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	<title>Cria &#8211; MITsp 2019</title>
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		<title>A desobediência do quadril  Por Deise de Brito</title>
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		<dc:creator><![CDATA[maducato_admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 Mar 2019 17:35:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A desobediência do quadril Crítica do espetáculo Cria Por Deise de Brito O que podem fazer os quadris? Dez intérpretes da Cia Suave responderam isso sábado. E movendo a vida em corpo por estilos que atravessam o funk, passinho, danças urbanas, dança afro e procedimentos de dança contemporânea, o grupo reatualiza a (re) existência no [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h3>A desobediência do quadril</h3>
<h4>Crítica do espetáculo<strong><em> Cria</em></strong></h4>
<p>Por Deise de Brito</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-5061" src="https://mitsp.org/2019/wp-content/uploads/2019/03/CRIA_CiaSuave_Foto_Nereu-Jr_01.jpg" alt="Cria Nereu Jr Imagens" width="1772" height="1240" srcset="https://mitsp.org/2019/wp-content/uploads/2019/03/CRIA_CiaSuave_Foto_Nereu-Jr_01-200x140.jpg 200w, https://mitsp.org/2019/wp-content/uploads/2019/03/CRIA_CiaSuave_Foto_Nereu-Jr_01-300x210.jpg 300w, https://mitsp.org/2019/wp-content/uploads/2019/03/CRIA_CiaSuave_Foto_Nereu-Jr_01-400x280.jpg 400w, https://mitsp.org/2019/wp-content/uploads/2019/03/CRIA_CiaSuave_Foto_Nereu-Jr_01-600x420.jpg 600w, https://mitsp.org/2019/wp-content/uploads/2019/03/CRIA_CiaSuave_Foto_Nereu-Jr_01-768x537.jpg 768w, https://mitsp.org/2019/wp-content/uploads/2019/03/CRIA_CiaSuave_Foto_Nereu-Jr_01-800x560.jpg 800w, https://mitsp.org/2019/wp-content/uploads/2019/03/CRIA_CiaSuave_Foto_Nereu-Jr_01-1024x717.jpg 1024w, https://mitsp.org/2019/wp-content/uploads/2019/03/CRIA_CiaSuave_Foto_Nereu-Jr_01-1200x840.jpg 1200w, https://mitsp.org/2019/wp-content/uploads/2019/03/CRIA_CiaSuave_Foto_Nereu-Jr_01.jpg 1772w" sizes="(max-width: 1772px) 100vw, 1772px" /></p>
<p>O que podem fazer os quadris? Dez intérpretes da Cia Suave responderam isso sábado. E movendo a vida em corpo por estilos que atravessam o funk, passinho, danças urbanas, dança afro e procedimentos de dança contemporânea, o grupo reatualiza a (re) existência no palco. São desencaixes, encaixes, torções, dobras, pulos, passos ligeiros, pés em constante diálogo. Dispositivos de dança contra hegemônicos que são levados ao palco convencional provocando sua estrutura.</p>
<p>A presença do espetáculo <em>Cria </em>é simbólica nessa 6º edição da MITsp, pois traz à cena realidades dançantes gestadas em comunidades negro-diaspóricas e periféricas. São compreensões em dança que se fundamentam em outros modos de pensar o corpo e movimento. Nessa compreensão de corpo, xs 10 dançarinxs pretxs (re) afirmam aspectos comuns encontrados em danças de matrizes africanizadas e potencializam o quadril, lugar ameaçado e odiado pelas obediências coloniais. Num festival que tem a descolonização da cena como uma de suas pautas, a apresentação de <em>Cria</em> se revela em uma presença primordial para verticalizarmos a discussão acerca do fazer e dizer nas Artes Cênicas.</p>
<p>Para além da estética inteligente e desobediente, <em>Cria</em> e suas crias nos ensinam como escutar e garantir presenças no palco. São jovens negrxs apresentando múltiplas possibilidades de ser corpo, de ser pessoa, problematizando as regras sociais que nos enquadram em maneiras únicas de ser gente.</p>
<p>Tenho desconforto em relação à construção coreográfica do trabalho, suas escolhas espaciais e desenhos. Parece-me que a sofisticação dos movimentos e a alta qualidade técnica do elenco necessitam de um pensamento coreográfico que seja consoante com as formas de dizer o mundo, ali apresentadas. O funk e o passinho foram/são semeados construindo suas próprias pedagogias, diferentes daquelas encontradas nos circuitos dominantes, que fixam modos de aprender e fazer dança. A liberdade, a sincopação e as dinâmicas do “estar das/em bundas” presentes no funk, por exemplo, exigem um olhar, por parte da direção, que corresponda a uma pedagogia coreográfica negra e diaspórica. Nesse sentido, infelizmente, a direção de Alice Ripoll deixa a desejar.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-5060" src="https://mitsp.org/2019/wp-content/uploads/2019/03/CRIA_CiaSuave_Foto_Nereu-Jr_02.jpg" alt="Cria Nereu Jr Imagens" width="1181" height="1348" srcset="https://mitsp.org/2019/wp-content/uploads/2019/03/CRIA_CiaSuave_Foto_Nereu-Jr_02-200x228.jpg 200w, https://mitsp.org/2019/wp-content/uploads/2019/03/CRIA_CiaSuave_Foto_Nereu-Jr_02-263x300.jpg 263w, https://mitsp.org/2019/wp-content/uploads/2019/03/CRIA_CiaSuave_Foto_Nereu-Jr_02-400x457.jpg 400w, https://mitsp.org/2019/wp-content/uploads/2019/03/CRIA_CiaSuave_Foto_Nereu-Jr_02-600x685.jpg 600w, https://mitsp.org/2019/wp-content/uploads/2019/03/CRIA_CiaSuave_Foto_Nereu-Jr_02-768x877.jpg 768w, https://mitsp.org/2019/wp-content/uploads/2019/03/CRIA_CiaSuave_Foto_Nereu-Jr_02-800x913.jpg 800w, https://mitsp.org/2019/wp-content/uploads/2019/03/CRIA_CiaSuave_Foto_Nereu-Jr_02-897x1024.jpg 897w, https://mitsp.org/2019/wp-content/uploads/2019/03/CRIA_CiaSuave_Foto_Nereu-Jr_02.jpg 1181w" sizes="(max-width: 1181px) 100vw, 1181px" /></p>
<p>No entanto, como pontuei anteriormente, há um alto nível de qualidade nas pessoas que dançam <em>Cria </em>e suas presenças garantem o prazer em assistir ao trabalho. E mais significativas são as provocações educativas que acontecem antes, durante e após o espetáculo. No final do diálogo entre público e artistas, pós apresentação da coreografia, foi ressaltado que <em>Cria </em>traz em seu elenco a primeira intérprete TRANS preta desta edição da MITsp. Essa ressalva histórica e essencial foi realizada por Marina Matheus, mulher TRANS que estava na plateia e que fez parte da equipe de trabalho da MITsp 2019. De forma assertiva, ela nos chamou atenção para a importância de enfatizar a presença da intérprete. É assim que acontece o processo de aprendizagem decolonial. Pessoas lembram aquelxs que esquecem e quando somos lembradxs do que/de quem esquecemos, é preciso instaurar a necessidade de (re) inventar o respeito em ações.</p>
<p>Numa sociedade perversa que produz projetos genocidas para as populações indígenas, negras e LGBT´s, quem dança <em>Cria </em>manda o recado da (re)existência através da desobediência do quadril. Somos muitxs e não aceitamos o genocídio. Se as técnicas para nos matar continuam a serem desenvolvidas, seguiremos reinventando técnicas de viver.</p>
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