MITsp

Olhares Críticos

A crítica teatral pode potencializar o encontro entre o espectador e a obra criativa: pistas, chaves, brechas, conexões. Por isso, a MITsp propõe uma série de ações que buscam promover a formação do olhar dos espectadores, sob uma perspectiva crítica e provocadora.

Curadoria: Fernando Mencarelli e Silvia Fernandes
Organização, pesquisa e textos: Julia Guimarães

Diálogos Transversais

Críticas realizadas por artistas e pensadores provenientes, em sua maioria, de fora do campo teatral sobre os espetáculos da mostra, logo após uma de suas apresentações. A ideia é trazer olhares transversais que ampliem as fronteiras para leituras dos espetáculos, renovando assim a própria crítica.

  • Alejandro Ahmed – “Hamlet”, de Oskaras Koršunovas
  • Felipe Hirsch – “Nós somos semelhantes a esses sapos…” + “Ali”, de MPTA
  • Frei Betto – “Escola”, de Guillermo Calderón
  • Ismail Xavier – “Cineastas”, de Mariano Pensotti
  • Laymert Garcia dos Santos – “Sobre o conceito de rosto no filho de Deus”, de Romeo Castellucci
  • Lisette Lagnado – “Anti-Prometeu”, de Sahika Tekand
  • Pedro Cesarino – “De repente fica tudo preto de gente”, de Marcelo Evelin Company
  • Peter Pal Pélbart – “Gólgota Picnic”, de Rodrigo García
  • Suely Rolnik – “Eu não sou bonita”, de Angelica Liddel
  • Tales Ab’Sáber – “Bem-vindo a casa”, de Roberto Suárez
  • Vladimir Safatle – “Ubu e a Comissão da Verdade”, de William Kentridge e Handspring Puppet

Mediação: Beth Néspoli

*As ações de Diálogos Transversais são abertas ao público em geral, não apenas àquele presente na apresentação, desde que haja lugares disponíveis no teatro. 

Percursos em Perspectiva

Pesquisadores das universidades brasileiras apresentam as trajetórias criativas dos artistas convidados, compartilhando ideias e imagens de seus espetáculos e explorando diversas pistas para a leitura do trabalho apresentado na MITsp. Outros vídeos de espetáculos dos artistas poderão ser assistidos na íntegra na Biblioteca do Itaú Cultural durante o período de duração da Mostra. Esta ação materializa um desejo da MITsp em estabelecer um diálogo com os Programas de Pós-Graduação em Artes Cênicas do país.

Andre Carreira
(Universidade do Estado de Santa Catarina – Udesc)
Roberto Suárez
Clovis Massa
(Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS)
Sahika Tekand
Fernando Villar
(Universidade de Brasília – UnB)
Mariano Pensotti
Helena Katz
(Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC-SP)
MPTA
José Da Costa
(Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro- Unirio)
William Kentridge
Lúcia Romano
(Universidade Estadual Paulista – Unesp)
Simon McBurney
Luiz Fernando Ramos
(Universidade de São Paulo – USP)
Romeo Castellucci
Narciso Telles
(Universidade Federal de Uberlândia – UFU)
Guillermo Calderón
Nina Caetano
(Universidade Federal de Ouro Preto – UFOP)
Marcelo Evelin
Renato Ferracini
(Universidade Estadual de Campinas – Unicamp)
Oskaras Koršunovas
Sara Rojo
(Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG)
Angélica Liddel
Stephan Baumgartel
(Universidade do Estado de Santa Catarina – Udesc)
Rodrigo García

* As ações de Percursos em Perspectiva acontecem no Itaú Cultural e as senhas para o público serão distribuídas 30min antes do início das palestras.

Espaço de Ensaios

Os criadores, seus materiais e procedimentos criativos: textos produzidos pelos pesquisadores convidados compõem um programa-livro para apresentar os artistas da MITsp.

Pensamento-em-Processo

Os artistas da mostra são convidados a falar sobre seus processos de criação, evidenciando texturas e arquiteturas internas das obras. Cecília Almeida Salles, especialista no estudo de processos criativos, conduz essas conversas.

