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	<title>Democracia &#8211; MITsp 2019</title>
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		<title>Treinados para obedecer&#8230; E repetirPor Ivana Moura </title>
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		<dc:creator><![CDATA[maducato_admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Mar 2019 17:08:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Democracia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Treinados para obedecer... E repetir Crítica do espetáculo Democracia Por Ivana Moura  Regimes não democráticos atualizam suas faces e estratégias, mas prosseguem produzindo feridas. E, coladas às cicatrizes das pessoas, estão o medo de errar, de arriscar, de ser singular. Mas, o que é mesmo acertar? Na vida íntima ou em coletividade? Qual a resposta [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h3>Treinados para obedecer&#8230; E repetir</h3>
<h4>Crítica do espetáculo <strong><em>Democracia</em></strong></h4>
<p><strong>Por Ivana Moura </strong></p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-4683" src="https://mitsp.org/2019/wp-content/uploads/2019/03/Democracia_Felipe-Hirsch_Foto-Guto-Muniz_0513.jpg" alt="Democracia" width="886" height="620" srcset="https://mitsp.org/2019/wp-content/uploads/2019/03/Democracia_Felipe-Hirsch_Foto-Guto-Muniz_0513-200x140.jpg 200w, https://mitsp.org/2019/wp-content/uploads/2019/03/Democracia_Felipe-Hirsch_Foto-Guto-Muniz_0513-300x210.jpg 300w, https://mitsp.org/2019/wp-content/uploads/2019/03/Democracia_Felipe-Hirsch_Foto-Guto-Muniz_0513-400x280.jpg 400w, https://mitsp.org/2019/wp-content/uploads/2019/03/Democracia_Felipe-Hirsch_Foto-Guto-Muniz_0513-600x420.jpg 600w, https://mitsp.org/2019/wp-content/uploads/2019/03/Democracia_Felipe-Hirsch_Foto-Guto-Muniz_0513-768x537.jpg 768w, https://mitsp.org/2019/wp-content/uploads/2019/03/Democracia_Felipe-Hirsch_Foto-Guto-Muniz_0513-800x560.jpg 800w, https://mitsp.org/2019/wp-content/uploads/2019/03/Democracia_Felipe-Hirsch_Foto-Guto-Muniz_0513.jpg 886w" sizes="(max-width: 886px) 100vw, 886px" /></p>
<p>Regimes não democráticos atualizam suas faces e estratégias, mas prosseguem produzindo feridas. E, coladas às cicatrizes das pessoas, estão o medo de errar, de arriscar, de ser singular. Mas, o que é mesmo acertar? Na vida íntima ou em coletividade? Qual a resposta absolutamente certa? No livro <em>Facsímil</em> (2014), traduzido no Brasil como <em>Múltipla Escolha</em>, o escritor chileno Alejandro Zambra, parte da lógica e da estrutura do antigo Teste de Aptidão Acadêmico &#8211; aplicado no Chile dos últimos anos da década de 1960 até 2002 aos candidatos a uma vaga na universidade – para traçar uma crítica contundente à ideia de meritocracia e conceitos agregados. A versão cênica de Felipe Hirsch (coprodução da Mostra Internacional de Teatro de São Paulo &#8211; MITsp, Fundación Teatro a Mil e Teatro de la Universidad Finis Terrae) gira a chave de leitura do modo mais lúdico da estrutura para dar um peso mais político, carregado já no título <em>Democracia</em>. Muitos países da América Latina vivem um golpe ou uma fraude &#8211; ou ambos, sinaliza já de cara.</p>
<p>Se, para Zambra, o teste é metáfora da concorrência capitalista neoliberal, com sua lógica de exclusão fantasiada de jogo, Hirsch salienta que os cadáveres estão vivos, comandados por uma voz over. Então, combinações aparentemente ingênuas se deparam com discursos oficiais.</p>
