u00e7\u00e3o po\u00e9tica e utiliza\u00e7\u00e3o de materiais autobiogr\u00e1ficos. Na sinopse do espet\u00e1culo pode-se ler o seguinte trecho: \u201cJanaina divide a cena com a sua m\u00e3e real e um ator porn\u00f4, discutindo o prot\u00f3tipo de um feminino que se constr\u00f3i entre a abnega\u00e7\u00e3o e o masoquismo\u201d. Tanto o espet\u00e1culo como a pesquisa realizada pela artista foram temas de <a href=\"https:\/\/mitsp.org\/2020\/o-corpo-da-mulher-suas-representacoes-e-coragem-da-verdade\/\">mesas redondas<\/a>, al\u00e9m da apresenta\u00e7\u00e3o de uma <a href=\"https:\/\/mitsp.org\/2020\/desmontagem-de-stabat-mater\/\">desmontagem c\u00eanica<\/a>.<\/p>\n<p>Como a\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica e compartilhamento de procedimentos e princ\u00edpios de cria\u00e7\u00e3o, a desmontagem, como pr\u00e1tica teatral, vem sendo largamente utilizada por in\u00fameros grupos latino-americanos que se interessam por pesquisa de linguagem, pedagogias de atua\u00e7\u00e3o e estrat\u00e9gias de media\u00e7\u00e3o com o p\u00fablico. Segundo a pesquisadora Ileana Di\u00e9guez, desde a d\u00e9cada de 1990, na Am\u00e9rica Latina, assistimos a demonstra\u00e7\u00f5es de processos pr\u00e1ticos por grupos e artistas em sess\u00f5es de trabalho que ocorrem ap\u00f3s o espet\u00e1culo e que visam partilhar elementos de composi\u00e7\u00e3o que foram utilizados durante a feitura das obras, assim como as rela\u00e7\u00f5es constru\u00eddas, os materiais descartados, os trajetos percorridos e as escolhas e decis\u00f5es presentes na estrutura final.<\/p>\n<p>Numa sess\u00e3o de desmontagem h\u00e1 infinitas possibilidades de se apresentar um percurso criativo: pode-se optar por uma forma mais espetacular, por uma fala e leitura de di\u00e1rios de cria\u00e7\u00e3o, por um ensaio aberto etc.<\/p>\n<p>No caso de <i>Stabat Mater<\/i>, h\u00e1 um ponto significativo a ser destacado: trata-se de uma pe\u00e7a-palestra que em sua constru\u00e7\u00e3o dramat\u00fargica j\u00e1 opera por narrativas e atravessamentos muito pr\u00f3ximos a uma desmontagem c\u00eanica, tensionando dessa forma processo e produto, teoria e pr\u00e1tica, arte e vida. Nesse document\u00e1rio c\u00eanico, as mem\u00f3rias e afetos s\u00e3o mobilizados e expostos, os limites assumidos, as descobertas e reflex\u00f5es s\u00e3o feitas entre uma cena e outra, e fatos da vida pessoal da artista s\u00e3o reencenados est\u00e9tica e simbolicamente. H\u00e1 um desnudamento em cena atrav\u00e9s da manipula\u00e7\u00e3o de hist\u00f3rias pessoais, um transitar entre o real e o ficcional, entre o individual e o coletivo, entre dores e alegrias, que se configura como autoescrituras e reescrituras de si numa po\u00e9tica das fronteiras<i>,<\/i> num zigue-zague entre o \u00edntimo e o p\u00fablico.<\/p>\n<p><b>O que (n\u00e3o) estava l\u00e1<\/b><\/p>\n<p>Na desmontagem proposta por Janaina Leite, somos convidados a ocupar o palco do teatro e nessa proximidade com os dispositivos ofertados presume-se que o objetivo \u00e9 que de fato adentremos pelos labirintos da concep\u00e7\u00e3o do trabalho, n\u00e3o somente como espectadores, mas testemunhas e participantes. A ambienta\u00e7\u00e3o sugere um set de filmagem no qual ao centro se tem uma cama e ao fundo s\u00e3o projetados v\u00eddeos com imagens de conversas e ensaios. Aqui se fundem duas dimens\u00f5es j\u00e1 presentes no espet\u00e1culo: a linguagem audiovisual e a presen\u00e7a c\u00eanica. Uma terceira camada ser\u00e1 o tom confessional, uma vez que esse tamb\u00e9m atravessa a dramaturgia espetacular.