Artistas confirmados:

  • Angelica Liddell e Gumersindo Puche (Atra Bílis Teatro/ “Eu não sou bonita”)
  • “Romeo Castelucci (via videoconferência) e Gianni Plazi e Sergio Scarlatella (Socìetas Raffaello Sanzio/ “Sobre o conceito de rosto no filho de Deus”)
  • Guillermo Calderón (via videoconferência) e Camila González, Carlos Ugarte, Francisca Lewin, Luis Cerda, Maria Paz Gonzales e Trinidad González (“Escola”)
  • Janny Young e Adrian Kohler (Handspring Puppet Company/ “Ubu e a Comissão da Verdade”)
  • Marcelo Evelin (Demolition Inc./ “De repente fica tudo preto de gente”)
  • Mariano Pensotti (Marea/ “Cineastas”)
  • Mathurin Bolze e Hédi Thabet (MPTA/ “Nós somos semelhantes a esses sapos…” + “Ali”)
  • Oskaras Koršunovas, Darius Meskauskas, Dainius Gavenonis e Rasa Samuolyte (OKT/ “Hamlet”)
  • Roberto Suárez (Pequeño Teatro de Morondanga/ “Bem-vindo a casa”)
  • Rodrigo García e John Romao (Carnicería Teatro/ “Gólgota Picnic”)
  • Simon McBurney (Complicite)

*As ações de Pensamento-em-Processo acontecem no Itaú Cultural e as senhas para o público serão distribuídas 30min antes do início dos encontros.

Prática da Crítica

O Coletivo de Críticos é um ajuntamento temporário de críticos de teatro, com presença na internet e atuação em rede. Inclui integrantes dos sites-blogs-revistas eletrônicas Antro Positivo (SP), Horizonte da Cena (MG), Questão de Crítica (RJ), Satisfeita, Yolanda? (PE) e Teatrojornal (SP). Ao longo da MITsp, eles produzirão críticas sobre os trabalhos apresentados que circularão no dia seguinte às estreias, impressas e distribuídas nos teatros, e em seus formatos eletrônicos.

Metacrítica

Além da criação de textos críticos autorais, o Coletivo de Críticos mobilizou-se para pensar uma maneira de problematizar seu próprio lugar e desestabilizar, interna e publicamente, questões como autoria, verdade, ponto de vista. Para isso, propôs uma ação com dois desdobramentos: o exercício da metacrítica e, a partir dele, a criação de textos coletivos. Os textos produzidos diariamente pelos integrantes do coletivo durante a cobertura do evento serão o ponto de partida para que depois, a partir das observações trazidas pelos outros críticos, cada um possa reavaliar suas ideias e conclusões, criando assim uma trama de argumentos e pensamentos. Postados nas redes sociais, esses comentários críticos buscam influenciar e ser influenciados pela escrita do outro, e, juntos, ao fim, procuram constituir uma rede de pensamentos críticos, uma escritura polifônica, sem hierarquia e, por isso mesmo, multifocal. Uma criação compartilhada, em processo, que nasce, já a priori, impossibilitada de constituir-se como um discurso unívoco. Ao fim deste exercício na internet, os críticos que escreveram os textos que detonaram o exercício reescreverão, considerando todas as questões levantadas pela rede social, um novo texto.

Crítica da crítica

Estudiosos e críticos conversam sobre os desafios de produzir crítica teatral hoje.

Mesa-redonda composta por Kil Abreu, Luiz Fernando Ramos, Edelcio Mostaço + Coletivo de Críticos, com mediação de Fernando Mencarelli

O pensamento crítico sobre a cena contemporânea desenvolveu-se muito nas últimas décadas, mas tem ficado restrito aos circuitos especializados. Já a crítica direcionada ao espectador parece precisar permanentemente se reinventar diante da crise sem fim de interesse e espaço dedicado a ela nos veículos de comunicação tradicionais. De onde vem essa contradição? O teatro participa cada vez menos dos grande debates nacionais por ter reduzido poder de impacto e por isso tem se tornado objeto de especialistas? As transformações recentes que impactam as mídias impossibilitam o adensamento do pensamento crítico e pasteurizam as formas de arte em circulação privilegiando suas formas massivas? A crítica teatral em jornal vai acabar? A internet e a possibilidade que ela oferece de alcançar os espectadores diretamente é o futuro da crítica teatral? As formas coletivas, polifônicas, colaborativas podem contribuir para recolocar o pensamento crítico em diálogo com os artistas e as obras e oferecer ao espectador repertório para sua recepção em tempos de criações compartilhadas?