<p>Uma questão que vai pro palco: <strong>Sua casa</strong>: <strong>1.</strong> Pertence a um banco, mas você prefere pensar que é sua <strong>2.</strong> Se tudo correr bem vai terminar de pagá-la em 2033 <strong>3.</strong> Mora nela há onze anos. Primeiro com a família, depois com alguns fantasmas que também já se foram <strong>4.</strong> Não gosta do bairro; não há praças por perto, o ar é poluído <strong>5.</strong> Mas ama a casa, nunca vai abandoná-la A) 2-3-4-5-1 B) 3-4-5-1-2 C) 4-5-1-2-3 D) 3-1-2-4-5 E) 1-2-4-3-5.</p>
<p>Poderíamos entrar no jogo e criar outras combinações:</p>
<p>O que é escrever? A) Experiência; B) Vasculhar sua vida; C) Pessoal; D) Coletivo; E) Descobrir.</p>
<p>Prova de vestibular? A) Delícia; B) Meritocracia; C) Veléz Valas; D) Paulo Freire; E) &#8216;universidade para todos não existe&#8217;.</p>
<p>MITsp? A) Melhor festival de teatro do Brasil; B) Futuro; C) Resistência; D) Chuva; E) Balaio de gato</p>
<p>Felipe Hirsch? A) Gênio; B) Artista de teatro; C) Branco cis classe média no comando; D) Papel; E) Cabeleira.</p>
<p>Além do texto-base, a montagem utiliza outros autores, explora traços autobiográficos dos atores, cujas famílias sofreram algum tipo de opressão no regime de Pinochet.</p>
<p>No cenário, um letreiro luminoso (inspirado nos shows de Elvis Presley) com a palavra “Democracia” faz fundo para uma competição olímpica. As personagens A, B, C, D e E se revezam na resposta do exame. Correm pelo palco, suam, enquanto água cai do teto, ficam exaustos. Jeito sincopado de narrar com brechas para um humor irônico, mordaz.  É um jogo que explora mapas semânticos supostamente sem sentido, com seus competidores vulneráveis entre impotências e inabilidades, tragados de culpas e vacilações. Ali, ninguém ganha, mas ao que parece, todos perdem.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-4684" src="https://mitsp.org/2019/wp-content/uploads/2019/03/Democracia_Felipe-Hirsch_Foto-Guto-Muniz_0257.jpg" alt="Democracia" width="886" height="620" srcset="https://mitsp.org/2019/wp-content/uploads/2019/03/Democracia_Felipe-Hirsch_Foto-Guto-Muniz_0257-200x140.jpg 200w, https://mitsp.org/2019/wp-content/uploads/2019/03/Democracia_Felipe-Hirsch_Foto-Guto-Muniz_0257-300x210.jpg 300w, https://mitsp.org/2019/wp-content/uploads/2019/03/Democracia_Felipe-Hirsch_Foto-Guto-Muniz_0257-400x280.jpg 400w, https://mitsp.org/2019/wp-content/uploads/2019/03/Democracia_Felipe-Hirsch_Foto-Guto-Muniz_0257-600x420.jpg 600w, https://mitsp.org/2019/wp-content/uploads/2019/03/Democracia_Felipe-Hirsch_Foto-Guto-Muniz_0257-768x537.jpg 768w, https://mitsp.org/2019/wp-content/uploads/2019/03/Democracia_Felipe-Hirsch_Foto-Guto-Muniz_0257-800x560.jpg 800w, https://mitsp.org/2019/wp-content/uploads/2019/03/Democracia_Felipe-Hirsch_Foto-Guto-Muniz_0257.jpg 886w" sizes="(max-width: 886px) 100vw, 886px" /></p>
<p>Com subjetividades interrompidas em sua narratividade, como quando um deles fala que só conheceu os pais biológicos (que eram guerrilheiros) quando contava oito anos de idade (até então fora criado na Alemanha), essa encenação processa uma experiência desconfortável. Diria propositalmente exaustiva nas suas repetições. <em>Democracia</em> cansa ou exige mais que uma simples fruição nessa maratona sobre os supostos saberes ocidentais. Os exercícios viram metonímias para investigar processos mais profundo ligados aos incômodos com os governantes da América Latina, líderes que ostentam ignorância em igual proporção à arrogância.</p>