<\/p>\n<p>No primeiro v\u00eddeo, vemos a artista explicando \u00e0 sua m\u00e3e sobre o projeto a ser desenvolvido, narrando sonhos com mulheres da fam\u00edlia, compartilhando inquieta\u00e7\u00f5es e de alguma forma a convidando a participar da empreitada. Logo depois, uma luz se acende sobre a cama que ser\u00e1 ocupada por dona Am\u00e1lia Leite (a m\u00e3e) e duas outras criadoras do trabalho que far\u00e3o ali uma entrevista com ela. Nessa conversa, discute-se um pouco da rela\u00e7\u00e3o entre m\u00e3e e filha, como o espet\u00e1culo interferiu em suas vidas, fatos que aconteceram na hist\u00f3ria de Janaina. Passado e presente se interpenetram numa cena in\u00e9dita para quem apenas assistiu ao espet\u00e1culo original. <i>Stabat Mater<\/i>: \u201cA m\u00e3e estava l\u00e1 e ainda est\u00e1\u201d.<\/p>\n<p>Na desmontagem, Am\u00e1lia Leite l\u00ea um conto sobre um falc\u00e3o (um dos materiais de inspira\u00e7\u00e3o para a pe\u00e7a) e Janaina entra depois no espa\u00e7o com um fac\u00e3o na m\u00e3o e se senta junto \u00e0 m\u00e3e para falar dessa estranha rela\u00e7\u00e3o entre o conto e o objeto (o ato falho de se trocar \u201cfalc\u00e3o\u201d por \u201cfac\u00e3o\u201d) \u2013 o fac\u00e3o remete \u00e0 mem\u00f3ria de um estupro sofrido pela atriz na adolesc\u00eancia. Em seguida, Janaina relembra um antigo exerc\u00edcio de teatro ainda na fase juvenil, quando na apresenta\u00e7\u00e3o de uma cena, ao narrar fatos de sua vida, vai furando com um fac\u00e3o o colch\u00e3o. O objeto tamb\u00e9m est\u00e1 no espet\u00e1culo anterior, <i>Conversas com Meu Pai<\/i>, e agora h\u00e1 a sua volta no atual trabalho para se falar de terror, pornografia e profana\u00e7\u00e3o. O fac\u00e3o como objeto que retorna como obsess\u00f5es que perseguem, imagens que se atualizam e embaralham narrativas. Imposs\u00edvel n\u00e3o associar esse trecho da desmontagem (com a reutiliza\u00e7\u00e3o do fac\u00e3o) a todo o percurso da artista em seus trabalhos: o rasgar-se, o expor-se, o revirar-se, o refazer-se, o reinventar-se.<\/p>\n<p>J\u00e1 a cama, como espa\u00e7o simb\u00f3lico, serve de plat\u00f4 para as tem\u00e1ticas do espet\u00e1culo e para a realiza\u00e7\u00e3o da desmontagem: na cama quando dormimos \u00e9 que os sonhos nos visitam e revelam os materiais inconscientemente recalcados, nela as princesas deitadas aguardam o beijo salvador dos pr\u00edncipes t\u00e3o esperados, \u00e9 tamb\u00e9m o lugar no qual o sexo \u00e9 praticado, para alguns \u00e9 o consagrado leito matrimonial, mas tamb\u00e9m poderia ser uma esp\u00e9cie de urna f\u00fanebre.<\/p>\n<p>Na cama o sexo pornogr\u00e1fico muitas vezes \u00e9 filmado. E, na desmontagem assistida, a cama \u00e9 ponto de encontro para conversas, alian\u00e7as femininas (grande parte da equipe estava ali participando), mem\u00f3rias e depoimentos. A cama \u00e9 habitada aqui pela palavra que profana o sil\u00eancio. Nela: o antes, o feminino, a sombra e a cria\u00e7\u00e3o abrem espa\u00e7os penetram, iluminam, se escondem, jorram imagens, gozam mist\u00e9rios e lacunas. <i>Stabat Mater<\/i> e seus \u201cmist\u00e9rios gozosos, dolorosos e gloriosos\u201d. Na cama desse espet\u00e1culo, <i>Stabat Mater<\/i> (estava a m\u00e3e) que morre e ressuscita.<\/p>\n<p>Sobre essa mesma cama escutamos o relato das artistas ao narrarem a filmagem da cena de sexo (que \u00e9 apresentada no espet\u00e1culo), quando um ator profissional foi dirigido por mulheres e experimentou a solid\u00e3o e o constrangimento de se perceber sozinho. As contradi\u00e7\u00f5es se fizeram ecoar: que sujeito ser\u00e1 esse que ao mesmo tempo em que violenta um corpo feminino numa fita porn\u00f4 fala t\u00e3o ternamente de sua m\u00e3e, suas filhas e companheiras?\u00a0 O que estaria em jogo a\u00ed \u00e9: que <i>outro<\/i> ser\u00e1 esse? E mais: o que acontece quando a c\u00e2mera est\u00e1 no comando de uma mulher? Quem dirige a cena agora? Que contra-imagens se produzem? Ainda estaremos no \u00e1rido terreno entre sujeito e objeto? S\u00e3o perguntas que n\u00e3o aceitam respostas simpl\u00f3rias e parecem habitar mais o territ\u00f3rio das complexidades.