Data: 15/3
Horário: 10h às 13h
Local: Itaú Cultural*
*As senhas para o público serão distribuídas 30min antes do início dos encontros.

Minibiografias

Diálogos Transversais

Alejandro Ahmed: Coreógrafo residente, diretor artístico e bailarino do Grupo Cena 11 Cia. de Dança. Junto ao Cena 11, promoveu o desenvolvimento de uma técnica que objetiva produzir uma dança em função do corpo. Também com o grupo, dirigiu premiados espetáculos, como “Violência”, “Skinnerbox”, “Pequenas frestas de ficção sobre realidade insistente” e o recente “Sobre expectativas e promessas”. Especializou-se com professores como Ismael Guiser, Ivonice Satie, Yoko Okada, Roseli Rodrigues, Sasha Waltz e Bert Gztettner.

Felipe Hirsch: Diretor, dramaturgo, cenógrafo, produtor. Fundou com Guilherme Weber, em 1993, a Sutil Companhia de Teatro, que coleciona mais de 100 prêmios e indicações nos quinze anos de existência. Criou e dirigiu, entre outros, os espetáculos “Avenida Dropsie” (4 indicações para o prêmio Shell), “Temporada de Gripe” (Prêmio George Oppenheimer 2004 NYC); “A Morte de um Caixeiro Viajante” (Prêmio APCA de Melhor Espetáculo 2003); “A Vida é Cheia de Som & Fúria” (Prêmio Shell de Melhor Direção 2000). Seu trabalho mais recente é “Puzzle”, que estreou na Feira de Frankfurt, em 2013, e concorre ao Prêmio Especial da APCA.

Frei Betto: Nasceu em Belo Horizonte (MG), estudou jornalismo, antropologia, filosofia e teologia. Frade dominicano e escritor, ganhou, em 1982, o Prêmio Jabuti, concedido pela Câmara Brasileira do Livro, por seu livro de memórias “Batismo de Sangue”. Em 1986, foi eleito Intelectual do Ano pelos escritores filiados à União Brasileira de Escritores, com o prêmio Juca Pato por sua obra “Fidel e a religião”. Também foi premiado pelos livros “A noite em que Jesus nasceu”, melhor obra infanto-juvenil, pela Associação Paulista de Críticos de Arte; e “Típicos Tipos – perfis literários”, na categoria Crônicas e Contos, pela Câmara Brasileira do Livro. Em 2003 e 2004, atuou como Assessor Especial do Presidente da República e coordenador de Mobilização Social do Programa Fome Zero. Desde 2007, é membro do Conselho Consultivo da Comissão Justiça e Paz de São Paulo. É sócio fundador do Programa Educação para Todos.

Ismail Xavier: É professor da ECA- USP; foi professor visitante da New York University (1995), da University of Lowa (1998), da Université Paris III – Sorbonne Nouvelle (1999, 2011), da University of Leeds (2007) e da University of Chicago (2008); publicou, entre outros livros, “O Discurso Cinematográfico: a opacidade e a transparência” (Paz e Terra, 1977), “Sertão Mar: Glauber Rocha e a estética da fome” (Brasiliense, 1883, CosacNaify 2007), “Alegorias do subdesenvolvimento: Cinema Novo, Tropicalismo, Cinema Marginal” (Brasiliense 1993, Cosac Naify 2012), “O olhar e a cena: melodrama, Hollywood, Cinema Novo, Nelson Rodrigues” (Cosac Naify, 2003).

Laymert Garcia dos Santos: Professor titular (aposentado) da Unicamp. Com Peter Ruzicka e Peter Weibel, foi diretor artístico da ópera multimídia “Amazonas”, apresentada na Bienal de Teatro Música de Munique, em 2010. Co-diretor do filme “Xapiri”, sobre o xamanismo yanomami, é autor de vários livros, sendo o último deles “Amazônia Transcultural – xamanismo e tecnociência na ópera”, pela Editora n-1. Escreve regularmente sobre as relações entre tecnologia e cultura, e sobre arte contemporânea, com ensaios publicados em livros, catálogos e revistas, no Brasil e no exterior.