<p>Nos últimos anos, Felipe Hirsch vem investigando questões mais políticas, focado na colonização e em suas consequências. <em>Democracia</em>, o ótimo <em>Fim</em>, em cartaz no Teatro Anchieta, no Sesc Consolação, e <em>Antes Que a Definitiva Noite se Espalhe em Latino América</em>, que deve entrar em cartaz em São Paulo no segundo semestre, mergulham nessas veias abertas do continente, entre autoritarismo, pós-verdade, reality shows, fake news e tentativas de resistir. É uma trajetória que apresenta uma coerência temática, mas que se mostra muito diversa esteticamente. Um diretor que produz bastante e que, mesmo que possa gerar incômodos com suas peças, faz pensar. Urge, cada vez mais, pensar.</p>
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		<title>O que pode essa estranha instituição chamada teatro?Por Soraya Martins</title>
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		<dc:creator><![CDATA[maducato_admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Mar 2019 16:27:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Democracia]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<h3>O que pode essa estranha instituição chamada teatro?</h3>
<h4>Crítica do espetáculo <strong><em>Democracia</em></strong></h4>
<p>Por Soraya Martins</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-4677" src="https://mitsp.org/2019/wp-content/uploads/2019/03/Democracia_Felipe-Hirsch_Foto-Guto-Muniz_0138.jpg" alt="Democracia" width="886" height="620" srcset="https://mitsp.org/2019/wp-content/uploads/2019/03/Democracia_Felipe-Hirsch_Foto-Guto-Muniz_0138-200x140.jpg 200w, https://mitsp.org/2019/wp-content/uploads/2019/03/Democracia_Felipe-Hirsch_Foto-Guto-Muniz_0138-300x210.jpg 300w, https://mitsp.org/2019/wp-content/uploads/2019/03/Democracia_Felipe-Hirsch_Foto-Guto-Muniz_0138-400x280.jpg 400w, https://mitsp.org/2019/wp-content/uploads/2019/03/Democracia_Felipe-Hirsch_Foto-Guto-Muniz_0138-600x420.jpg 600w, https://mitsp.org/2019/wp-content/uploads/2019/03/Democracia_Felipe-Hirsch_Foto-Guto-Muniz_0138-768x537.jpg 768w, https://mitsp.org/2019/wp-content/uploads/2019/03/Democracia_Felipe-Hirsch_Foto-Guto-Muniz_0138-800x560.jpg 800w, https://mitsp.org/2019/wp-content/uploads/2019/03/Democracia_Felipe-Hirsch_Foto-Guto-Muniz_0138.jpg 886w" sizes="(max-width: 886px) 100vw, 886px" /></p>
<p>Democracia. Escrito bem grande no fundo do palco. Com luzes. Funcionando como cenário-texto para tecer um jogo niilista e trágico de uma geração chilena que viveu a ditadura de 1973 a 1987. A peça do diretor Felipe Hirsch,<em> Democracia</em>, com coprodução da Mostra Internacional de Teatro de São Paulo, MITsp, a Fundación Teatro a Mil e Teatro Universidad Finis Terrae, propõe investigar, de acordo com a sinopse, entre outras coisas, as complexidades da democracia no mundo, fazendo uma crítica à ideologia dominante da meritocracia.  Fala do Chile, fala do Brasil. Pergunta número 1: Quais os corpos autorizados a estarem no palco para falar de democracia, desigualdade, ética e economia? a) Todos;  b) Nenhum;  c) Os privilegiados; d) Eles;  e) Os outros.</p>
<p>A peça se estabelece a partir de um jogo em que se lança uma palavra, início de uma frase ou uma pergunta e logo após tem-se as possibilidades de respostas. Exemplo: Quais os corpos autorizados a estarem no palco para falar de democracia, desigualdade, ética e economia? a) Todos;  b) Nenhum;  c) Os privilegiados; d) Eles;  e) Os outros. A repetição é uma marca desse jogo, que guia o espetáculo do início ao fim. A repetição como proposta estética, que leva o espectador a uma exaustão. É a pergunta: o que essa repetição evoca como significado? Pensar no como/na <em>forma</em> em que se dá <em>Democracia</em>, é pensar em uma espécie de melancolia/niilismo da <em>forma</em>, com total consciência do passado que não passou, de uma ferida aberta social transformada em potência criadora?</p>