<\/p>\n<p>Fato \u00e9: no processo de cria\u00e7\u00e3o do trabalho temos a mulher (a m\u00e3e) que permaneceu e o homem (o ator) que abandonou o projeto. Mas \u201cela estava\u201d sempre l\u00e1, mesmo que agora ele n\u00e3o esteja. Por que algu\u00e9m fica e por que algu\u00e9m vai embora? Qual o pre\u00e7o a ser pago por nossos desejos, escolhas e deser\u00e7\u00f5es? \u00c9 poss\u00edvel responder a isso?<\/p>\n<p>Na desmontagem c\u00eanica, Janaina n\u00e3o demonstrou uma t\u00e9cnica espec\u00edfica, mas abriu mais lacunas e puxou outros fios, assumindo incompletudes, expondo incoer\u00eancias e perplexidades, coletivizando vozes, atualizando seus fantasmas. Seja no espet\u00e1culo como na desmontagem: <i>Stabat Absentia <\/i>(em latim, \u201cestava a aus\u00eancia\u201d) continuar\u00e1 a estar. O \u201cpor tr\u00e1s\u201d de um espet\u00e1culo nunca se atinge, nunca se esgota, \u00e9 sempre desejo e puls\u00e3o. O trauma n\u00e3o pode ser superado inteiramente. S\u00e3o seus restos que permitem a emerg\u00eancia de novas po\u00e9ticas quando um pouco de real se transforma em simb\u00f3lico.<\/p>\n<p>Ainda que cartas, documentos, \u00e1udios, imagens e relatos tenham sido apresentados, h\u00e1 algo que fica \u00e0 margem e repousa nas sombras. Da falta pode surgir a cria\u00e7\u00e3o. Na desmontagem proposta pela artista, desmontam-se os ideais de completude, de tudo poder dizer e compreender, h\u00e1 algo que resiste \u00e0 linguagem. Horror e fasc\u00ednio se alternam. O feminino em seu mist\u00e9rio.<\/p>\n<p>Na desmontagem, presentificaram-se as frestas e furos pelos quais a obra respira e se revitaliza. N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel juntar e coser todos os rasgos. A artista, na desmontagem, de alguma forma, gerou algo novo e que ao mesmo tempo retornou ao espet\u00e1culo produzido, \u00e0 sua trajet\u00f3ria, \u00e0 sua hist\u00f3ria de vida. \u201cE a carne se fez Verbo\u201d. Janaina Leite agora vem gerando a si mesma. Ela se torna ent\u00e3o sua m\u00e3e, seu pai, sua filha, seu amante e sua obra.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Stabat Absentia por Cl\u00f3vis Domingos Dentro da vasta programa\u00e7\u00e3o oferecida na MITsp, o eixo Olhares [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":10159,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[8],"tags":[117],"yst_prominent_words":[],"acf":{"synopsis":"","age_restriction":"0","duration":"","director":"","teaser_url":"","payment_type":"free","purchase_url":"","places":false,"activities":"","payment_info":"","live":false},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/mitsp.org\/2020\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10161"}],"collection":[{"href":"https:\/\/mitsp.org\/2020\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/mitsp.org\/2020\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mitsp.org\/2020\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mitsp.org\/2020\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10161"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/mitsp.org\/2020\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10161\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mitsp.org\/2020\/wp-json\/wp\/v2\/media\/10159"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/mitsp.org\/2020\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10161"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/mitsp.org\/2020\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10161"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/mitsp.org\/2020\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10161"},{"taxonomy":"yst_prominent_words","embeddable":true,"href":"https:\/\/mitsp.org\/2020\/wp-json\/wp\/v2\/yst_prominent_words?post=10161"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}