Lisette LagnadoLisette Lagnado (1961, Kinshasa – Congo) vive em São Paulo (Brasil) onde atua como crítica e curadora. Leciona na Escola São Paulo. Co-coordenou a Pós-graduação em Práticas Curatoriais e Gestão Cultural da Faculdade Santa Marcelina (2007-2012). Nos anos 1980, foi editora da revista Arte em São Paulo e Galeria. Foi curadora da 27ª Bienal de São Paulo (2006), da exposição “Desvíos de la deriva” (Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía, Madri, 2010) e do 33º Panorama do Museu de Arte Moderna de São Paulo (2013).

Pedro Cesarino: Professor do Departamento de Antropologia da USP. Especializado em etnologia, estudos da tradução e antropologia da arte, publicou os livros “Oniska – poética do xamanismo na Amazônia” (Perspectiva, 2011) e “Quando a Terra deixou de falar – cantos da mitologia marubo” (Ed. 34, 2013), além de artigos e textos literários. No teatro, trabalhou com a Cia. Livre como pesquisador e dramaturgo, entre 2006 e 2012.

Peter Pal Pélbart: Professor titular de filosofia na PUC-SP. Escreveu principalmente sobre loucura, tempo e subjetividade e biopolítica. Publicou “O Tempo não-reconciliado” (Perspectiva), “Vida Capital” (Iluminuras) e mais recentemente, “O avesso do niilismo: cartografias do esgotamento” (n-1 edições), entre outros. Traduziu várias obras de Gilles Deleuze. É membro da Cia Teatral Ueinzz, e coeditor da n-1 edições.

Suely Rolnik: Psicanalista, crítica de arte e de cultura e curadora, é professora titular da PUC-SP (Pós-Graduação de Psicologia Clínica) e membro do corpo docente do Programa de Estudios Independientes (PEI) no Museo d’Art Contemporani de Barcelona (MacBa). Realizou o projeto Arquivo para uma Obra-Acontecimento, 65 filmes em que busca tornar sensível a poética de Lygia Clark (escolhido pela Art Forum entre os 10 melhores projetos de arte de 2011 e ganhador do prêmio da Bienal Brasileira de Design Gráfico de 2013).  Entre seus livros: “Archivmanie / Archive Mania” (dOCUMENTA 13, 2011),  “Anthropophagie Zombie” (Paris, 2012), e, em co-autoria com Félix Guattari, “Micropolítica. Cartografias do desejo” (SP, 1986; 11a ed. 2011), publicado em sete países. Autora de mais de 200 ensaios publicados em várias línguas. Exerce prática psicanalítica em consultório.

Tales Ab’Sáber: Formado em Cinema pela ECA/USP, por onde é mestre em Artes. Psicólogo pelo Instituto de Psicologia da USP, onde defendeu Doutorado sobre clínica psicanalítica contemporânea. É Membro do Departamento de Psicanálise do Instituto Sedes Sapientiae, e é professor de Filosofia da Psicanálise no Curso de Filosofia da UNIFESP. Ensaísta interessado na imbricação entre psicanálise e cultura, tem trabalhos publicados em revistas especializadas e também na grande imprensa. Em 2005, recebeu o Prêmio Jabuti com o livro “O Sonhar Restaurado – Formas do Sonhar em Bion, Winnicott e Freud” (Ed. 34). Em 2012, publicou “A Música do Tempo Infinito”, sobre cultura tecno e subjetivação contemporânea (Cosac Naify).

Vladimir Safatle: Professor livre docente do departamento de filosofia da USP. Possui graduação em Filosofia e Comunicação Social, mestrado em Filosofia pela USP (1997) e doutorado na Université de Paris VIII (2002). Foi professor visitante das Universidades de Paris VII, Paris VIII, Toulouse e Louvain. Desenvolve pesquisas nas áreas de: epistemologia da psicanálise e da psicologia, desdobramentos da tradição dialética hegeliana na filosofia do século XX e filosofia da música. É um dos coordenadores da International Society of Psychoanalysis and Philosophy.