<p>Tem-se uma repetição do texto e do próprio jogo de perguntas e possibilidades de respostas que é o contrário de uma repetição espetacular, ou seja, um repetir que faz emergir a potência dos choques e perturbações, desloca o foco do olhar, que nunca é a repetição do mesmo. O horizonte de expectativa do público não é deslocado, pois dessa prática não surge um significante novo que vai paulatinamente inscrevendo a performance em novos saberes sociais e históricos. Aqui a repetição como <em>forma</em>, que volta incessantemente ao passado, não estabelece fissuras e cesuras com o continuum da história, não mantem a tensão, historicamente crucial, que pauta as relações entre indivíduo e história.  Da repetição tem-se pequenos alívios cômicos.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-4676" src="https://mitsp.org/2019/wp-content/uploads/2019/03/Democracia_Felipe-Hirsch_Foto-Guto-Muniz_0383.jpg" alt="Democracia" width="886" height="620" srcset="https://mitsp.org/2019/wp-content/uploads/2019/03/Democracia_Felipe-Hirsch_Foto-Guto-Muniz_0383-200x140.jpg 200w, https://mitsp.org/2019/wp-content/uploads/2019/03/Democracia_Felipe-Hirsch_Foto-Guto-Muniz_0383-300x210.jpg 300w, https://mitsp.org/2019/wp-content/uploads/2019/03/Democracia_Felipe-Hirsch_Foto-Guto-Muniz_0383-400x280.jpg 400w, https://mitsp.org/2019/wp-content/uploads/2019/03/Democracia_Felipe-Hirsch_Foto-Guto-Muniz_0383-600x420.jpg 600w, https://mitsp.org/2019/wp-content/uploads/2019/03/Democracia_Felipe-Hirsch_Foto-Guto-Muniz_0383-768x537.jpg 768w, https://mitsp.org/2019/wp-content/uploads/2019/03/Democracia_Felipe-Hirsch_Foto-Guto-Muniz_0383-800x560.jpg 800w, https://mitsp.org/2019/wp-content/uploads/2019/03/Democracia_Felipe-Hirsch_Foto-Guto-Muniz_0383.jpg 886w" sizes="(max-width: 886px) 100vw, 886px" /></p>
<p>Como tecer as lembranças e rememorações (da ditadura chilena, da ditadura do Brasil, do mundo) não como simplesmente a particularidade de um acontecimento, mas como aquilo que nele é criação específica, emergência do novo- um lembrar criador e transformador? Espiralar, como coloca Leda Maria Martins, que “atualiza os diapasões da memória, lembranças resvaladas de esquecimento, tranças aneladas na improvisação que borda os restos, resíduos e vestígios.” Emergência do novo, de onde verdadeiramente se pode refletir sobre as complexidades da democracia, o mérito, “a ditadura, a educação, a economia, a desigualdade, a ética e, inclusive, a família” e também construir espaços e relações que possam reconfigurar, material e simbolicamente, um território comum.</p>
<p>Em contraste com <em>O Alicerce das Vertigens</em>, do congolês Dieudonné Niangouna, peça que também integra a Mostra Internacional de Teatro, <em>Democracia</em>, de Felipe Hirsch, não se apresenta como lugar criador de produção de pensamento crítico sobre a história, a ditadura chilena, as desigualdades e as complexidades do mundo. Não se apresenta como local de produção de história pública no sentido mais sofisticado e abrangente do termo como pretende ser.</p>
<p>Quais os corpos autorizados a estarem no palco para falar de <em>democracia</em>, <em>desigualdade</em>, <em>ética</em> e <em>economia</em>? a) Todos;   b) Nenhum;  c) Os privilegiados; d) Eles;   e) Os outros. Se são só os privilegiados, isso é um efeito antidemocrático.</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://mitsp.org/2019/o-que-pode-essa-estranha-instituicao-chamada-teatrosoraya-martins/">O que pode essa estranha instituição chamada teatro?&lt;h6&gt;Por Soraya Martins&lt;/h6&gt;</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://mitsp.org/2019">MITsp 2019</a>.</p>
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