Percursos em Perspectiva

André Carreira (UDESC): Professor da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), no Departamento de Artes Cênicas e no Programa de Pós-Graduação em Teatro (Mestrado – Doutorado). Licenciado em Artes Visuais pela UnB e doutorado pela Universidad de Buenos Aires (1994). Diretor dos grupos Experiência Subterrânea (Florianópolis) e Teatro que Roda (Goiânia) com os quais desenvolve propostas que envolvem risco físico e emocional no processo de interpretação, e exploração de espaços urbanos. Carreira é autor do livro “Teatro de Rua: uma paixão no asfalto” (Hucitec). Pesquisador desde 1997 do CNPq, Carreira coordena o Núcleo de Pesquisa sobre Processos de Criação Artística (ÁQIS-UDESC) com um projeto sobre “Interpretação a partir de Estados”.

Clóvis Massa (UFRGS): Docente orientador do Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da UFRGS no campo da teatralidade, da poética e da estética teatrais. Professor Adjunto IV do Departamento de Arte Dramática do Instituto de Artes da UFRGS, na área de História do Espetáculo, Dramaturgia e Teoria do Teatro. Doutor em Teoria da Literatura pela PUC-RS, com a tese Estética Teatral e Teoria da Recepção, com Estágio Doutoral realizado na Université Paris 8 Vincennes-Saint Denis. Mestre pela ECA/USP.

Fernando Villar (UnB): Autor, diretor, encenador e professor. Fundador dos grupos Vidas Erradas (1983-89); Teatro Universitário Candango (TUCAN, 1992-2004) e CHIA, LIIAA! (2007). Formado em Artes Plásticas pela UnB em 1983, pós-graduado em direção teatral pelo Drama Studio London em 1991 e Ph.D  em teatro e performance pelo Queen Mary College, University of London, em 2001. Professor do Departamento de Artes Cênicas da Universidade de Brasília (UnB) desde 1993.

Helena Katz (PUC-SP): É professora no curso Comunicação das Artes do Corpo e no Programa em Comunicação e Semiótica, na PUC-SP, onde concluiu o doutorado (1994) com a tese “Um, Dois, Três. A Dança é o Pensamento do Corpo”, publicada em 2005. Exerce a função de crítica de dança desde 1977. Graduou-se em Filosofia na Faculdade de Filosofia e Educação da UERJ (1971) e Coordena o Centro de Estudos em Dança-CED, grupo de pesquisa certificado pelo CNPq. Em 2010, tornou-se também professora na Escola de Dança da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Desenvolve, em parceria com a Profa. Dra. Christine Greiner, a Teoria Corpomídia, na qual realiza uma nova etapa com o projeto de pesquisa Os Novos Estatutos do Corpo nas Sociedades Pós-Ideológicas. É membro do Grupo de Pesquisa DC3-Dança, Ciência, Comunicação e Cultura, liderado pela Profa. Dra. Clélia Ferraz Pereira de Queiroz.

José Da Costa (UNIRIO): Professor de História do Teatro e pesquisador da UNIRIO desde 1992 e também pesquisador do CNPq. Doutor em Literatura Comparada pela UERJ (2003) e Mestre em Teatro pela UNIRIO (1997), instituição da qual é o Vice-Reitor desde 2011. Seus temas preferenciais de estudo estão ligados à dramaturgia e à cena contemporâneas, à intertextualidade e ao teatro brasileiro do presente, especialmente no que tange aos modos de subjetivação agenciados pelo teatro e ao teor político da cena atual. Publicou o livro “Teatro Contemporâneo no Brasil: criações partilhadas e presença diferida”.

Lucia Romano (Unesp): Atriz fundadora dos grupos Barca de Dionisos e Teatro da Vertigem, atua hoje como intérprete e produtora na Cia Livre de Teatro e na Cia Mundana. É colaboradora da Cia 8 Nova Dança, no espetáculo “Xapirí Xapiripê”. Bacharel em Teoria do Teatro pela Escola de Comunicações e Artes da USP (1991), Mestre em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e Doutora pela ECA-USP, tem experiência nas áreas de Artes Cênicas e Dança, com ênfase em interpretação teatral, corporeidade, gênero e processos de criação. Professora na Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp), Instituto de Artes – SP.

Luiz Fernando Ramos (USP): Professor associado do Departamento de Artes Cênicas da USP, lecionando História e Teoria do Teatro desde 1998. É pesquisador do CNPq e coordena o GIDE – Grupo de Investigação do Desempenho Espetacular. Foi crítico de teatro da Folha de São Paulo entre 2008 e 2013 e atua como dramaturgo, encenador e documentarista.

Narciso Telles (UFU): Ator e professor do Curso de Teatro e do Programa de Pós-Graduação em Artes da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), pesquisador do CNPq, da FAPEMIG e do GEAC/UFU e membro do Coletivo Teatro da Margem.

Nina Caetano (UFOP): Pesquisadora da cena contemporânea, performer e dramaturga. Como dramaturga, atua junto a diversos grupos teatrais de Belo Horizonte, seja orientando ou produzindo dramaturgias em processo. Doutora em artes cênicas pela ECA/USP, é professora do Departamento de Artes Cênicas da UFOP, no qual coordena o NINFEIAS – Núcleo de INvestigações FEminIstAS. É integrante, desde 2007, do Obscena – agrupamento independente de pesquisa cênica -, no qual investiga textualidades produzidas no calor da ação performativa: escritas performadas.

Renato Ferracini (Unicamp): Ator, pesquisador e coordenador do LUME – Núcleo Interdisciplinar de Pesquisas Teatrais – Unicamp. Também atua como Professor Pleno e orientador de pesquisas de Mestrado e Doutorado no Programa de Pós-Graduação em Artes da Cena do Instituto de Artes – UNICAMP. Possui quatro livros publicados, sendo o mais recente “Ensaios de Atuação” (2013). Atua em cinco espetáculos do repertório do LUME, sendo o espetáculo mais recente “Os bem-intencionados”, de 2012, contemplado com o prêmio Shell 2013 na categoria especial pelos 25 anos de Pesquisa Continuada do LUME.

Sara Rojo (UFMG): Professora associada da UFMG, tem experiência na área de Artes, com ênfase em Crítica, Teoria e Direção Teatral, atuando principalmente nos seguintes temas: América Latina, Teatro Latino-Americano e Performance. Últimos livros publicados: “La pulsíón anárquica en el teatro latinoamericano: estudios teatrales en Brasil, Chile y Argentina” e “Por uma crítica política da literatura: três perspectivas latino-americanas”, em co-autoria com G. Ravetti e G. Rojo. Fundadora do Mayombe Grupo de Teatro, com o qual dirigiu seu mais recente espetáculo: “Klássico (com K)”.

Stephan Baumgärtel (UDESC): Professor adjunto da UDESC, na área de história do teatro, estética teatral e dramaturgia. Possui mestrado em Letras (Inglês) pela Ludwig-Maximilians-Universität München (1995), doutorado em Literaturas da Língua Inglesa pela UFSC (2005), e pós-doutorado na ECA/USP (2009-2010) com estudos sobre a dramaturgia brasileira contemporânea. A tese de doutoramento recebeu o Prêmio CAPES 2005. Como professor convidado, administrou aulas na pós-graduação da USP e da UNICAMP.

Coletivo de Críticos

Ana Carolina Marinho: natural de Natal/RN, reside em São Paulo desde 2011. Formada em Atuação pela SP Escola de Teatro, integra o Coletivo Estopô Balaio. Em 2013 iniciou a colaboração com a Revista Antropositivo, na qual cobriu o Festival Internacional de Artes Cênicas de Salvador e o Festival Satyrianas 2013, além de colaborar em outras seções da Revista. Participou do Festival de Cenas Curtas Galpão, do Satyrianas, e do Agosto de Teatro. Em 2011, integrou o Núcleo de Pesquisa no Grupo XIX de Teatro e participou do curso Formas do Realismo e Emergência da Performance na Cena Contemporânea com Kil Abreu. Em Natal integrou diversas oficinas junto ao Grupo Clowns de Shakespeare.

Daniele Avila Small: é pesquisadora, tradutora e crítica de teatro. Mestra em História Social da Cultura pela PUC-Rio, fez a graduação em Teoria do Teatro na UNIRIO. Foi diretora artística do Teatro Gláucio Gill em 2011 e 2012, na Ocupação Complexo Duplo, trabalho pelo qual foi indicada ao Prêmio Shell e ao Prêmio APTR, ambos na categoria especial.  Em 2008, criou a Questão de Crítica – Revista eletrônica de críticas e estudos teatrais, da qual é editora.

Ivana Moura: Jornalista e produtora cultural. Blogueira do Satisfeita, Yolanda? desde novembro/2010. Especialização em Jornalismo e Crítica Cultural (UFPE). Mestrado em Teoria da Literatura (Letras -UFPE). Foi repórter, editora-assistente e editora Caderno de Cultura (Viver) do Diario de Pernambuco (1989-2013). Escreveu o livro “Osman Lins, o matemático da prosa”. Autora da peça “O Crepúsculo de Van Gogh”. Organizadora do evento “Para amar Clarice” (Recife, 2007). Curadoria da exposição fotográfica “O Recife de Clarice”. Adaptou o texto e dirigiu (ao lado de Lúcia Machado), o espetáculo “Os desastres de Sofia”, inspirado em conto homônimo de Clarice Lispector.

Luciana Romagnolli: é jornalista, crítica de teatro e produtora cultural. Graduada em Comunicação Social pela UFPR, especialista em Literatura Dramática e Teatro pela UTFPR e mestre em Artes – Teatro pela UFMG. Atuou como repórter de cultura nos jornais Gazeta do Povo (PR) e O Tempo (MG); e como crítica convidada em diversos festivais brasileiros. Ministra oficinas de crítica de teatro e é coordenadora de crítica do projeto Janela de Dramaturgia, em Belo Horizonte. Coordenou a produção do 15º Festival Internacional de Curtas de Belo Horizonte. É cofundadora e editora do blog Horizonte da Cena.

Maria Eugênia de Menezes: é repórter e crítica de teatro do Caderno 2, do jornal O Estado de S.Paulo, e co-editora do site Teatrojornal. Formou-se em jornalismo pela USP, com mestrado em Teoria Literária e Literatura Comparada pela mesma universidade. Trabalhou no Centro Cultural São Paulo e na Secretaria Municipal de Cultura de S.Paulo, como coordenadora de comunicação. Como jornalista, atuou na Folha de S.Paulo entre 2007 e 2010, também escrevendo sobre artes cênicas.

Pollyanna Diniz: jornalista, crítica de teatro e produtora cultural. É idealizadora, ao lado de Ivana Moura, do blog Satisfeita, Yolanda?, criado há três anos e especializado em críticas e notícias da área de artes cênicas. Colaboradora da revista Continente. Convidada para atuar como crítica em vários festivais, como Janeiro de Grandes Espetáculos, Palco Giratório Recife e Mostra Capiba de Teatro. Como jornalista, passou pelas redações do Diario de Pernambuco, Rede Globo Nordeste e TV Universitária.

Ruy Filho: bacharel em Artes Visuais, diretor e dramaturgo. Fundou em 2008 a Cia. de Teatro Antro Exposto e o coletivo de crítica Diálogos. É editor da revista digital Antro Positivo, sobre teatro e política cultural. Coordenador de teatro e performance do Centro Cultural Rio Verde. Curador da Programação Paralela e Dramaturgista convidado no Projeto Puzzle, direção de Felipe Hirsch, para a Feira de Frankfurt e Sesc SP. Foi assistente de direção de Gerald Thomas, de 1999 a 2008. Atuou como convidado nos cursos de Direção e Dramaturgia da SP Escola de Teatro, SP, e no Núcleo de Dramaturgia Avançada do SESI Curitiba. Recentemente, participou das comissões Prêmio Votorantim de Democratização Cultural, Prêmio Governador do Estado de São Paulo para a Cultura e PROAC Montagem e Circulação Teatral.

Soraya Belusi: é jornalista, crítica e pesquisadora teatral. Mestranda em Artes na UFMG, graduada em Jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte, e atriz formada pelo Teatro Universitário da UFMG. Atuou durante oito anos como repórter especializada em artes cênicas no jornal O Tempo (BH) e colabora com diversos veículos do país, com artigos publicados no Estado de Minas, Folha de S.Paulo, Bravo!, Sala Preta, dentre outras. É cofundadora e editora do blog Horizonte da Cena.

Valmir Santos: Jornalista, pesquisador e crítico teatral com atuação desde 1992. Coordenador do site Teatrojornal – Leituras de cena. Colaborador do Valor Econômico com passagem pela Folha de S.Paulo (1998-2008). Mestre em artes cênicas pela USP (2009). Integrante do júri do Prêmio Shell de Teatro em SP (2003-2011). Curador do Festival Recife do Teatro Nacional (2011). Consultor do Festival Internacional de Teatro Palco & Rua de Belo Horizonte (2012). Membro da comissão do Programa Rumos Itaú Cultural (2013/2014).

Crítica da Crítica

Edelcio Mostaço: teórico, crítico, ensaísta e dramaturgista. É professor associado efetivo da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), atuando na graduação, pós-graduação e supervisão de pós-doc. Possui graduação em Direção Teatral e Crítica Teatral (1974) e doutorado em Artes-Teatro (2002), ambos pela USP. Foi crítico de teatro do jornal Folha de S.Paulo. Atuou como professor visitante no Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da UFRGS e na USP. Autor do livro “Teatro e Política: Arena, Oficina e Opinião”.

Kil Abreu: jornalista, crítico e pesquisador do teatro pós-graduado em Artes pela USP. Foi crítico do jornal Folha de S.Paulo e da revista Bravo! Dirigiu o Departamento de Teatros da Secretaria Municipal de Cultura/SP (2003/2004), onde gerenciou alguns dos principais programas artísticos da cidade, como o Formação de Público e o Programa Municipal de Fomento ao Teatro. Foi curador dos festivais de Curitiba, Recife e Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto. Por dez anos, foi professor e coordenador pedagógico da Escola Livre de Teatro de Santo André e por oito, jurado do Prêmio Shell/SP. É membro da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) e curador no Centro Cultural São Paulo. Mantém estudos sobre dramaturgia e teatro brasileiro contemporâneo.

Luiz Fernando Ramos: veja na lista de Percursos em Perspectiva

Mediadores

Beth Néspoli: é jornalista e doutoranda em Artes Cênicas na ECA-USP e uma das críticas colaboradoras do site Teatrojornal (www.teatrojornal.com.br). Durante 15 anos, entre 1995 e 2010, escreveu no Caderno 2, o Suplemento Cultural do Jornal O Estado de S. Paulo, atuando como repórter especializada em teatro e, a partir de 2003, também como crítica teatral. Realizou a cobertura de diversas edições de festivais internacionais de teatro em cidades como Porto Alegre, Recife, Londrina, S. José do Rio Preto e Belo Horizonte. Foi jurada do Prêmio Shell e da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA). Tem artigos publicados na revista Sala Preta da ECA-USP; no livro Próximo Ato: Teatro de Grupo; e na Revista Cult.

Cecília de Almeida Salles: é professora titular do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e  Semiótica da PUC-SP. Coordenadora do Grupo de Pesquisa em Processos de Criação. Foi curadora do evento Redes da Criação 2008 (Itaú Cultural). Autora dos livros Gesto inacabado (1998), Crítica Genética (2008),  Redes da Criação (2006) e Arquivos de Criação: arte e curadoria (2010). Dirige a editora e o espaço cultural Intermeios: casa de artes e livros em São Paulo/Brasil.

Fernando Mencarelli: professor titular da UFMG, pesquisador CNPq e diretor teatral. Pós-Doutoramento em Teatro Universidade Sorbonne Nouvelle/Paris III. Professor na graduação em Teatro e na pós-graduação em Artes da Escola de Belas-Artes da UFMG. Membro do Comitê de Assessoramento do CNPq na área de Artes. Foi Presidente da ABRACE (Associação Brasileira de Pesquisa e Pós-graduação em Artes Cênicas). Diretor artístico associado do Centro Internacional de Teatro Ecum (CIT-Ecum).

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